17-08-2020_Grandes líderes brasileiros afirmam que a sustentabilidade é a nova revolução da agricultura

Grandes líderes brasileiros afirmam que a sustentabilidade é a nova revolução da agricultura!

No dia 14 de maio, o Sr. Alysson Paolinelli, Alexandre Garcia e Rogério Vian, se reuniram em um evento online gratuito para debater, entre outros assuntos, o que o agronegócio praticado atualmente pode deixar de legado para as novas gerações.

A conversa ocorreu durante o evento “Encontro com Gigantes – Agricultura Sustentável: a próxima revolução já começou”. O debate foi promovido pela Verde, empresa que produz o fertilizante K Forte®.

A conversa pode ser vista na íntegra aqui:

Ao ser questionado pelo mediador Cristiano Veloso sobre o que o atual modelo de agronegócio deve deixar de herança para as próximas gerações, o ex-ministro da Agricultura e presidente da ABRAMILHO, Sr. Alysson Paolinelli, foi enfático ao dizer:

“A agricultura tropical nos deu uma grande lição, ela é muito mais sustentável. Através das inovações, transformamos a região mais improdutiva do mundo, que é o Cerrado, na mais produtiva do mundo, por meio da evolução biológica”.

No bate-papo, o ex-ministro contou sobre ações tomadas na época do seu governo e lembrou que é preciso pensar na porcentagem das importações do país, a origem do alimento, sua constância na oferta e concorrência de preço.

“Eu vivi na época em que Brasil era importador de alimentos. Como secretário e engenheiro agrônomo, vi que era possível usar o clima tropical e terras que eram consideradas inférteis. O projeto Cerrado iniciou em Minas Gerais, em 1971, abrindo caminho para uma mudança na característica de produção de alimentos no mundo. O setor produtivo, no hemisfério tropical, com tecnologias e inovações necessárias, nós poderíamos ter uma maior oferta de alimentos para a nossa população. Em menos de 20 a 30 anos nós já estávamos abastecidos”.

“Eu levei a expectativa de que nós podíamos enfrentar o problema de uma mudança na característica de produção de alimentos no mundo. Se durante 4 mil anos foi a região temperada quem dominou a produção de alimentos e o mercado internacional de alimentos, nós entendíamos que o setor produtivo no hemisfério tropical se buscasse tecnologia adequada e criassem as inovações necessárias, nós também poderíamos ofertar alimentos para a nossa população. E eu tive sempre a visão de que seríamos capazes de ajudar a alimentar o mundo”.

Paolinelli relembrou que a família brasileira já comprometeu no passado cerca de 48% do seu orçamento total com a alimentação. E, graças às ações governamentais, como por exemplo o surgimento e integração das Embrapas, e aos recursos necessários para a realização de pesquisas, transformações e inovações, patrocinadas pelo governo. Segundo ele, em 5 anos o Brasil equilibrou a sua balança de pagamento na área alimentar e a partir dessa conquista, o país só cresceu. Hoje o valor investido na alimentação familiar é em torno de 14% a 18%.

“O produtor precisa focar na mesa do consumidor. Após a pandemia o mundo vai ser, cada vez mais, exigente sobre os tipos de alimento que vai ingerir. Hoje somos indiscutivelmente em valor e volume o maior exportador do mundo”, afirma Paolinelli”.

Segundo o jornalista, apresentador e colunista, Alexandre Garcia: “Em tempos de pandemia, de coronavírus, o que vai sustentar o Brasil é o agronegócio. Somos o celeiro do mundo, a despensa do mundo. Devemos pensar sobre os melhores nutrientes para o nosso solo e em como dobrar essa produção. É um dever com todas as gerações que virão”.

Garcia complementa que o Brasil tem o desafio de alimentar 1 bilhão de pessoas e precisa encontrar meios sustentáveis para proteger esse potencial de riqueza, produzindo seus próprios insumos sem depender da indústria de outros países.

Para ele a chegada do Covid-19 vai estimular maiores cuidados na escolha dos produtos pelos consumidores, aperfeiçoamento da comunicação entre os povos, empresas, como operar e trabalhar à distância, além de trazer estímulo para pesquisas e mudanças necessárias.

“A pandemia trouxe muita negatividade, não temos que esperar por ações do governo, nós temos que nos dar conta, demonstrar que o futuro somos nós que fazemos, que é possível colocar o país num patamar muito maior do que ele está hoje.” afirmou o jornalista.

Alysson Paolinelli falou da importância da agricultura tropical e sua diferença para a agricultura de climas temperados:

“A agricultura tropical nos deu uma grande lição. Ela é muito mais sustentável que a agricultura do clima temperado, que congela e inibe toda a sua biologia que tem no solo, no ar. Ficam parados 6 meses e isso provoca que o homem passe a querer usar a terra em seis meses, repondo tudo, fazendo toda a movimentação de solo e não tem tempo de fazer o seu equilíbrio biológico suficiente. Vem a próxima estação de frio e vai queimar todo o solo novamente, pelo gelo e neve. Nós aqui não temos isso e temos pessoas que se dedicaram mais ao cuidado com a bio ecologia para que nós pudéssemos manejar esse solo tropical de forma muito mais adequada”.

Aqui no Brasil tudo o que se planta, cresce, destacou Rogério Vian, fundador e presidente do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS):

“A primeira revolução da agricultura brasileira foi de importadores para exportadores. A segunda será a evolução do plantio, com menos dependência de insumos importados, pois contamos com uma agricultura biológica magnífica presente em mais de 3 milhões de hectares do país”.

Na sua visão é necessário unir produtores rurais, pesquisadores e trabalhar biologicamente o solo. Trocar conhecimento regional e explorar melhor a mega diversidade de fungos e bactérias que podem enriquecer nosso solo e consequentemente oferecer alimentos mais saudáveis com menos uso de químicos. Conquistando, ainda mais, o mercado.

Alysson Paolinelli é presidente da ABRAMILHO. Foi Ministro da Agricultura e Secretário de Agricultura de Minas Gerais. Fundou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Em 2006, recebeu o Prêmio Mundial da Alimentação, reconhecido pela contribuição no avanço do desenvolvimento humano em aprimorar a qualidade, quantidade e disponibilidade de alimentos no mundo. É graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras. Paolinelli é diretor da Verde desde 2014.

Alexandre Garcia é um dos nomes mais proeminentes do jornalismo no Brasil. Com mais de 50 anos de carreira, já atuou em diversos veículos, entre rádio, televisão e imprensa escrita.

Atualmente também é comentarista do Canal Rural, onde discute assuntos relevantes para o setor do agronegócio brasileiro. Alexandre Garcia estudou Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Rogério Vian é membro fundador e atual presidente do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS). Agricultor em Mineiros, município de Goiás, Rogério participa de diversas outras entidades de representação classista, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), Aprosoja Brasil, Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e Instituto Goiano de Agricultura (IGA). Rogério Vian é Técnico Agrícola e possui graduação em Engenharia Agronômica pela Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior (FIMES).

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