Greve na Bielorrússia ameaça o fornecimento de potássio no Brasil

Em meio à crise política na Bielorrússia, a greve dos trabalhadores da Belaruskali, responsável pela produção de 18% do potássio consumido no mundo, está ameaçando seriamente o fornecimento de fertilizante de potássio, tirando o sono dos agricultores, maiores consumidores deste produto.

Ainda não se sabe quantos dos 16 mil funcionários da estatal aderiram aos protestos e deixaram os postos de trabalho.

O braço comercial da empresa, a Belarus Potash Company (BPC) afirmou apenas que vai fazer o seu melhor para honrar os compromissos contratuais com os consumidores.

O potássio é a commodity mais estratégica do mundo. Sua produção está concentrada em apenas três países: Canadá, Rússia e Bielorrússia, que fornecem mais de 80% do potássio consumido no globo.

Quais serão as consequências da queda no fornecimento de potássio?

Com a possível queda no fornecimento de potássio produzido pela Belaruskali, uma das maiores preocupações é o aumento dos preços do fertilizante, especialmente para o Brasil.

A principal fonte de potássio usada no país é o Cloreto de Potássio (KCl), que é importado de apenas 4 empresas que dominam o mercado mundial, sendo uma delas a BPC.

Segundo a Associação Nacional Para a Difusão de Adubos (ANDA), o Brasil usa 10 milhões de toneladas de KCl por ano, o equivalente a 17 bilhões de reais. Vale ressaltar que 98% desta commodity é importada.

Uma interrupção na produção e no fornecimento de potássio da BPC pode gerar tumulto no mercado, a exemplo do que aconteceu em 2008, quando uma mina de potássio russa inundou e os preços do fertilizante chegaram na casa dos 1.200 dólares.

Aliado à alta atual do dólar, isso pode fazer com que os preços do potássio importado atinjam valores muito altos para os produtores nacionais.

Cristiano Veloso, presidente da Verde, empresa que produz o fertilizante potássico K Forte® com matéria-prima brasileira, esclarece que além do potássio da Bielorrúsia, o país é muito dependente do potássio produzido no Canadá.

Cristiano ressalta como essa dependência externa é preocupante:

“É muito preocupante para os agricultores brasileiros que a gente dependa tanto do suprimento importado desse nutriente. Seria trágico o que aconteceria com os agricultores e a economia brasileira se efetivamente houvesse qualquer problema na oferta desse nutriente por esses dois países.”

Valorizar mais o potássio brasileiro é a solução

Mas qual é a saída para lidar com esses problemas causados pela dependência externa de potássio do Brasil? A resposta está no investimento no potássio brasileiro, que também traz mais sustentabilidade para a agricultura.

Mas o Brasil tem potencial para produzir potássio e ser autossuficiente. A Verde, por exemplo, opera a maior mina de potássio no Brasil dos últimos 33 anos.

Por ser extraído e processado no Brasil, o potássio da Verde traz mais economia e segurança de mercado para o agricultor brasileiro.

A mina operada pela Verde pode suprir toda demanda nacional de potássio por 12 anos, com recursos suficientes para tornar o Brasil auto suficiente por mais 60 anos. “A nossa meta é que o Brasil se torne autossuficiente em seu consumo de potássio nos próximos 15 anos”, diz Cristiano Veloso.

Potássio brasileiro x potássio importado

O potássio produzido pela Verde vem de uma matéria-prima diferente do potássio importado. A fonte de potássio produzida pela BPC e outras empresas do mercado de potássio internacional é o Cloreto de Potássio (KCl). A produção de KCl hoje é dominada por apenas quatro empresas: Uralkali (Rússia), Nutrien (Canadá), Belaruskali (Bielorrússia) e Mosaic (Canadá).

Além dos problemas relacionados à dependência externa, como os altos valores do dólar, decisões de empresas que estão fora do nosso país e possíveis crises como a greve dos trabalhadores da BPC, o KCl é uma fonte de potássio com um alto nível de cloro, com 47% desse elemento em sua composição.

Estudos sugerem que a concentração de cloro no KCl é tão alta que aplicar 100kg dele em uma área é equivalente a despejar 800 litros de água sanitária no solo.

Isso traz danos tanto à estrutura física do solo, quanto aos microrganismos presentes nele e afeta a saúde das plantas, já que o cloro é absorvido por elas.

Para produzir o K Forte®, a Verde utiliza o siltito glauconítico. Rico em glauconita, substância utilizada como fertilizante nos Estados Unidos desde 1760, o siltito glauconítico é livre de cloro, sendo, portanto, livre dos malefícios que esse elemento traz para o agricultor.

Cristiano Veloso ressalta que, além do potássio, o K Forte® é fonte de micronutrientes como o silício e o magnésio, que contribuem para que os alimentos sejam mais saudáveis: “O K Forte®, além de suprir potássio, ele também permite que o agricultor enriqueça esse solo com todos esses outros elementos e a partir daí se produzam alimentos mais nutritivos, que se melhore a saúde da população.”

Assista a entrevista completa sobre o assunto no vídeo a seguir:

Valorizar mais o potássio brasileiro, tornando o Brasil autossuficiente e produzindo alimentos mais saudáveis é o caminho para que o país seja menos afetado pelas crises internacionais e para que o setor agrícola cresça cada vez mais.

Para saber mais sobre o potássio brasileiro acesse: potassiobrasileiro.com.br

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