Qual a melhor fonte de potássio para a sua plantação

Qual a melhor fonte de potássio para a sua plantação?

Você sabia que a escolha do fertilizante potássico é muito importante para manter a saúde do solo e da sua plantação? Descubra sobre as diversas limitações das fontes convencionais de adubação e algumas alternativas para garantir uma agricultura mais sustentável.

Os fertilizantes potássicos convencionais e a dependência do mercado externo

O potássio é um dos nutrientes mais importantes para o desenvolvimento vegetal e a sua deficiência pode causar o desenvolvimento precário de raízes e folhas, prejudicando o crescimento das plantas.

De acordo com a Embrapa, no estudo Aspectos relacionados ao mapeamento da disponibilidade de potássio nos solos do Brasil, 43,3% dos solos brasileiros têm disponibilidade baixa ou muito baixa de potássio, ao passo que somente 4,4% têm disponibilidade muito alta.

Por isso, é preciso fornecer potássio ao solo e uma das formas de fazer isso é através de fertilizantes. Dentre as diferentes fontes de potássio disponíveis no mercado, se destacam as os fertilizantes produzidos a partir de fontes minerais ou processos químicos como:

A primeira limitação envolvendo os fertilizantes potássicos convencionais está na grande dependência de importações desses insumos. Países como Canadá, Rússia e Bielorrúsia formam um oligopólio que tem uma forte influência na cotação do potássio no mercado.

Entre 2007 e 2009 foi observada uma alta no preço do potássio no mercado mundial, quando a commodity atingiu o patamar dos U$ 1200,00. E o cenário de alta nos preços em 2021, aliado à própria volatilidade do câmbio do real tem gerado um cenário instável tanto para os agricultores que dependem desses produtos, quanto para associações de misturadores.

Mas, além das incertezas que a dependência do mercado externo gera, os fertilizantes potássicos convencionais têm ainda outras limitações.

Limitações dos fertilizantes convencionais

Além das fontes de potássio convencionais serem ainda muito dependentes da variação de preços do mercado externo, elas podem apresentar um elevado potencial para salinização, esterilização e compactação do solo, como o caso do Cloreto de Potássio (KCl).

O processo de salinização acontece quando existe uma crescente concentração de cristais salinos no solo. Ele pode ocorrer naturalmente quando o solo é rico em sais solúveis, denominado salinidade primária, ou pode ser provocado pelas ações humanas, denominado salinidade secundária. Os principais problemas que podem surgir com esse processo são:

  • Redução do potencial de crescimento das plantas;
  • Acidificação do solo;
  • Redução de atividades enzimáticas que levam a perdas de produtividade e rentabilidade;
  • Redução da respiração do solo em até 50% pela redução da população da microrganismos do solo;
  • Diminuição da distribuição de fungos, como os que formam importantes simbioses com as raízes das plantas, as micorrizas arbusculares.

Já o processo de esterilização do solo acontece quando o fertilizante tem componentes químicos com potencial para matar as diferentes comunidades de microrganismos presentes no solo, como o cloro presentes no Cloreto de Potássio.

Indiretamente, a presença de cloro também pode reduzir a microbiota presente no solo pelo seu efeito na diminuição da aeração e umidade no solo e consequentemente aumentando a compactação. No artigo Stabilization of Expansive Soil Using Potassium Chloride, pesquisadores da Universidade de Roorke (Índia) verificaram que o KCl diminui a umidade e aumenta a compactação do solo.

E os efeitos do excesso de cloro não ficam limitados ao solo e aos microrganismos, mas também afetam as culturas de diferentes formas. O aumento da concentração de cloro nas folhas das plantas, por exemplo, inibe processos metabólicos.

No caso da cultura do café, o excesso de cloro inibe a produção da polifenoloxidase, enzima ligada a qualidade da bebida. (Fonte: BASTOS, F. M. D. - Embrapa Cerrado)

No caso da cultura do café, o excesso de cloro inibe a produção da polifenoloxidase, enzima ligada a qualidade da bebida. (Fonte: BASTOS, F. M. D. – Embrapa Cerrado)

 

Considerando todas essas limitações dos fertilizantes potássicos convencionais, quais são algumas alternativas para fornecer esse nutriente às plantas?

Alternativas para uma adubação potássica mais sustentável e efetiva

A primeira alternativa para garantir uma adubação potássica mais sustentável e efetiva consiste na redução do uso dos fertilizantes convencionais, com a substituição parcial desses insumos com as fontes orgânicas do nutriente, presente por exemplo em estercos de animais e a vinhaça (resíduo do processamento da cana-de-açúcar).

Geralmente não é recomendada uma substituição total, porque segundo a Embrapa as fontes orgânicas não contêm todos os nutrientes em quantidades balanceadas. Portanto, pode ser necessário adicionar, também, outros tipos de adubos.

Outra alternativa, se encontra na adoção da rochagem no programa de adubação da lavoura. Esse método se baseia na aplicação do pó de rocha como adubo, sendo estudadas algumas rochas com potencial agronômico como:

Porém, os poucos estudos e resultados inconclusivos da utilização do pó de rocha na agricultura torna essa alternativa ainda não tão segura em termos de eficiência do insumo.

Por fim, a última alternativa consiste em buscar por fertilizantes com novas tecnologias, como é o caso do Siltito Glauconítico. Ele é uma rocha sedimentar rico em minerais potássicos, explorados pela empresa Verde na região de São Gotardo, Minas Gerais.

Os fertilizantes feitos a partir dessa rocha vem apresentando diversos benefícios para o agricultor:

  • Melhoria de propriedades físicas e químicas do solo;
  • Liberação gradual dos nutrientes no solo, evitando os efeitos da lixiviação de nutrientes muito presente nas fontes convencionais que possuem liberação rápida;
  • Efeito residual dos nutrientes, reduzindo o número de aplicações a campo;
  • Livre de cloro e com um baixo índice salino, o que promove a melhoria saúde do solo e produtividade das plantas.
  • Um produto 100% nacional.

Investir em pesquisas e em novas fontes é a chave para a nova agricultura

Assim, o investimento em novas pesquisas e tecnologias para o desenvolvimento de novas fontes de potássio são o futuro de uma agricultura mais sustentável, produtiva e de qualidade.

Os fertilizantes potássicos da Verde, o BAKS, o K Forte® e o K Forte Boro, que usam o Siltito Glauconítico como matéria-prima, trazem consigo as vantagens dessa fonte para a sua lavoura, preservando os microrganismos benéficos do solo, melhorando a produtividade e a qualidade dos alimentos!