10-12-2020_Proteja sua lavoura das mudanças climáticas

Proteja sua lavoura das mudanças climáticas

Novas tecnologias e novas técnicas tornam a agricultura uma atividade mais precisa. Entretanto, ainda existem diversos fatores que podem sair do controle do agricultor, como as mudanças climáticas.
O agronegócio é um mercado que envolve riscos. Um passo mal planejado, uma ação mal calculada pode resultar em vários prejuízos. Assim, ter o maior controle possível das variáveis que podem afetar a rentabilidade é imprescindível para que o agricultor possa se proteger e ter sucesso.

De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), o clima é uma das grandes preocupações do produtor brasileiro, figurando entre os desafios considerados mais importantes na hora de pensar o agronegócio.

Além dos desafios inerentes ao clima, por exemplo ser às vezes imprevisível, essa preocupação é mais agravada pelas instabilidades causadas pelas mudanças climáticas.

Como lidar com os complexos fenômenos climáticos que podem fazer com que haja uma estiagem quando é para haver chuva? Ou chuvas fora de época ou em excesso que lixiviam os fertilizantes?

A resposta está na busca por novas fontes de adubação que auxiliem as plantas a superar essas instabilidades.

Fertilizantes altamente solúveis em água e o problema da lixiviação

Muitas das fontes convencionais de adubação utilizadas na agricultura são altamente solúveis em água. É o caso, por exemplo, do Cloreto de Potássio (KCl) e do enxofre sulfatado. Embora elas tenham uma rápida disponibilização de nutrientes, essas fontes também têm um grande problema: a lixiviação.

A lixiviação é causada pelo excesso de água, que acaba levando os nutrientes altamente solúveis para as camadas mais profundas do solo. Esse excesso de água pode ser tanto por causa da má irrigação quanto da chuva.

Na hora de fazer o planejamento do plantio, geralmente o agricultor leva em conta os períodos de chuva antes de aplicar os fertilizantes que são suscetíveis a esse fenômeno. Mas, por causa das mudanças climáticas, como o El Niño e La Niña, isso fica mais complicado.

Causados respectivamente pelo aquecimento ou resfriamento das águas do Oceano Pacífico, esses fenômenos climáticos alteram o volume e o período de chuvas no Brasil e no mundo.
No artigo El Niño/La Ninã – Oscilação Sule seus impactos na agricultura brasileira: fatos, especulações e aplicações, publicado na Revista Plantio Direto, o Doutor em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS) e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Gilberto Rocca da Cunha, juntamente com outros pesquisadores, nota como isso traz preocupações para o setor agrícola:

“Quando os veículos de comunicação divulgam que um evento El Niño ou La Ninã poderá ocorrer nos próximos meses, cria-se um ambiente de preocupação e de expectativa nas regiões afetadas.”

O planejamento do agricultor pode ir literalmente por água abaixo por causa dessas imprevisibilidades. Por isso, além de monitorar as notícias sobre o clima, é preciso que ele busque fontes que não sejam afetadas pelo fenômeno da lixiviação.

Um exemplo são os fertilizantes de liberação gradual. Essas fontes, geralmente fertilizantes minerais, não são solúveis em água. Isso faz com que a sua liberação seja mais lenta que as fontes solúveis, mas evita que elas sofram os efeitos da lixiviação.

Assim, o agricultor tem a certeza de que a quantidade de nutrientes que ele aplicar no solo será a quantidade que ficará disponível para as plantas. Outra vantagem da liberação gradual é que os nutrientes ficam no solo pelo tempo que as plantas precisam para se desenvolver.

Além de trazer economia com a redução da necessidade de reaplicação, no caso de sistemas de adubação de rotação de culturas, a liberação gradual e o efeito residual das fontes não solúveis trazem outras vantagens, como explica Eduardo Coelho, engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Cientia, empresa de consultoria agrícola de sucesso no Brasil:

Mas se o excesso de chuvas traz problemas quando são usadas fontes lixiviáveis, a falta de chuvas causada pelo desequilíbrio das mudanças climáticas traz outros problemas para o produtor: o estresse hídrico.

Como evitar o estresse hídrico e outros estresses abióticos na lavoura

A água é essencial para o desenvolvimento das plantas. Sem ela, as plantas não conseguem realizar suas funções biológicas fundamentais, o que acaba levando a uma menor produtividade ou, em casos mais severos, à morte. Essa condição é chamada de estresse hídrico ou seca.

Além disso, quando a planta tem acesso à água, mas não consegue absorvê-la de maneira eficaz, ela também fica sob um tipo de estresse hídrico chamado de seca fisiológica. A seca fisiológica está ligada ao excesso de água, de salinidade e baixas temperaturas.

Fenômenos como o El Niño e a La Niña desregulam o ciclo anual de chuvas, causando a falta delas ou precipitações em excesso, além de desregularem a temperatura.

Por isso, é preciso que o produtor considere medidas para reduzir os danos que esses fenômenos possam ter em sua lavoura. Uma forma de fazer isso é com a utilização do silício.

Esse elemento tem um papel muito benéfico na defesa das plantas contra os estresses abióticos, incluindo o estresse hídrico. A forma como isso acontece ainda é alvo de pesquisas por parte dos cientistas.

Entretanto, a PhD em Solos e Nutrição de Plantas, Mônica Sartori de Camargo, escreve no artigo Efeito do silício na tolerância das plantas aos estresses bióticos e abióticos que, de maneira geral, existem duas possibilidades para esse efeito do silício na redução do estresse hídrico:

  • O fortalecimento dos tecidos vegetais, o que evita a perda de água pelo processo de transpiração realizado pelos estômatos.
  • Já a outra é através da regulação dos processos bioquímicos, que ajudam as plantas a lidarem com efeitos adversos que levam ao estresse hídrico, como a salinidade.

Dependendo de como a planta interage com o silício, essa ação pode ocorrer de maneiras diferentes. Em plantas que são acumuladoras de silício, como o arroz, o sorgo, o milho e a cana-de-açúcar estudos como o artigo Role of Silicon in Plant Resistance to Water Stress, da Dra. Elzbieta Sacala indicam que há uma acumulação desse elemento nos tecidos vegetais superiores, fortalecendo os estômatos e evitando a perda de água.

Além disso, a Dra. Elzbieta também nota que “o silício modula o metabolismo das plantas e altera as atividades fisiológicas, particularmente em plantas sujeitas a condições de estresse”

Já em plantas que não são acumuladoras de silício, como o café, essa ação parece estar mais ligada ao acúmulo desse nutriente nas raízes.

Por exemplo, a Dra. Claudia Dias-Arieira, pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá, diz, no artigo Controle de Meloidogyne paranaensis em cafeeiro mediado pela aplicação de silício, que a “aplicação de silicato de potássio resultou no aumento da concentração radicular de Si em 71,06%”,  ajudando a planta a lidar com o estresse hídrico.

Outro nutriente que pode ter um papel importante na proteção das plantas contra as variações de temperatura, aumentando a resistência ao frio, é o enxofre, como nota a Dra. Ilca Puertas, em sua participação no evento online Encontro com Gigantes.

Assim, garantir uma nutrição da lavoura que forneça silício e enxofre é muito importante para lidar com os efeitos dos estresses abióticos.

BAKS®: o fertilizante com nutrientes e propriedades benéficas para a sua lavoura

O BAKS® é o fertilizante da Verde produzido a partir de matérias-primas que têm nutrientes e propriedades benéficas para a lavoura e para o solo.
Uma dessas matérias-primas é o Siltito Glauconítico, que fornece à lavoura potássio, um macronutriente essencial e silício, além de outros nutrientes. Ele ainda é rico em glauconita, que melhora as propriedades físicas do solo, aumentando, por exemplo, a retenção de água.
Outra vantagem do Siltito Glauconítico é que ele não lixivia e tem liberação gradual, apresentando um efeito residual prolongado no solo.

O BAKS® tem em sua composição enxofre elementar micronizado. O enxofre elementar é uma fonte de enxofre não solúvel. Ou seja, assim como o Siltito Glauconítico, o enxofre elementar não lixivia e tem liberação gradual no solo.

Através da tecnologia exclusiva MicroS Technology, esse enxofre passa por um processo de micronização, o que permite que sua distribuição no solo seja homogênea e evita a sua segregação quando misturado com outras matérias-primas.
Comparativo da distribuição no solo do enxofre pastilhado e micronizado
Comparação da distribuição dos produtos em 1 hectare considerando uma aplicação de 30 kg de enxofre por hectare. O número de partículas da ilustração é baseado em um cálculo proporcional ao peso e concentração de cada produto.

BAKS®, retome o controle!