O que é o Silício Forte - Conheça o Silício Forte e a importância do silício na agricultura

Conheça o Silício Forte e a importância do silício na agricultura

A utilização do silício no aumento da resistência contra  pragas, doenças e estresses abióticos vem ganhando destaque no manejo agrícola, já que esse elemento ajuda a lidar com essas dificuldades que o agricultor enfrenta.

Embora esteja presente em grandes quantidades na crosta terrestre, boa parte do silício não está disponível para as plantas, sendo preciso realizar a adubação com fertilizantes ricos nesse elemento. Conheça o Silício Forte e a importância do silício na agricultura.

Por que fornecer silício às plantas e o que é o Silício Forte?

O silício não é considerado um elemento essencial ou fundamental para a sobrevivência das plantas. Entretanto, por causa do seu envolvimento no fortalecimento das defesas das plantas contra pragas, doenças e estresses abióticos, ele foi reconhecido como um elemento benéfico pela comunidade científica em 2015.

Mesmo sendo o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre, ficando atrás apenas do oxigênio, ainda é preciso pensar na adubação silicatada na hora de pensar o manejo agrícola. Isso acontece porque pouca quantidade desse elemento está na forma de ácido monossilícico (H4SiO4), que é a forma em que ele fica disponível para as plantas.

O Silício Forte é um fertilizante fonte de silício, produzido a partir do Siltitito Glauconítico. Essa rocha encontrada em São Gotardo, Minas Gerais, é rica no mineral glauconita, que possui em sua composição potássio, silício e outros nutrientes importantes para que as plantas produzam mais e com mais qualidade.

A glauconita presente no Silício Forte tem propriedades que melhoram a estrutura física e química do solo, aumentando, por exemplo, a capacidade de retenção de água e a capacidade de troca catiônica. Além disso, a disponibilização gradual dos nutrientes evita problemas como a lixiviação e reduz a necessidade de reaplicações, otimizando o processo de operação e custos.

Outra vantagem da matéria-prima do Silício Forte é que ela é livre de cloro. Esse elemento, embora seja importante para os processos metabólicos das plantas, é exigido apenas em pequenas quantidades, que geralmente já são fornecidas pelo próprio solo.

Quando aplicado em excesso, o que acontece com fertilizantes que têm altas doses desse elemento, o cloro pode causar problemas para o solo e os microrganismos benéficos que vivem nele.

Mas como o silício age nas plantas e quais são os benefícios que a utilização de fertilizantes ricos nesse elemento traz para a lavoura?

Como o silício protege as plantas de pragas e doenças

Os métodos de ação do silício nas plantas variam de acordo com cada tipo de planta e ainda são investigados pelos pesquisadores, mas, de maneira geral, pode-se dividir essa ação em duas formas:

  • A criação de barreiras físicas;
  • Ações bioquímicas que estimulam as defesas naturais das plantas.

As barreiras físicas são o aumento da rigidez dos tecidos, já que de maneira geral o silício é depositado sob a forma de sílica amorfa nas células da epiderme vegetal. Com isso, a penetração dos patógenos é dificultada, desacelerando a infecção.

No estudo Silicon impedes stalk penetration by the borer Eldana saccharina in sugarcane, da Dra. Olivia Kvedaras,a adubação com silício reduziu a penetração das largatas da mariposa da espécie Eldana saccharina nos tecidos da cana-de-açúcar. Segundo a Dra. Olivia:

“O silício parece contribuir para a supressão da E. saccharina diretamente através da redução do crescimento larval e do dano da alimentação [das largatas] para a lavoura, e indiretamente através do atraso da sua penetração no caule, resultando provavelmente no aumento do tempo de exposição delas a inimigos naturais, fatores climáticos adversos ou medidas de controle direcionadas à fase larval dos insetos (por exemplo, inseticidas).”

Além disso, essa ação permite que as plantas consigam ativar suas defesas naturais, através da produção de enzimas e de outras substâncias para combater as infecções.

No artigo Biochemical responses of coffee resistance against Meloidogyne exigua mediated by silicon, o Dr. Fabrício Rodrigues, juntamente com outros pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, investigou a ação do silício no combate a nematoides Meloidogyne exigua no café.

Para isso, eles inocularam ovos do parasita em dois diferentes cultivares de café C. arabica. Após isso, as mudas foram tratadas com diferentes fertilizantes, incluindo doses de silício.

Depois de 120 dias, foram avaliados parâmetros como a quantidade de ovos presentes nas raízes do café, bem como a penetração dos nematoides no sistema radicular. A conclusão a que os pesquisadores chegaram foi de que os pés de café que receberam o tratamento com silício tiveram uma resposta de combate mais eficiente contra a infecção.

Através de análises biológicas e metabólicas das plantas, o Dr. Fabrício e seus colegas concluíram que os resultados estão associados ao estímulo da produção de enzimas e compostos fenólicos que combatem a infecção.

Nos pés de café tratados com silício, houve redução da capacidade reprodutiva do nematoide nas raízes, associado ao aumento da produção de lignina e da atividade das enzimas peroxidase de fenóis (POX), polifenoloxidase (PPO) e fenilalanina amonialiase (PAL), especialmente para cultivares suscetíveis à infecção. Entre outras funções no ciclo vital do café, essas enzimas estão ligadas à síntese da lignina, a qualidade da bebida do café e ao metabolismo da amônia, respectivamente.

Além desses benefícios, o silício contribui com o aumento da resistência a estresses abióticos, como variações de temperatura e os estresses hídricos. Mas como isso acontece?

A atuação do silício no aumento da resistência a estresses hídricos

A atuação do silício no aumento da resistência a estresses hídricos está relacionada a três fatores principais:

  • Interações bioquímicas;
  • Interações fisiológicas;
  • Interações físicas.

A mestra em Ciência do Solo, Gelza Teixeira, na tese Silício na mitigação do déficit hídrico de mudas pré-brotadas de cana-de-açúcar na fase inicial de crescimento, pontua que o silício mantém o potencial hídrico foliar, realizando o ajuste osmótico das células. Além disso, ele auxilia nas trocas gasosas do processo de respiração das plantas.

Por causa da sua ação no fortalecimento os tecidos vegetais, o silício também ajuda a melhorar a arquitetura foliar. Isso reduz o autossombreamento, reduzindo a perda de água por transpiração. Assim, a planta consegue lidar melhor com situações em que há a falta de água no ambiente.

De maneira semelhante à forma como ajuda na proteção contra pragas e doenças, os mecanismos de como o silício reduz os danos do estresse hídrico variam de acordo com cada espécie de planta, mas há duas possibilidades para esse efeito positivo:

  • Uma delas é pelo fortalecimento dos tecidos vegetais, o que evita a perda de água pelo processo de transpiração realizado pelos estômatos.
  • Já a outra é através da regulação dos processos bioquímicos, que ajudam as plantas a lidarem com efeitos adversos que levam ao estresse hídrico, como a salinidade.

O silício é absorvido de maneiras diferentes por cada tipo de planta. O café e a soja, por exemplo, fazem parte das chamadas espécies dicotiledôneas. Nessas espécies, o acúmulo de silício se concentra nas raízes, tornando-as mais resistentes a pragas como os nematóides.

A Dra. Claudia Dias-Arieira e outros pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá, no artigo Controle de Meloidogyne paranaensis em cafeeiro mediado pela aplicação de silício, apontam que “aplicação de silicato de potássio resultou no aumento da concentração radicular de Si em 71,06%”, o que ajuda a planta a lidar com o estresse hídrico.

Já nas espécies monocotiledôneas existe o deslocamento do silício para as partes aéreas das plantas, como as folhas. Muitas das plantas dessas espécies são gramíneas, como o arroz, o sorgo, o milho, a cana-de-açúcar e a brachiaria, e são plantas conhecidas por serem acumuladoras de silício.

No estudo Role of Silicon in Plant Resistance to Water Stress, Dra. Elzbieta Sacala investigou a ação do silício nesse tipo de planta. A pesquisadora aponta que “o silício modula o metabolismo das plantas e altera as atividades fisiológicas, particularmente em plantas sujeitas a condições de estresse”.

Entretanto, embora os modos de absorção sejam diferentes, os benefícios da nutrição com o silício valem tanto para as dicotiledôneas quanto para as monocotiledôneas. É o que explica o Dr. Fabrício Rodrigues:

 

Conheça a inovadora fonte de silício: Silício Forte

Nutrir a lavoura com silício traz muitos benefícios para o agricultor, que consegue realizar um manejo de pragas e doenças mais eficiente e sustentável, já que ele ajuda na diminuição do uso de outros métodos mais agressivos para as plantas e para o solo. E ainda há a vantagem da proteção da lavoura contra os estresses hídricos.

O Silício Forte é um fertilizante fonte de silício que apresenta liberação gradual, é livre de cloro e possui alto teor de glauconita, que proporciona diversas melhorias no solo.

Utilize o Silício Forte e produza mais alimentos, com mais qualidade, preservando a biodiversidade do solo!