Preço do potássio pode bater o recorde histórico de 2008

Preço do potássio pode bater o recorde histórico de 2008? O que o agricultor pode fazer para se proteger?

É possível que o preço do preço do potássio possa bater o recorde histórico de 2008? Como se proteger dessa possibilidade? Essas são perguntas que o agricultor brasileiro precisa se fazer diante dos cenários que se desenham atualmente na indústria de fertilizantes do Brasil.

Apesar de ser um dos maiores exportadores globais de alimentos, o Brasil é também um dos maiores importadores de fertilizantes, especialmente de potássio. Essa dependência externa da indústria de fertilizantes é uma vulnerabilidade que pode prejudicar o agricultor brasileiro, já que vários fatores fazem com que possa haver um grande aumento dos preços.

A disparada dos preços do potássio no Brasil e no mundo

O preço do potássio no Brasil está em disparada desde o início do ano. É o que indicam os dados de um relatório elaborado por uma agência de inteligência de mercado para o agronegócio.

O Cloreto de Potássio (KCl), por exemplo, saltou de U$ 250,00 por tonelada em janeiro de 2021 para U$ 780,00 por tonelada em meados de outubro.Comparação do preço de alguns dos principais fertiizantes utilizados no Brasil (Fonte: ACERTO Weekly Fertilizer Report Brazil 01/01/2021 e 14/10/2021)

Comparação do preço de alguns dos principais fertiizantes utilizados no Brasil (Fonte: ACERTO Weekly Fertilizer Report Brazil 01/01/2021 e 14/10/2021)

Em reais, o valor do preço do Cloreto de Potássio saltou de R$ 1317,00 (na cotação do dia 01/01/2021) para R$ 4.297,80 (na cotação do dia 14/10/2021). Isso representa um aumento de 226,33%.

Essa tendência vem sendo registrada desde o começo de 2021: apenas no primeiro mês do ano, houve um salto de até 11% no preço máximo da tonelada do fertilizante, considerando o preço CIF para Minas Gerais.

O valor máximo da tonelada de potássio, em dólares, passou de U$ 320,00 para U$ 340,00 entre os dias 01 de janeiro de 2021 e 29 de janeiro de 2021. Em reais, o aumento foi de R$ 1663,00 para R$ 1845,00.

Preço da tonelada de potássio teve um salto de 10% somente no mês de janeiro deste ano

Preço da tonelada de potássio teve um salto de 11% somente no mês de janeiro deste ano

À época, o relatório indicou ainda que poderia haver um aumento geral do preço do potássio nos próximos meses, já que em 10 de fevereiro de 2021, a China fechou um contrato de fornecimento do fertilizante com a Companhia Bielorrussa de Potássio (BPC) com um aumento de U$ 27,00, passando de U$ 220,00 para U$ 247,00.  Esse valor sugeriria um preço CFR Brasil equivalente de U$ 255,00.

Outros fatores foram apontados como motivadores da tendência de aumento do preço do potássio, como o fato de a Índia ter negociado um preço mais caro para o contrato anual de fornecimento da commodity para 2021 através da BPC. Isso porque a China, juntamente com a Índia, dita a tendência de preços do potássio no mundo.

Ao longo do ano, outros acontecimentos afetaram os preços do potássio no mundo. Por exemplo, a Mosaic, uma das maiores produtoras de potássio do mundo encerrou, no início de junho, as operações em duas minas de potássio em Saskatchewan, no Canadá. Segundo o presidente da empresa, Joc O’Rourke, a ação foi motivada pelo risco de inundação das minas que alcançam profundidades próximas de 2 mil metros.

Já a Bielorrúsia tem passado por questões políticas complicadas, motivadas por ações do presidente Alexander Lukashenko, que tem tomado medidas autoritárias que fomentaram protestos da população e medidas de restrição dos países da União Europeia.

Mas o que isso significa para o agricultor brasileiro? A resposta é bastante simples: com o preço do adubo de potássio ficando mais caro, os custos de produção da lavoura também ficam mais caros. Isso porque o potássio usado na agricultura brasileira vem, em sua maioria do exterior.

O Brasil ainda importa a maior parte do potássio usado na agricultura

De acordo com o Ministério da Economia, o Brasil é o maior importador mundial de potássio, com 10,45 milhões de toneladas importadas somente em 2019 . Ainda segundo a pasta, só em janeiro de 2020 foram mais 200 mil toneladas importadas de potássio sob a forma de Cloreto de Potássio (KCl).

É importante observar que boa parte do potássio utilizado nos campos brasileiros vem do Cloreto de Potássio. E, segundo o Ministério da Agricultura, atualmente 96,5% do Cloreto de Potássio é importado.

Os preços do potássio também apresentam tendência de alta fora do Brasil, segundo uma análise da Bloomberg. Isso afeta também o produtor brasileiro já que quando sobem os preços internacionais do adubo, atrelados ao dólar, o agricultor sofre as consequências.

Preço do potássio tem tendência de alta desde agosto do ano passado, segundo a Bloomberg (Fonte Bloomberg)

Preço do potássio tem tendência de alta desde agosto do ano passado, segundo a Bloomberg (Fonte: Bloomberg)

A valorização do dólar frente ao real, além dos custos de importação e logística, fazem com que o agricultor pague mais caro para nutrir a sua lavoura e continuar produzindo com qualidade e na quantidade necessária para sustentar o agronegócio.

Outra desvantagem em depender tanto do mercado externo e da indústria de fertilizantes internacional quando falamos nos insumos usados na agricultura brasileira, é que o Brasil fica à mercê de questões geopolíticas que afetam os mercados mundiais.

O Secretário Nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, César Halum, em entrevista ao podcast Momento Agrícola, fala sobre os riscos disso:

“Nós não podemos estar aqui livres dessas preocupações. O mundo tem muitos conflitos e os conflitos de interesses os maiores. Pode ser que por um interesse determinado um país ache que não deve vender mais fertilizante para o Brasil e nós vamos ter aí nossa produção interrompida em vários pontos em função disso.”

É preciso lembrar ainda que esses movimentos de alta de preços de fertilizantes não são circunstâncias que acontecem uma única vez. É o caso, por exemplo, da alta que aconteceu entre 2007 e 2009.

Uma repetição da alta de preços de 2007-2009?

Entre 2007 e 2009, uma série de fatores levou os preços de fertilizantes, incluindo o preço do potássio, a uma grande alta no mercado mundial. O auge desse aumento ocorreu em 2008, quando o preço atingiu o patamar dos U$ 1200,00.

Ainda hoje existe um oligopólio na produção do Cloreto de Potássio no mundo, concentrada em países como Rússia, Bielorússia e Canadá, que influenciou o aumento do preço do potássio. Entretanto, outros fatores tiveram impacto nessa escalada de preços.

Por exemplo, a alta demanda por fertilizantes para as suprir a necessidade cada vez mais alta de alimentos do mundo fez com que o preço dessas commodities subisse. O crescimento acelerado de países como a China fez com que a necessidade de potássio dessas nações aumentasse, trazendo impactos no mercado.

Segundo a Bloomberg, a atual alta dos preços do potássio pode estar ligada justamente a um aumento das demandas pelo nutriente no mercado internacional. Assim, é natural que o agricultor brasileiro se pergunte: e se acontecer uma alta como foi a de 2007-2009?

O que fazer caso haja uma nova alta de preços do potássio?

Estar preparado para uma possível disparada dos preços do potássio semelhante à de 2007-2009 é vital para o agricultor brasileiro. Uma das formas de se fazer isso é justamente reduzir a dependência do potássio estrangeiro.

A agricultura brasileira pode se beneficiar muito ao fortalecer a indústria de fertilizantes no Brasil e investir em tecnologias de nutrição que sejam nacionais. Além de robustecer a economia do país, fazendo, por exemplo, com que os dólares que seriam gastos na importação de adubos fiquem dentro do Brasil, isso diminui os custos para o produtor.

Sem as operações de importação, que exigem o transporte do fertilizante, impostos, e a própria questão da moeda estrangeira, o preço do potássio do Brasil é mais interessante para o agricultor.

A pergunta que pode existir para o agricultor é: existe potássio brasileiro? Sim. Pensando além das fontes convencionais, como o Cloreto de Potássio, existem fontes de potássio brasileiras que podem ser a chave para garantir que esse importante nutriente possa ser colocado na lavoura sem tanta dependência externa.

A Verde oferece ao agricultor o potássio 100% do Brasil

A Verde utiliza a ciência e o conhecimento gerado através de parcerias com universidades brasileiras e internacionais, além instituições de pesquisa renomadas, para desenvolver tecnologias de nutrição com potássio 100% do Brasil, como o BAKS, o K Forte® e o K Forte Boro.

Entre as vantagens das tecnologias de nutrição da Verde está o fato de que elas oferecem potássio e outros nutrientes para a lavoura ao mesmo tempo em que são livres de cloro. Fertilizantes como o Cloreto de Potássio (KCl) têm uma alta concentração de cloro, o que pode trazer problemas para a lavoura, como aumento da salinização do solo e danos ao microbioma.

O Cloreto de Potássio (KCl), assim como outras fontes convencionais de potássio, tem alto teor de cloro

O Cloreto de Potássio (KCl), assim como outras fontes convencionais de potássio, tem alto teor de cloro

Assim, o uso de fontes de potássio 100% brasileiras é um passo importante para que o país possa superar a sua dependência de fontes prioritariamente importadas e com preços mais altos, como o Cloreto de Potássio.

Isso traz mais segurança ao agricultor, que fica menos sujeito a imprevistos dos cenários geopolíticos internacionais, e economia, já que o potássio será produzido no Brasil. Além disso, a economia brasileira, de maneira geral, também ganha.

Utilize as tecnologias de nutrição com potássio da Verde e valorize o que é do Brasil

A Verde investe alto na pesquisa e produção de tecnologias que possam levar até o agricultor potássio 100% brasileiro, com o melhor custo-benefício. Isso resulta em tecnologias de nutrição potássica eficientes e baratas.

Utilize as tecnologias de nutrição da Verde, como o BAKS, o K Forte® e o K Forte Boro, além do Silício Forte, valorize o que é do Brasil e fuja da disparada dos preços do potássio!