Podridão Branca Da Espiga Do Milho: Entenda O Que É Essa Doença E Como Evitá-La - Podridao Branca Da Espiga Do Milho. Entenda O Que E Essa Doenca E Como Evita La

Podridão branca da espiga do milho: entenda o que é essa doença e como evitá-la

A agricultura é uma atividade que exige conhecimento e planejamento, especialmente quando se trata da prevenção e combate de doenças que podem afetar a produtividade. Uma dessas doenças é a podridão branca, que pode causar sérios danos e impactos na produtividade do milho. Entenda mais sobre essa doença agrícola e descubra como fazer a prevenção e o controle da podridão branca da espiga do milho de forma mais efetiva! 

O que é a podridão branca da espiga do milho e quais os danos ela causa?

Lidar com as doenças agrícolas é um desafio que não pode ser ignorado pelos agricultores, uma vez que elas podem prejudicar a produtividade e qualidade da lavoura, resultando em menos rentabilidade.

Isso não é diferente com a cultura do milho. E, entre as doenças que podem afetar esse cultivo está a podridão branca da espiga. Essa uma doença fúngica que afeta principalmente as espigas da planta e pode causar danos significativos na produção.

Para se ter uma ideia, um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou que espigas inoculadas artificialmente com o fungo da podridão branca da espiga sofreram perdas superiores a 70% no peso quando comparadas com espigas não inoculadas.

Mas, o que causa essa doença? Os agentes causadores da podridão branca da espiga do milho são os fungos Stenocarpella macrospora e Stenocarpella maydis, que tem como o nome sinônimo de Diplodia maydis e D. zeae.

O fungo ataca a superfície das espigas, penetrando nos tecidos da planta e contaminando rapidamente a região. Em pouco tempo, ocorre uma podridão branca característica na base das sementes, que pode se espalhar rapidamente para outras partes da planta.

Normalmente, os indícios da podridão branca costumam surgir a partir da base da espiga, com o crescimento do micélio do fungo no meio dos grãos. As espigas que foram afetadas podem assumir uma tonalidade que varia entre o cinza e o branco, tornando-se rugosas e frágeis.

Espiga De Milho Afetada Pela Podridão Branca Da Espiga

Espiga de milho afetada pela podridão branca da espiga (Fonte: Embrapa)

Além disso, podem apresentar as palhas internas que se unem de maneira firme tanto umas às outras quanto aos grãos, devido ao desenvolvimento do micélio do fungo, principalmente quando a infecção ocorre logo após o processo de polinização. Quando os grãos ou sementes estão contaminados, exibem uma coloração que varia entre o cinza e o marrom.

Conforme o fungo se desenvolve, é possível notar a formação de uma camada esbranquiçada no meio das fileiras de grãos na espiga, o que justifica o nome da condição: podridão branca da espiga.

Caso as espigas sejam colonizadas em estágios posteriores do desenvolvimento da cultura, os sintomas se manifestam de forma menos intensa. No entanto, é viável detectar o crescimento do fungo no interior dos grãos, sem que haja qualquer indicação externa na própria espiga.

Quando as sementes estão contaminadas, a germinação pode ser impedida, o que sinaliza a ação prejudicial dos fungos na destruição do embrião. Se, por outro lado, a semente consegue germinar e a plântula emerge infectada, a saúde da planta que sobrevive fica comprometida.

Vale notar que, com base nos sintomas, não se torna possível distinguir se a doença é originada pela presença de S. macrospora ou S. maydis.

Nesse sentido, uma maneira simples de diferenciar esses fungos é através da análise do tamanho dos esporos (conídios) observados sob um microscópio. Geralmente, os esporos de S. macrospora são maiores em comparação com os de S. maydis.

Entendo a gravidade da podridão branca da espiga e quais são os principais sintomas, como o agricultor pode fazer para prevenir essa doença e fazer um controle efeito caso a infecção aconteça?

Boas práticas de prevenção e controle da podridão branca da espiga do milho

A prevenção da podridão branca da espiga do milho começa com a escolha de sementes saudáveis e resistentes à doença. Assim, o agricultor consegue reduzir a possibilidade da doença se instalar e a severidade dela caso isso aconteça.

Também é importante manter uma rotação de culturas adequada para evitar a contaminação do solo e controlar a população de insetos e pragas que podem transportar os patógenos fúngicos.

Além disso, é necessário manter a irrigação adequada e monitorar o clima atentamente, já que o excesso de chuvas e de umidade acabam favorecendo o crescimento de fungos como os que provocam a podridão branca da espiga do milho

A aplicação de medidas preventivas, como fungicidas e tratamentos biológicos, pode reduzir os riscos de infecção e aumentar a produtividade da lavoura.

Caso a presença da doença seja confirmada, é importante que o produtor adote medidas de controle para evitar que ela se propague. Uma das medidas mais utilizadas é o controle químico com a aplicação de fungicidas específicos no momento certo.

No entanto, é importante destacar que essa medida não pode ser utilizada como única forma de controle, pois ela pode levar à resistência do fungo aos agentes químicos. Outras medidas preventivas incluem a retirada de restos de plantas infectados, a desinfestação do solo e a adoção de medidas que visem a fortalecer as plantas para que elas possam resistir às doenças.

Além disso, é importante também estar atento à uma boa adubação da lavoura, já que isso pode contribuir com a prevenção e o controle da podridão branca da espiga do milho. 

Por que a adubação é importante para a prevenção e controle de doenças agrícolas?

A adubação é essencial para a agricultura, já que fornece nutrientes que as plantas precisam para crescer e produzir adequadamente. Todavia, alguns desses nutrientes também exercem funções dentro do metabolismo e da fisiologia vegetal que contribuem para a prevenção e o controle de doenças agrícolas.

É o caso, por exemplo, do potássio. Esse macronutriente geralmente é o segundo mais requerido pelas plantas e é considerado como o nutriente da qualidade agrícola. Além disso, entre suas muitas funções nas plantas, também ajuda a amenizar os estresses bióticos, como as pragas e doenças.

Nesse mesmo âmbito dos estresses bióticos, vale a pena destacar a ação do silício. Esse elemento não é amplamente considerado como um nutriente essencial. Todavia, a comunidade científica o considera como um elemento benéfico.

Isso se dá em razão dos diversos benefícios que a sua inclusão no manejo nutricional traz para as plantas. Entre eles, está justamente a indução da resistência contra pragas e doenças, além da melhoria da resistência vegetal aos estresses hídricos.

Ao receberem doses adequadas de silício, esse elemento atua no fortalecimento dos tecidos das plantas, o que muitas vezes ajuda a retardar a penetração de fungos em tecidos vegetais. Assim, o avanço de doenças como a podridão branca da espiga do milho é mais lento e menos severo.

Vale notar que os fertilizantes são as principais ferramentas para fornecer nutrientes na adubação. Assim, é essencial utilizar fertilizantes que sejam mais completos e tragam mais vantagens, como o K Forte® e o BAKS®, da Verde Agritech.

No contexto dos nutrientes, uma das características vantajosa dos fertilizantes da Verde Agritech é que eles são multinutrientes: além do potássio e outros nutrientes importantes para as plantas, eles também são fonte de silício.

Assim, com um único fertilizante, o agricultor consegue realizar um manejo nutricional mais completo e com os nutrientes que podem ajudar no controle de doenças como a podridão branca da espiga do milho.

Vale destacar ainda que o K Forte® e o BAKS® têm ainda o diferencial de incorporarem tecnologias exclusivas e inovadoras, que a Verde Agritech desenvolveu ao longo de anos de estudos juntamente com instituições de pesquisa renomadas e consolidadas.

Essas tecnologias permitem que eles tenham diversas características vantajosas para o manejo agrícola, como, por exemplo, a disponibilização gradual dos nutrientes.

Ela ajuda na construção e manutenção da fertilidade do solo, além de proporcionar um efeito residual duradouro. Por sua vez, isso favorece a rotação de culturas, uma das práticas que auxilia na prevenção e no controle da podridão branca da espiga do milho.

Além disso, a disponibilização gradual permite que haja menos parcelamentos na hora da aplicação dos fertilizantes, o que otimiza o manejo e valoriza o investimento do agricultor.

A disponibilização gradual de nutrientes é vantajosa para o manejo

Vale destacar ainda outra tecnologia inovadora e exclusiva que a Verde Agritech desenvolveu, que é a Bio Revolution. Graças a ela, os fertilizantes podem ser aditivados com microrganismos benéficos.

Esses pequenos seres são parte integral do agroecossistema e muitas vezes trazem vantagens para a agricultura. É o caso do consagado Bacillus aryabhattai, o primeiro microrganismo utilizado com a Bio Revolution.

Entre os muitos benefícios que ele traz, está a indução da resistência das plantas aos estresses bióticos e também abióticos. Além disso, ele promove o crescimento das plantas e a disponibilização de nutrientes.

Dessa maneira, o agricultor consegue realizar um manejo mais eficiente e que pode ser uma ferramenta que ajuda no controle de doenças como a podridão branca da espiga do milho!

Estar atento aos sintomas e realizar a prevenção e o controle eficaz ajuda a evitar que a podridão branca da espiga prejudique a produtividade do milho

Em conclusão, a podridão branca da espiga é uma doença agrícola comum em plantações de milho, causando grandes prejuízos aos agricultores. Por isso, realizar um bom monitoramento da lavoura, bem como adotar práticas preventivas e curativas para controlar a infestação.

Nesse sentido, a escolha de sementes resistentes e a rotação de culturas, bem como o controle químico cuidadoso e a retirada de restos de plantas infectadas são boas práticas que ajudam a evitar e controlar a podridão branca da espiga do milho.

Além disso, a boa adubação, com fertilizantes eficientes e que tragam mais vantagens para o manejo, é essencial. Isso porque, além de fortalecer as plantas, essa prática pode ajudá-las a ter mais resistência e otimizar a eficiência das práticas de controle.

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