Estudo aponta vantagens do uso do K Forte® na adubação potássica de sistema

Estudo aponta vantagens do uso do K Forte® na adubação potássica de sistema

O potássio é o segundo nutriente mais exportado na cultura da soja, ficando atrás apenas do nitrogênio. Por isso, a adubação com potássio é muito relevante na sojicultura. Isso se aplica também à adubação dos plantios em sistema de sucessão de cultura, muito utilizados na sojicultura. Saiba mais sobre as vantagens do uso K Forte® na adubação de sistema de soja e aveia.

O uso do K Forte® na adubação de sistema

 A utilização dos sistemas de sucessão no manejo agrícola tem trazido uma série de benefícios para lavoura, como, por exemplo:

  • Melhor controle de pragas, doenças e plantas espontâneas;
  • Aumento da capacidade de retenção de água e ciclagem de nutrientes do solo;
  • Melhoria das condições biológicas, físicas e químicas do solo.

A soja é uma das culturas que costuma ser utilizada  nesse sistema. Entretanto, é preciso que o agricultor esteja atento para as fontes de nutrição utilizadas no manejo da adubação de sistema, já que isso pode fazer a diferença no sucesso da técnica.

Uma pesquisa conduzida pelo Dr Felipe de Campos Carmona, Engenheiro Agrônomo, apontou que o uso do K Forte®, fertilizante mulinutriente da Verde, aumentou os níveis de potássio no solo em comparação com o uso do Cloreto de Potássio (KCl) em sistema de adubação.

O experimento foi realizado entre maio de 2016 e março de 2017, na Estação Experimental Granja Maria, no município de Triunfo, Rio Grande do Sul. Para o estudo, o fertilizante multinutriente da Verde foi utilizado na adubação de sistema com as culturas da aveia preta e da soja.

O principal objetivo era avaliar o uso do K Forte® e do KCl nas culturas de aveia e soja plantadas em sucessão, avaliando os teores de potássio nas plantas e no solo, ao final do ciclo.

Após a divisão do terreno em blocos aleatórios, seis diferentes tratamentos foram aplicados:

  • O primeiro não recebeu adubação, para servir como controle.
  • O segundo recebeu 240 kg por hectare de K2O na forma de KCl.
  • O terceiro tratamento recebeu 240 kg por hectare de K2O na forma de K Forte®.
  • O quarto tratamento recebeu 120 kg por hectare de K2O na forma de K Forte®.
  • O quinto tratamento recebeu 120 kg por hectare de K2O na forma de KCl.
  • Por fim, o último tratamento recebeu 240 kg por hectare de K2O, sendo 120 kg/ha na forma de K Forte® e 120 kg/ha na forma de KCl.

Tratamentos utilizados no experimento com o K Forte® e o Cloreto de Potássio (KCl)

Tratamentos utilizados no experimento com o K Forte® e o Cloreto de Potássio (KCl)

Os tratamentos foram divididos de duas maneiras: em quatro deles, foi simulado um sistema de produção mais tradicional, nos quais foram colhidos tanto os grãos da soja quanto da aveia.

Nos dois restantes, foi simulado um sistema simples de integração de lavoura pecuária, com a aveia como opção de forragem para o gado antes do cultivo da soja.

Após serem completados os ciclos de plantação e colheita da aveia e da soja, foram avaliados parâmetros como rendimento dos grãos de ambas as culturas.

Entretanto, no caso dos tratamentos de integração pecuária, esses parâmetros não foram analisados na aveia, já que esta foi cortada antes da produção de grãos para simulação do pastejo. Para esses tratamentos, foi analisada a biomassa da aveia.

E quais foram os resultados do experimento?

Os resultados apontaram que a adubação com o K Forte® foi eficiente

Para a cultura da aveia, os tratamentos 4 e 5, que simularam o sistema de lavoura de integração, o rendimento de biomassa da aveia foi estatisticamente igual tanto para o K Forte® quanto para o KCl.

Já na cultura da soja, a análise mostrou que a produtividade em grãos por tonelada em todos os tratamentos com adubação foi superior ao do tratamento controle, que produziu 3,52 toneladas por hectare.

Os maiores valores foram obtidos nos tratamentos 4 (100% de K Forte® antes da cultura de aveia no sistema de integração pecuária), 6 (50% de K Forte® antes da cultura de aveia e 50% de KCl antes da cultura de soja) e 2 (100% KCl).

Em números, as rendas dos tratamentos alcançaram uma média de 4,28 toneladas por hectare, porém, não houve diferenças entre elas. Todavia, o K Forte® trouxe benefícios para a adubação de sistema.

Os benefícios do efeito residual dos nutrientes

O Dr. Felipe de Campos Carmona nota que, em comum aos resultados de rendimento de grãos de soja dos tratamentos 2 e 6 está o fato de que em ambos foi fornecido o potássio via KCl antes do cultivo de soja.

O pesquisador continua: “O fato de o tratamento 4 ter se equiparado em rendimento de grãos a estes dois tratamentos demonstra que pode ter havido a disponibilização  do K Forte® aplicado pré aveia preta, em níveis suficientes para que os rendimentos fossem compatíveis aos obtidos com a fonte de maior solubilidade, o KCl”.

Isso demonstra o efeito residual do K Forte® no solo. O efeito residual está atrelado à característica do fertilizante da Verde de apresentar uma liberação progressiva dos nutrientes.

As fontes de nutrição convencionais, como o Cloreto de Potássio, são altamente solúveis em água. Isso faz com que elas sejam mais suscetíveis ao fenômeno da lixiviação, que acontece quando os nutrientes são carregados para as camadas mais profundas do solo, fora do alcance das raízes.

Uma das consequências da lixiviação é que parte dos nutrientes aplicados acaba se perdendo, fazendo com que sejam necessárias mais reaplicações durante os ciclos produtivos. No caso de fontes lixiviáveis como o Cloreto de Potássio, isso pode levar a outros problemas, já que o KCl possui alta concentração de cloro.

O Cloreto de Potássio tem uma alta concentração de cloro, sendo composto de aproximadamente 47% desse elemento

O Cloreto de Potássio tem uma alta concentração de cloro, sendo composto de aproximadamente 47% desse elemento

Embora seja um micronutriente necessário para o desenvolvimento das plantas, o excesso de cloro traz problemas para elas e para o solo, como por exemplo a redução da capacidade do solo de reter água, levando a problemas como a compactação do solo.

Isso torna a penetrabilidade das raízes das plantas mais difícil, acarretando em problemas de crescimento e desenvolvimento e diminuindo a produtividade da plantação.

O K Forte® tem efeito residual e é livre de cloro

Por ser produzido a partir do Siltito Glauconítico, o K Forte® permanece disponível por mais tempo no solo e é livre de cloro, construindo e mantendo a fertilidade do solo e diminuindo a necessidade das reaplicações.

Eduardo Coelho, engenheiro agrônomo e sócio-diretor da Cientia, empresa de consultoria agrícola de sucesso no Brasil, explica que o uso de fertilizantes que tenham um efeito residual no solo, com baixas taxas de lixiviação, traz mais benefícios para as plantas:

Outra vantagem do K Forte® é que ele é  fonte de silício, magnésio e manganês. Assim, seu uso traz efeitos benéficos mais duradouros na plantação, além de ser uma fonte multinutriente,  o que é bom para a adubação de sistemas de sucessão, além de reduzir os malefícios causados pelo excesso de cloro.
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