20-01-2021_Conheça todos os benefícios do uso do Siltito Glauconítico como fertilizante na agricultura

Conheça todos os benefícios do uso do Siltito Glauconítico como fertilizante na agricultura

Buscar novas fontes de adubação para a agricultura é um desafio constante para que a nutrição vegetal seja mais eficiente. O Siltito Glauconítico tem propriedades benéficas para as plantas e para o solo e seu uso como fertilizante é bastante eficaz.

Uso do Siltito Glauconítico como fertilizante

O Siltito Glauconítico é uma rocha sedimentar de cor verde, encontrada na região de São Gotardo, Minas Gerais. Além de ter uma boa concentração de potássio, o Siltito Glauconítico é rico em um mineral chamado glauconita.

Nos Estados Unidos, a glauconita é chamada de Greensand, por causa da sua cor esverdeada. Devido as suas características que trazem melhorias para o solo, ela é utilizada como fertilizante desde 1760.

O uso de fertilizantes na agricultura é uma etapa que precisa ser pensada com bastante cuidado. Isso porque, apesar de serem importantes para repor os nutrientes que o solo fornece às plantas, para que elas produzam alimentos mais saudáveis e em maior quantidade, fontes incorretas podem prejudicar esses parâmetros.

Entre as vantagens do Siltito Glauconítico utilizado como fertilizante estão a promoção de melhorias na estrutura física e química do solo, o fato de que ele não sofre perdas por lixiviação e que ele é livre de cloro.

Siltito Glauconítico: fonte de potássio sem cloro

No Brasil, o Siltito Glauconítico é a principal matéria-prima para as tecnologias desenvolvidas pela Verde. Uma das vantagens que o uso do Siltito Glauconítico como fertilizante apresenta sobre as fontes convencionais de potássio, como o KCl, é que ele não contém cloro em sua composição.

Siltito Glauconítico fonte de potássio sem cloro
Fertilizantes de potássio convencionais, como o KCl, têm alta concentração de cloro

Diversos estudos mostram que o cloro em excesso presente nesses fertilizantes pode prejudicar o solo e diminuir a produtividade da lavoura. Isso porque ele eleva o índice salino dos fertilizantes, levando a necessidades de reaplicação.

Isso eventualmente causa problemas de redução da umidade do solo, aumentando a compactação e diminuindo a qualidade do microbioma.

Por isso, fertilizantes produzidos a partir do Siltito Glauconítico, ricos em glauconita, são ideais para o manejo adequado da nutrição da lavoura.

Ademais, a glauconita presente neles também traz melhorias para a estrutura física e química do solo, como melhora na alta capacidade de retenção de água e nutrientes, redução das perdas de nitrogênio e melhoria do ambiente do solo para os microrganismos. Esses benefícios também melhoram o desenvolvimento das plantas.

Alta capacidade de retenção de água e nutrientes e redução da compactação do solo

Ser livre de cloro é uma das principais vantagens da glauconita, mas, além disso, ela aumenta a capacidade do solo de reter água e nutrientes.

Isso melhora o ambiente do solo para as raízes, que são uma parte essencial para o desenvolvimento das plantas.

O Dr. John Tedrow é um pesquisador da Rutgers, The State University of New Jersey, nos Estados Unidos. Ele escreveu um extenso estudo sobre o uso e as propriedades da glauconita em New Jersey, intitulado Greensand and Grensand Soils of New Jersey: A Review.

Na sua pesquisa, o Dr. Tedrow identificou esses efeitos benéficos da glauconita e os relacionou justamente com essa capacidade de reter água no solo:

“Os efeitos benéficos da glauconita no solo parecem estar proximamente relacionados a uma combinação de fatores, como ter uma alta capacidade de adsorção de nutrientes do solo e uma capacidade de retenção de umidade relativamente alta”.

Segundo o pesquisador, a estrutura da glauconita favorece a retenção hídrica, já que ela contém um “microcosmo de microporos”.

a estrutura da glauconita favorece a retenção hídrica, já que ela contém um “microcosmo de microporos”

Representação da estrutura física da glauconita (Fonte: HOEDECKER, Bárbara. 2020)

Os poros são os espaços entre as partículas da estrutura de algo, ou seja, as partículas da glauconita são organizadas de modo que existam pequenos espaços entre elas, que permitem que a água fique retida ali.

Por essa capacidade, observa-se que quanto maior a quantidade de glauconita no solo, maior é a retenção de umidade. Além disso, o pesquisador observa que ela é chamada às vezes de “mineral coletor”, já que ela “adsorve”  certos nutrientes presentes no ambiente em que ela está presente.

A presença da umidade facilita com que os nutrientes fiquem retidos no solo, mas a estrutura da glauconita tem outra vantagem que aumenta esse potencial, que é a sua alta capacidade de troca catiônica (CTC).

Devido às cargas de íons negativos que estão na estrutura da sua molécula, a glauconita permite que elementos que normalmente são encontrados com cargas positivas, como o potássio, realizem trocas com a glauconita, permanecendo adsorvidos à ela – sendo posteriormente liberados para absorção pelas plantas.

A glauconita reduz as perdas de nitrogênio por volatilização e lixiviação

Outra vantagem que o uso de fertilizantes que têm glauconita traz para a agricultura é que ela reduz as perdas de nitrogênio por volatilização e lixiviação.

Essa característica está ligada à estrutura mineralógica da glauconita. Por causa das propriedades, como a alta CTC e a presença de cargas negativas, ela faz ligações químicas com a ureia presente no solo, atraindo os cátions de amônio (NH4+).

processo de retenção de amônio em decorrência da estrutura física da glauconita (Fonte Débora Moreira)

Representação do processo de retenção de amônio em decorrência da estrutura física da glauconita (Fonte: MOREIRA, Débora. 2015)

Estudos como o realizado pelo Dr. Carlos Henrique Eiterer de Souza e pelo Dr. Fábio Aurélio Dias Martins, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), mostram que tecnologias de nutrição vegetal ricas em glauconita demonstram um teor menor de volatilização de nitrogênio em comparação com as fontes convencionais, como o KCl.

Para esse experimento, os pesquisadores utilizaram o K Forte® e o Cloreto de Potássio, medindo a volatilização do nitrogênio com instrumentos chamados câmaras SALE (câmara semiaberta livre estática). Esses dispositivos foram feitos com garrafas de politereftalato de etileno (PET) transparente, com volume de 2L, sem a base.

Outro experimento, realizado pela Universidade Cranfield, na Inglaterra, mostrou que o uso do K Forte® reduziu as perdas por lixiviação em 11,8%.

Essas reduções de perdas por volatilização e lixiviação se devem a glauconita presente no Siltito Glauconítico, que é matéria prima do K Forte®.

Um ambiente para os microrganismos benéficos

Os microrganismos são essenciais na manutenção da saúde do solo e, em consequência, na melhor produção agrícola. De fato, eles são considerados a chave para a chamada Nova Revolução Verde, um conjunto de técnicas e processos que vão ajudar a agricultura a produzir mais e com mais qualidade.

Entre os benefícios que os microrganismos trazem para a agricultura, estão a fixação de nutrientes como o nitrogênio, a disponibilização de nutrientes como fósforo e potássio para as plantas e a criação de relações simbióticas que fortalecem as plantas contra pragas e doenças.

O uso de fertilizantes convencionais como o Cloreto de Potássio é muito prejudicial aos microrganismos, já que o excesso de cloro no KCl tem um potencial altamente biocida.

Já fontes como o K Forte®, por causa do Siltito Glauconítico, rico em glauconita, são benéficas por vários motivos. Além de não conter cloro, o fato de ter glauconita em sua estrutura mineral auxilia na promoção do desenvolvimento da microbiota do solo.
De fato, um estudo realizado pelos Dr. Felipe Santinato e pelo Dr. Fernando Andreote mostrou que o K Forte® aumentou a quantidade de microrganismos benéficos no solo:
  • O solo tratado com K Forte® apresentou um número total de fungos 30,78% maior que o solo tratado com KCl.
  • Comparando o KCl com o K Forte®, o fertilizante da Verde apresentou um número total de fixadores de nitrogênio 187,5% maior.

Assim, o uso de tecnologias como o K Forte®, ricas em glauconita, ajudam no melhor aproveitamento do potencial benéfico dos microrganismos na agricultura.

Liberação gradual e efeito residual dos nutrientes: mais eficiência na adubação

Outro benefício da glauconita é a sua liberação gradual e efeito residual de seus nutrientes. Isso faz com que eles fiquem disponíveis no solo pelo tempo que as plantas precisam no seu ciclo de desenvolvimento, reduzindo a necessidade de reaplicação.

No artigo An investigation of plant growth by the addition of glauconitic fertilizer, Maxim Rudmin, PhD pela Tomsk Polytechnic University (Rússia), juntamente com outros pesquisadores, investigou o uso da glauconita na agricultura.

Sobre a liberação gradual dos nutrientes, o Prof. Rudmin ressalta:

“Isso significa que, após a colheita, a glauconita continuará tendo um efeito positivo nos rendimentos durante as próximas duas ou três estações”.

Bruno Souza, produtor de café e primeiro Q-Grader do Brasil, e Felipe Lemos, especialista em cafeicultura, destacam os benefícios dessa liberação gradual:

 

Mas não é somente o café que se beneficia disso. Culturas como soja e milho, geralmente plantadas em sistema de adubação, ganham com a liberação gradual, já que não há necessidade de reaplicação entre os plantios.

K Forte®: os benefícios do Siltito Glauconítico na sua lavoura e muito mais

Como o K Forte®, tecnologia de nutrição de plantas da Verde, é feito a partir do Siltito Glauconítico, ele é rico em glauconita. Assim você tem todos os benefícios dessa matéria-prima na sua lavoura, o que traz mais produtividade e qualidade ao longo dos ciclos produtivos.

E mais: além de fonte de potássio, K Forte® é rico em silício e magnésio, nutrientes que são importantes para o desenvolvimento adequado das plantas.

O silício, por exemplo, está envolvido em processos que fortalecem as defesas naturais da planta contra pragas e doenças, além de conferir mais resistência a estresses hídricos. Já o magnésio é um componente central da clorofila, sendo importante para o processo de fotossíntese.

O Siltito Glauconítico também está presente nas outras tecnologias da Verde: o Silício Forte, o K Forte Boro e o BAKS.

Utilize as tecnologias Verde e garanta eficiência, produtividade e qualidade para a sua lavoura.