Salinidade do solo uma ameaca a produtividade agricola

Salinidade do solo: uma ameaça a produtividade agrícola

A salinidade do solo é um dos problemas enfrentados pelo agricultor. Para amenizá-lo, é preciso saber escolher qual tipo de fertilizante utilizar.

Manter o solo em um nível adequado de nutrientes para o crescimento e produtividade das plantas, dentre as diversas opções de fertilizantes disponíveis no mercado, não é uma tarefa fácil.

Mais difícil ainda é suprir essas necessidades sem atingir níveis de toxicidade ou efeitos negativos resultantes do acúmulo excessivo de elementos indesejados no solo, como de sais solúveis, por exemplo.

Para você ser capaz de extrair o melhor potencial do seu cultivo, é preciso escolher a combinação dos insumos corretos que potencializem a produtividade da lavoura, de forma a evitar o processo de salinização.

O que é salinidade do solo?

A salinidade representa o teor de sais solúveis presentes no solo. O acúmulo excessivo desses sais, que ocorre ou de forma natural ou influenciado pelas atividades humanas, leva ao processo de salinização e altera o potencial osmótico da água no solo. Com isso, o solo passa retirar a água de dentro das células, o que leva a morte microbiana e de raízes, em um processo chamado de plasmólise.

A salinização do solo ainda pode ter um maior ou menor impacto a depender da textura do solo, como o caso da sua intensificação em solos argilosos e quase inexistência em solos arenosos.

O que causa o aumento da salinidade do solo?

O processo de salinização pode acontecer por causas naturais ou influenciadas pela atividade humana, sendo nomeadas, respectivamente, como salinidade primária e secundária na classificação de Petra Marschner e seus colegas pesquisadores no artigo Influence of Salinity and Water Content on Soil Microorganisms, publicado no jornal International Soil and Water Research.

Enquanto a salinidade primária apresenta causas naturais como regime pluviométrico mal distribuído que pode ter sido ou não afetado pelas mudanças climáticas, a salinidade secundária  inclui causas humanas decorrentes do manejo inadequado da irrigação, padrões e rotações de cortes inadequados e contaminação química.

E o que agrava mais ainda esse cenário é que algumas das fontes de disponibilização de nutrientes utilizadas no manejo agrícola são altamente salinas. Uma das mais altas, por exemplo é a do Cloreto de Potássio (KCl). Com uma alta concentração de cloreto (47% de sua composição), ele tem um índice salino de 116%. Para fins comparativos, esse número se aproxima ao do sal de mesa (ou cloreto de sódio), com 153%.

Como a salinidade secundária pode ser evitada, nada mais sensato do que buscar controlar um dos fatores mais primordiais que iniciam todo o processo, a escolha correta do fertilizante.

Impactos da salinização na microbiota

Embora eles constituam menos que 0,5% de massa do solo, os microrganismos são essenciais para a manutenção da saúde do solo e a produtividade da lavoura por participarem dos processos como a oxidação, a nitrificação, a amonificação e a fixação do nitrogênio. Esses processos tornam os nutrientes da matéria orgânica disponíveis para as plantas, além de solubilizar os nutrientes que estão em rochas do solo. Nitrato, sulfato e fosfato, por exemplo, estão presentes no solo, primariamente, graças a ação de microrganismos.

Outra função importante da microbiota do solo é ajudar no combate a patógenos e doenças das plantas. Assim, a preservação dos microrganismos faz parte do bom planejamento de manejo do solo e da lavoura. Qualquer distúrbio ao ambiente do solo pode afetar as comunidades microbianas e, em consequência, afetar diretamente a ciclagem de nutrientes. Isso inclui o uso de fontes inadequadas de nutrientes, como fertilizantes com altas concentrações salinas.

Petra Marschner e seus colegas pesquisadores também analisaram as consequências da alta salinidade nos microrganismos do solo no artigo Influence of Salinity and Water Content on Soil Microorganisms. Segundo o artigo, a alta salinidade causa:

  • Redução do potencial de crescimento das plantas, devido ao desequilíbrio na solução do solo dificultando a retirada de água do solo pelos microrganismos e raízes;
  • Redução de atividades enzimáticas que levam a perdas de produtividade e rentabilidade;
  • Redução da respiração do solo em até 50% pelo decréscimo da população da microbiota do solo;
  • Diminuição da distribuição de fungos, como os que formam importantes simbioses com as raízes das plantas, as micorrizas arbusculares.

Os resultados ainda mostraram que “a salinidade afeta plantas e microrganismos por meio de dois mecanismos primários: efeito osmótico e efeitos de íons específicos”.

Como combater a salinização do solo escolhendo o fertilizante certo

Uma forma de combater o processo de salinização e suas consequências para as plantas e microrganismos é optando por fertilizantes com baixa concentração de cloro e um baixo índice salino.

Eduardo Coelho, engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Cientia, empresa de consultoria agrícola de sucesso no Brasil, fala sobre essas alternativas para a nutrição do solo:

O K Forte® é uma tecnologia que, além de ser fonte de potássio, silício, magnésio, é livre dos efeitos do cloro e da salinidade.

O índice salino do K Forte® é de apenas 0,17%, um valor ínfimo. Isso graças à sua matéria matéria-prima, o Siltito Glauconítico, que é rico em glauconita. A glauconita é utilizada nos Estados Unidos como fertilizante, continuamente, desde 1760.

O Siltito Glauconítico possui propriedades para o desenvolvimento e nutrição das plantas, além de promover a melhora da estruturação do solo. Entre essas melhoras está uma retenção maior de água e nutrientes, o que torna o microbioma do solo mais saudável e a lavoura mais produtiva.

Através de práticas mais sustentáveis e o uso de melhores produtos para o solo, como o K Forte®, é possível aliar a nutrição do solo com a rentabilidade da plantação, de forma que possam produzir alimentos mais nutritivos por mais tempo.