Pesquisa aponta aumento na produtividade da cana de açúcar com o uso de fertilizante inovador que substitui o Cloreto de Potássio

Um estudo realizado pela Verde em parceria com a Delta Sucroenergia, um dos maiores grupos do setor sucroenergético de Minas Gerais, comprovou a eficiência agronômica do K Forte, fertilizante mineral da Verde, em substituição ao Cloreto de Potássio (KCl) na adubação da cana-de-açúcar.

Além de suprir as necessidades das plantações, o uso do K Forte trouxe um aumento na produtividade e no perfilho da cana.

O experimento teve como objetivo avaliar os benefícios da utilização do K Forte como substituto parcial do KCl na adubação utilizando composto orgânico. Os testes foram conduzidos no município de Delta, em Minas Gerais, no ano de 2016.

A área selecionada pela Delta Sucroenergia, grupo que é uma das referências da indústria da cana no Brasil, foi a mais representativa possível dos solos da região, conhecida pela produção de cana-de-açúcar.

O composto orgânico utilizado no experimento foi feito com a torta de filtro. Esse material é um resíduo da indústria da cana-de-açúcar, resultante da filtração do caldo extraído das moendas.

A torta de filtro é misturada a outros insumos e depois aplicado nas plantações, para fornecer nutrientes para a cana.

Para o experimento, foram feitos dois tratamentos:

O tratamento número 1 utilizou o composto orgânico e 150 kg por hectare de potássio (K2O) via KCl, o equivalente a 250 kg por hectare do produto.

O tratamento número 2, utilizou os mesmos 150 kg por hectare de potássio divididos da seguinte forma: 30% via K Forte adicionados ao composto orgânico, o equivalente a 450 kg por hectare de produto, e os 70% restantes via KCl (o equivalente a 175 kg por hectare de produto).

Conforme a tabela abaixo:

Ambos os tratamentos foram aplicados na cana planta, a primeira cana produzida pela plantação, e na cana soca, que é a cana de segundo corte. Foram utilizadas duas áreas de 3 hectares para aplicação dos tratamentos. Após as colheitas, foi analisada a biometria das canas colhidas.

Entre os resultados de destaque, está o aumento da produtividade em toneladas por hectare da cana soca.

Na área 1, o uso K Forte aumentou a produtividade em 12,1 ton por hectare quando comparado com o uso exclusivo de KCl: foram 85,0 ton por hectare produzidas com K Forte contra 72,9 ton por hectare produzidas somente com KCl.

Na área 1, o uso K Forte aumentou a produtividade em 12,1 ton por hectare

Já na área 2, o uso do K Forte rendeu 6,9 ton por hectare a mais: foram 78,5 ton por hectare do K Forte e 71,5 ton por hectare do KCl.

Já na área 2, o uso do K Forte rendeu 6,9 ton por hectare a mais: foram 78,5 ton por hectare do K Forte e 71,5 ton por hectare do KCl

Os resultados mostraram que o uso do K Forte também melhorou o perfilhamento da cana soca. Na área 1, o tratamento com o fertilizante da Verde teve um perfilho de 9,07 por metro, enquanto o tratamento somente com o KCl teve um perfilho de 8,13 por metro – um aumento de 11,56%.

Para a área 2, o uso do K Forte trouxe um perfilho de 9,07 por metro contra um perfilho de 8,69 por metro com o KCl – um aumento de 4,37%. Um número mais alto de perfilho significa mais rendimento da plantação, já que mais colmos serão colhidos.

Potássio livre de cloro é melhor para a cultura da cana – A cultura da cana-de-açúcar exige que seja feito um fornecimento adequado de potássio para as plantas, já que ela precisa de quase 50% a mais de potássio do que nitrogênio e 98% a mais de potássio do que de fósforo, segundo escrevem o Dr. em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ, Emídio Cantídio de Oliveira e outros pesquisadores, no artigo Extração e exportação de nutrientes por variedades de cana-de-açucar cultivadas sob irrigação plena.

O uso do K Forte como substituto do KCl na adubação da cana-de-açúcar traz outra vantagem além do aumento na produtividade: ele é livre de cloro.

O Cloreto de Potássio tem em sua composição 47% de cloro, um elemento com alto nível de toxicidade, cujo excesso no solo e nas plantas traz vários problemas para a cultura da cana-de-açúcar e para a agricultura em geral.

Um desses problemas, por exemplo, é a deterioração mais rápida do maquinário usado no processamento das plantas, já que o excesso de cloro do KCl é absorvido pela cana.

Isso leva ao aparecimento de áreas de corrosão, inclusive em fornalhas que processam o bagaço da cana na produção de biocombustíveis, reduzindo em até 90% a vida útil do maquinário, segundo o Engenheiro Agrônomo Ericson Marinho.

Cloro: um inimigo dos microrganismos e das plantas.

O excesso de cloro também afeta tanto a saúde das plantas quanto a do solo ao matar os microrganismos que fazem parte do microbioma.

Os microrganismos são fundamentais para o desenvolvimento vegetal. Eles atuam não somente na decomposição da matéria orgânica, o que fornece nutrientes para as plantas, mas também no combate aos patógenos causadores de doenças.

No artigo Fighting Microbes with Microbes, publicado na revista The Scientist, o biólogo especialista em plantas e microbiologia, Dr. Alexander Jousset, faz uma comparação com o corpo humano para falar sobre a importância de um microbioma saudável no solo:

“Uma comunidade diversa é especialmente importante para manter os patógenos afastados – isto é verdade tanto no organismo humano quanto no solo”.

A técnica da compostagem utilizada na pesquisa da Delta que mostrou a eficiência do K Forte também depende dos microrganismos para ser mais efetiva. Assim, o uso de insumos com excesso de cloro, como é o caso do KCl diminui os efeitos benéficos da compostagem, já que mata os microrganismos.

O K Forte, ao contrário, preserva a diversidade da microbiota, potencializando os efeitos da compostagem e proporcionando um solo e plantas mais saudáveis e produtivos.

K Forte é o seu verdadeiro aliado:

Como não tem cloro em sua composição, o K Forte também é livre de problemas químico-estruturais do solo associados ao excesso desse elemento: a acidificação, salinidade e compactação. Isso protege o seu patrimônio!

A matéria-prima do K Forte, o siltito glauconítico, é composta de glauconita, um mineral usado como fertilizante desde 1760. Graças a sua estrutura única, a glauconita tem uma alta capacidade de retenção de água e, em consequência, de nutrientes. Isso valoriza o seu solo!

O K Forte ainda é fonte de silício, magnésio, cobalto, zinco e manganês, nutrientes que participam de processos importantes do desenvolvimento e crescimento das plantas, melhorando a produtividade e a resistência contra pragas e doenças. Isso nutre a sua plantação!

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