Como modernizar a sua produção de soja e milho reduzindo custos

Como modernizar a sua produção de soja e milho reduzindo custos?

Para manter a competitividade no mercado internacional e garantir a segurança alimentar da população, a modernização da produção de soja e milho é essencial. Conheça algumas práticas para modernizar a sua produção de soja e milho. 

Boas práticas para modernizar a produção de soja e milho

A soja e o milho são duas culturas de expressiva relevância para o agronegócio brasileiro e cada vez mais agricultores tem buscado formas de modernizar produção, especialmente no que diz respeito à redução de custos e aumento da eficiência. 

Entretanto, nem sempre é uma tarefa fácil decidir quais as práticas mais indicadas para essas culturas, já que cada uma dessas culturas apresenta exigências únicas que precisam ser atendidas mesmo quando elas são cultivadas em sistemas de rotação, sucessão, dentro outros sistemas de produção. 

Apesar disso, existem algumas estratégias que o agricultor pode utilizar que beneficiam tanto a soja quanto o milho e que podem otimizar o seu manejo a campo e ainda reduzir os seus custos de produção. São elas: 

1. O sistema de plantio direto (SPD)

 Um dos primeiros passos para modernizar a produção de soja e milho começa com a escolha do seu sistema de produção. Atualmente, um tipo de sistema que tem ganhado muitos adeptos visto os seus benefícios para a otimização da produção agrícola é o sistema de plantio direto. 

O sistema de plantio direto, também conhecido pela sua sigla SPD, é baseado na manutenção contínua da cobertura vegetal no solo, sem o preparo convencional do solo antes do plantio.  

Isso é feito através do uso de técnicas como a semeadura direta, a manutenção da palhada, o uso da adubação verde, a rotação de culturas, dentre outras práticas.  

Essas técnicas trabalham juntas para potencializar a produção agrícola, proporcionando a melhoria da qualidade do solo, da capacidade de retenção de água e nutrientes no solo e da própria biodiversidade no agroecossistema.  

A manutenção da palhada é a técnica central do SPD. Ela consiste em deixar a palha da colheita da safra anterior no solo. Isso ajuda a manter a umidade do solo e a controlar as plantas daninhas, além de melhorar a qualidade do solo ao longo do tempo.  

A semeadura direta é outra técnica importante do SPD, em que o plantio das sementes é feito diretamente no solo coberto pela vegetação residuária da safra anterior, sem a necessidade de arar o solo antes do plantio, trazendo benefícios para a melhoria da eficiência da utilização de água e nutrientes pelas plantas e a redução da erosão do solo 

A rotação de culturas é outra técnica importante do SPD, em que se faz a alternação entre diferentes tipos de culturas a cada safra. Isso ajuda a controlar as plantas daninhas, pragas e doenças e a minimizar o exaurimento do solo, já que cada planta apresenta um sistema radicular e uma exigência de nutrientes diferente. 

Portanto, o SPD é um sistema de manejo de conservação que inclui técnicas integradas para otimizar a produção agrícola, enquanto melhora as condições do agroecossistema. 

2. A adubação de sistemas

Outro fator de grande relevância para modernizar a produção de soja e milho consiste na avaliação das necessidades nutricionais de cada cultura, visando fazer o planejamento o manejo nutricional da lavoura. 

Isso inclui avaliar as necessidades de nutrientes em diferentes estágios de desenvolvimento das culturas, além de considerar as características do solo e as condições climáticas.  

Uma vez estabelecido o plano nutricional, é importante implementar técnicas de adubação que permitam maximizar a eficiência no uso dos nutrientes. E é nesse ponto que a adubação de sistemas entra em foco. 

A adubação de sistemas é uma técnica que permite potencializar a produção de culturas, maximizando a eficiência no uso dos nutrientes no agroecossistema. 

Para isso, o agricultor deve buscar inicialmente melhorar a disponibilidade de nutrientes no solo, com: 

  • A aplicação de corretivos; 
  • O incremento da matéria orgânica no solo; 
  • O uso de plantas de cobertura ou para adubação verde, como aveia, crotalária e nabo forrageiro; 
  • A adoção prática que potencializem as populações de microrganismos conhecidos por melhorar a disponibilidade de nutrientes no solo, como o Bacillus aryabhattai; 

Já na hora de fazer a adubação de sistemas, os maiores cuidados recaem na minimização das perdas de nutrientes no solo e a maximização da absorção dos nutrientes pelas plantas. 

Muitos nutrientes, como o potássio, podem ser facilmente perdidos para as camadas mais profundas do solo pelo processo de lixiviação 

Uma das formas de minimizar esse problema consiste na utilização de fertilizantes de liberação progressiva e com longo efeito residual, já que eles conseguem manter uma melhor disponibilidade de nutrientes ao longo do ciclo das culturas por serem menos suscetíveis a sofrer perdas por lixiviação. 

Agricultores que cultivam soja, milho, feijão e outros grãos compartilham suas experiências com o uso de K Forte® e BAKS®, dois fertilizantes multinutrientes inovadores de liberação progressiva e com longo efeito residual.

Adicionalmente, o agricultor também pode buscar incrementar o teor de matéria orgânica do solo e a sua capacidade de retenção de água, para proporcionar melhores condições para que as plantas absorvam os nutrientes.   

3. O manejo integrado de pragas e doenças

 Por fim, não podemos de deixar de mencionar a importância econômica que muitas pragas e doenças têm para a produção de soja e milho. Portanto, o monitoramento e controle adequado delas é de suma importância quando pensamos na modernização do manejo dessas culturas. 

O manejo integrado de pragas (MIP) e doenças (MID) é uma abordagem importante para o controle de problemas fitossanitários em culturas de milho e soja. Esse método combina várias técnicas, como: 

  • O uso de variedades resistentes; 
  • O monitoramento de pragas e doenças; 
  • O uso de inseticidas e fungicidas seletivos; 
  • A implementação de práticas agrícolas específicas, como a rotação de culturas; 

Uma das principais vantagens do manejo integrado é que ele permite um controle mais eficaz de pragas e doenças, minimizando os danos causados ao meio ambiente ou à saúde humana.  

Ao utilizar variedades resistentes, por exemplo, é possível reduzir o uso de inseticidas e fungicidas, o que diminui o risco de contaminação do solo e da água, além de preservar a vida selvagem e a biodiversidade.  

Outra vantagem é que o manejo integrado pode ajudar a reduzir os custos de produção, pois permite um uso mais eficiente de recursos e pode reduzir as perdas causadas por pragas e doenças.  

Para implementar um manejo integrado de pragas e doenças eficaz, é importante ter um bom conhecimento das pragas e doenças que afetam a cultura, bem como das variedades resistentes disponíveis e das técnicas de controle mais adequadas.  

É também importante monitorar regularmente a cultura e tomar medidas mais adequados quando pragas ou doenças são detectadas.  

Além disso, é importante trabalhar em conjunto com outros agricultores e com as autoridades locais para compartilhar informações e recursos. A colaboração entre agricultores pode ajudar a identificar problemas comuns e a implementar soluções eficazes.  

Sendo assim, o manejo integrado de pragas e doenças é uma abordagem importante para o controle de problemas fitossanitários para produção de soja e milho. 

A modernização da produção de soja e milho depende da adoção de diferentes estratégias

Em conclusão, a produção de soja e milho é muito importante para o agronegócio brasileiro e, para modernizá-la, o agricultor deve utilizar diferentes estratégias, que vão desde à escolha do sistema de plantio mais adequado à escolha de insumos eficientes. 

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* Esse texto foi escrito em colaboração com Carla Pelizari – Gerente de Novos Negócios na Verde Agritech – Engenheira agrônoma formada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP, Mestre em Fitopatologia e Nematologia de plantas também pela mesma universidade. Especialista em Marketing pelo PECEGE/USP. 

 

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