Como a compactação causada pelo excesso de cloreto prejudica a produtividade do milho

A compactação do solo causada pelo excesso de cloreto é um problema grave para o cultivo de grãos, como o milho. Ela pode trazer queda na produtividade e, consequentemente, rentabilidade para o produtor.

A compactação do solo é um fenômeno complexo e que pode ocorrer devido a causas naturais ou a intervenção do homem. Na agricultura, o uso de fertilizantes que contém uma quantidade excessiva de cloreto pode levar ao aumento desse fenômeno prejudicial para o crescimento das plantas.

Existem trabalhos que relacionam o excesso de cloreto de alguns fertilizantes ao problema da compactação. Um exemplo é o Cloreto de Potássio, que contém 47% de cloreto em sua composição. No estudo The Potassium paradox: Implications for soil fertility crop production and human health, o Dr. Timothy Ellsworth diz:

“O valor estabilizador do KCl há muito tempo é reconhecido na construção de pavimentos e fundações impermeáveis. Infelizmente, as consequências agronômicas [dessa compactação e impermeabilidade] incluem a perda de CTC (Capacidade de Troca Catiônica) e baixa capacidade de retenção de água, o que não traz crescimento e produtividade da lavoura”.

Mas como o cloreto causa essa compactação?

Primeiro, é preciso compreender melhor o que é a compactação do solo. Ela ocorre quando há a diminuição dos espaços vazios (chamados de poros) entre as partículas que compõem o solo.

Sem esses espaços, as partículas se adensam e tornam o solo difícil de ser penetrado. Essa diminuição é causada principalmente pela diminuição da umidade do solo. E é assim que o cloreto acaba se tornando um agente causador da compactação.

Novamente utilizando o KCl como um composto com excesso de cloreto, Rajesh Prasad Shukla e outros pesquisadores da Universidade de Roorkee, na Índia, estudaram o comportamento de solos expansivos quando expostos a ação do cloreto, no estudo Stabilization of Expansive Soil Using Potassium Chloride.

Os solos expansivos se expandem ou se compactam de acordo com a quantidade de umidade presente em suas partículas. No estudo, os pesquisadores indianos verificaram que o excesso de cloreto diminui a umidade e aumenta a compactação do solo.

As principais consequências da compactação do solo são mudanças em suas propriedades e alteração das características físicas e químicas, como a diminuição das taxas de absorção de água e nutrientes e também da penetrabilidade. Isso traz problemas para a cultura do milho.

Os principais impactos negativos da compactação são sentidos no sistema radicular do milho, como nota o Dr. João Herbert Moreira Viana e outros pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no estudo Manejo do solo para a cultura do milho:

“Observam-se, em áreas com solo severamente compactado, que as raízes das culturas não penetram na camada compactada, ficando concentradas acima dessa. A água também tem sua taxa de infiltração reduzida e, em consequência, aumenta-se o escorrimento superficial e, por conseguinte, a erosão”.

Isso traz uma queda na produtividade do milho, como constatam Onã da Silva Freddi e outros pesquisadores da Universidade Estadual Paulista no artigo Compactação do solo e produção de cultivares de milho em latossolo vermelho.

Eduardo Coelho, engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Cientia, empresa de consultoria agrícola de sucesso no Brasil, explica que o aumento do uso de técnicas de rotação de culturas em busca de mais produtividade trouxe o aumento do uso de fertlizantes clorados.

Nesses sistemas, que geralmente envolvem a alternância de plantio entre milho, soja, sorgo e outras culturas, o excesso de cloreto traz muitos problemas, entre eles o aumento da salinidade e a compactação:

Utilizar fertilizantes que sejam livres do excesso de cloreto é uma medida para garantir que a estrutura do solo se mantenha saudável, diminuindo assim os efeitos negativos da compactação e garantindo que o milho tenha mais produtividade e rentabilidade.

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