Como otimizar o uso da água no solo através do Siltito Glauconítico

Como otimizar o uso da água no solo através do Siltito Glauconítico

A água talvez seja o recurso natural mais precioso do mundo, principalmente na cadeia produtiva agrícola de alimentos. Ela é um recurso natural capaz de fornecer um meio para manter as culturas nutridas por mais tempo e desempenha um papel essencial nos diferentes processos fisiológicos plantas. Como, então, otimizar o uso da água no solo?

A relação da água com a agricultura

Com as limitações para a captação e utilização da água impostas pelas mudanças climáticas e pelo próprio homem, os insumos agrícolas precisam estar cada vez mais preparados para superar esses desafios.

Isso porque muitas culturas demandam uma grande quantidade de água durante o ciclo produtivo, como o caso da cana-de-açúcar. Para ela os valores podem chegar a até 2500mm por safra, de acordo com as pesquisas conduzidas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Incorporar mais matéria orgânica e trabalhar sempre com o solo com cobertura vegetal passam a ser atividades essenciais para garantir uma maior retenção de água no solo. Além disso, a própria escolha dos fertilizantes pode favorecer essa relação.

Os fertilizantes da Verde, o K Forte®, o BAKS, o K Forte Boro e o Silício Forte, têm como matéria-prima o Siltito Glauconítico, que favorecem uma maior retenção de água. Ele é uma rocha sedimentar de cor verde, encontrado em Minas Gerais, na região de São Gotardo.

Apesar da sua similaridade aparente com o Verdete, a doutora em Geologia Econômica e Aplicada pela UFMG, Débora Moreira, explica as diferenças entre essas duas rochas sedimentares:

Todos os nutrientes que o Siltito Glauconítico tem e os benefícios que ele traz têm sua origem no processo de formação. As rochas sedimentares são aquelas formadas com a deposição, e consequente cimentação ou consolidação de fragmentos provenientes de material mineral ou material orgânico.

O Siltito Glauconítico então é formado pela deposição alternada de níveis ricos no mineral glauconita e níveis de quartzo-feldspático. A predominância do mineral glauconita em sua composição traz diversos benefícios para melhorar a saúde do solo, estando entre eles o aumento da capacidade de retenção de água do solo.

Esses benefícios podem ser uma ferramenta para o agricultor que precisa lidar com os problemas da agricultura no século XXI, como o uso eficiente da água e a crescente irregularidade do clima.

A glauconita aumenta a capacidade de retenção de água do solo

A glauconita é um mineral do grupo das micas, formado por hidrossilicatos de potássio e ferro, compondo mais de 70% do Siltito Glauconítico. É utilizada nos Estados Unidos como fertilizante desde 1760, onde é chamada de Greensand por causa da sua coloração esverdeada.

O pesquisador estadunidense Dr. John Tedrow, atribui aos diversos microporos presentes na glauconita a capacidade de favorecer a retenção de água. Os microporos são pequenos espaços existentes entre as partículas desse mineral, que, segundo o pesquisador, ajudam na retenção de umidade.

Representação da estrutura física da glauconita, que permite que haja um aumento da capacidade da retenção de água e nutrientes

Representação da estrutura física da glauconita, que permite que haja um aumento da capacidade da retenção de água e nutrientes (Fonte: Bárbara Hodecker)

Além disso as melhorias promovidas pelo Siltito Glauconítico nas plantas, no solo e na microbiota favorecem a manutenção dos teores de matéria orgânica (MO). Ela acontece através da ciclagem de nutrientes,  em que à medida que a MO é decomposta, as plantas vão se desenvolvendo com a liberação de nutrientes e elas fornecem novamente matéria orgânica para a decomposição.

Vale destacar que essas características da glauconita favorecem a comunidade microbiana do solo. Ela por sua vez, gera a estabilização dos agregados do solo através da excreção de polissacarídeos pelos microrganismos e das hifas pelos fungos.

Os pesquisadores Claudia Klein e Vilson Klein relatam que ótimos níveis de agregação oferecem proteção física da matéria orgânica e também influenciam diretamente na movimentação e retenção de água no solo.

Os outros benefícios da glauconita

Além de aumentar a capacidade de retenção de água do solo e promover o desenvolvimento da microbiota do solo, a glauconita também tem um papel essencial para retenção de nutrientes. Ela possui uma sua alta capacidade de troca catiônica (CTC), graças as cargas de íons negativas presentes em suas moléculas.

Uma alta CTC permite uma maior manutenção e fixação de nutrientes importantes para as plantas. Com isso, elementos que geralmente são encontrados com cargas positivas no solo, como o potássio, ficam adsorvidos a glauconita até serem liberados para absorção pelas plantas.

A adsorção de elementos com cargas positivas, também gera outro benefício agrícola muito importante, a redução das perdas de nitrogênio por lixiviação e volatilização. Isso acontece porque as moléculas desse mineral atraem os cátions de amônio (NH4+) presentes no solo.

Considerando todos os benefícios que a glauconita promove para melhoria do ecossistema do solo, o Siltito Glauconítico tem cada vez mais se reafirmado como uma solução sustentável e eficiente para a agricultura do século XXI.

O Siltito Glauconítico é uma das ferramentas para uma agricultura do século XXI

Cuidar do solo e usar o potencial máximo dos recursos disponíveis é o primeiro passo não somente para ter uma lavoura produtiva, mas para promover uma agricultura que ajude melhorar a saúde das pessoas e a do Planeta.

Para isso, o agricultor do século XXI precisa pensar no uso sustentável da água, bem como na promoção da biodiversidade do solo.  Uma das ferramentas para isso é o uso de produtos como o K Forte®, que é livre de cloro, tem os benefícios do Siltito Glauconítico para o solo e uma boa relação custo-benefício.

Com isso, ao preparar o seu solo com produtos que vão favorecer todas as relações que se estabelecem naquele ecossistema e otimizar o uso de recursos naturais, o agricultor passa cada vez mais a estar preparado para enfrentar a inconstância na disponibilidade hídrica.