O uso do Cloreto de Potássio (KCl) como fertilizante na agricultura pode ser prejudicial para a sua produtividade

O uso do Cloreto de Potássio (KCl) como fertilizante na agricultura pode ser prejudicial para a sua produtividade?

Desde que entramos na era moderna da agricultura, o uso intensivo de fertilizantes tem sido associado ao aumento de produtividade e dos lucros para o produtor. No entanto, alguns fertilizantes, como o Cloreto de Potássio (KCl), podem acabar prejudicando esses parâmetros.

Mas então, como aliar a obtenção desses lucros à manutenção de um alto nível nutricional dos alimentos e a um bom uso do solo?

O potássio e o problema do excesso de cloro

Um exemplo de nutriente que precisa ser fornecido ao solo através dos fertilizantes é o potássio.

Ele é um dos macronutrientes utilizados em maior quantidade pelas plantas e, devido à sua baixa disponibilidade nos solos brasileiros, o país utiliza grandes quantidades de fertilizantes potássicos nos manejos de nutrição agrícola.

Acontece que a fonte mais convencional desse nutriente costuma ter elevados níveis de cloro em sua composição.

Eduardo Coelho, engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Cientia, empresa de consultoria agrícola de sucesso no Brasil, ressalta que fertilizantes com excesso de cloro podem ter justamente um efeito contrário aos desejados na adubação, ou seja, causam prejuízos:

Entre as fontes potássicas com alta concentração de cloro, está o fertilizante Cloreto de Potássio (KCl), que contém cerca 47% desse elemento em sua composição.

Os impactos do uso de Cloreto de Potássio como fertilizante para agricultura

Em The potassium paradox: Implications for soil fertility, crop production and human health, publicado na revista Renewable Agriculture and Food Systems, o professor de Geologia e Ciência Agrícola da Universidade de Illinois, nos EUA, Dr. Timothy Ellsworth investigou o uso desse fertilizante em diversas culturas.

O Dr. Ellsworth e seus colegas demonstraram, através de análises do solo, como o uso intensivo de KCl como fertilizante nas plantações para suprir a demanda do solo por potássio é prejudicial e, a longo prazo, não aumenta a produtividade.

Para quantificar os resultados do uso de Cloreto de Potássio como fertilizante na agricultura, foi feita uma extensa avaliação de 211 publicações reportando análises estatísticas de resultados em culturas fertilizadas com o Cloreto de Potássio.

Os impactos foram classificados sempre comparando a qualidade com outras culturas que não utilizaram o KCl. Foi analisado também o impacto do fertilizante na Capacidade de Troca de Cátions (CTC) do solo e a ciclagem de nitrogênio.

De acordo com os resultados obtidos pelos pesquisadores, além da fertilização por KCl ter sido ineficiente no aumento da produtividade em 76% dos casos analisados, ela também trouxe alguns problemas, principalmente relacionados ao alto teor de cloro presente no Cloreto de Potássio, que é composto por 47% desse elemento.

O fertilizante Cloreto de Potássio (KCl) é composto por 47% de cloro

O fertilizante Cloreto de Potássio (KCl) é composto por 47% de cloro

Em plantações de soja e alfafa, por exemplo, o cloro reduz a disponibilidade de nitrogênio ao inibir a nitrificação no solo, e ao suprimir a absorção e intensificar a lixiviação de nutrientes como o cálcio.

Por último, houve perda na CTC nas análises do solo, incluindo também diminuição na capacidade de retenção de água.

O KCl usado como fertilizante resulta em perda de rendimento das plantações

O uso excessivo do fertilizante KCl, aliado a falta de testes do solo, toxicidade do cloro e a capacidade de absorção de potássio da planta é o que resultou na ineficiência em aumentar a produtividade dos cultivos.

Em vários casos, a perda de rendimento foi intensificada pelo aumento da taxa de aplicação de KCl. Dr. Timothy e seus colegas concluem:

“As reduções de rendimento devidas à adubação com KCl podem ser explicadas pelo alto índice de sal desse fertilizante, que tem sido implicado como um fator prejudicial para a germinação e crescimento das culturas e processos microbianos. Em alguns casos, a grande quantidade aplicada tornou ganho de rendimento em perda”.

O índice salino do KCl é de 116%. Esse número está diretamente relacionado com o elevado teor de cloro presente nesse fertilizante.

Índice salino dos fertilizantes em relação Nitrato de Sódio (100)

Índice salino dos fertilizantes em relação Nitrato de Sódio (100).
Fonte: J.C. Alcarde, J.A. Guidolin, A.S. Lopes

Portanto, como demonstrado pela experiência de Eduardo Coelho e pelas investigações acadêmicas do Dr. Ellsworth e seus colegas, a fertilização potássica é indispensável para maximizar o cultivo e melhorar a qualidade das culturas.

Entretanto, deve-se evitar o uso de fertilizantes com cloro, como o Cloreto de Potássio, devido aos efeitos que ele causa nas plantações e nos alimentos.

Como resolver o problema do excesso de cloro na adubação potássica?

Além da realização de testes no solo, para uma compreensão mais ampla dos teores de nutrientes disponíveis e em deficiência nele, é preciso que seja feito um bom planejamento do manejo desse solo, com o uso de fontes de nutrientes adequadas.

O K Forte®, fertilizante multinutriente produzido pela Verde, é uma fonte de potássio sem cloro para a sua plantação. Além do potássio, ele também oferece ao solo silício e magnésio, nutrientes importantes para que a lavoura se desenvolva de forma mais saudável e produtiva.

A matéria prima do K Forte® é o Siltito Glauconítico, rico em glauconita, substância utilizada como fertilizante nos Estados Unidos desde 1760 e que melhora a capacidade do solo de reter água e nutrientes.

Por ser livre de cloro e sódio, o K Forte® também é livre de salinidade, acidificação e não causa a compactação do solo. Com sua liberação gradual e efeito residual, ele fica presente no solo pelo tempo necessário para a absorção correta pelas plantas.

O uso de fontes potássicas como o K Forte® é essencial para a produção de alimentos de maneira que seja rentável, mas sem perder de vista o valor nutritivo e o uso sustentável do solo!