{"id":8967,"date":"2022-12-05T19:21:32","date_gmt":"2022-12-05T22:21:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=8967"},"modified":"2023-01-10T13:48:01","modified_gmt":"2023-01-10T16:48:01","slug":"pragas-do-algodao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/pragas-do-algodao\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a quais s\u00e3o as principais pragas do algod\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que muitas pragas do algod\u00e3o, al\u00e9m de prejudicarem a produtividade e a qualidade da cultura, s\u00e3o consideradas vetores de v\u00e1rias doen\u00e7as de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica para essa cultura? Conhe\u00e7a quais s\u00e3o as principais pragas do algod\u00e3o e como manej\u00e1-las no campo!<\/p>\n<h2>Como identificar e manejar as pragas do algod\u00e3o<\/h2>\n<p>O Brasil est\u00e1 entre os maiores produtores de algod\u00e3o do mundo: o pa\u00eds ocupa a 4\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial, estando atr\u00e1s da China, \u00cdndia e Estados Unidos.<\/p>\n<p>Por outro lado, os cotonicultores est\u00e3o constantemente lidando com o ataque de diversas pragas do algod\u00e3o ao longo do ciclo da cultura, que podem vir a comprometer severamente a produtividade e <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/k-qualidade-producao-agricola\/\">qualidade da cultura<\/a>.<\/p>\n<p>Por isso, o correto reconhecimento e monitoramento das pragas do algod\u00e3o s\u00e3o muito importantes para que o agricultor fa\u00e7a o direcionamento correto das melhores pr\u00e1ticas de controle.<\/p>\n<p>Dentre as diferentes pragas do algod\u00e3o que o agricultor pode encontrar em sua lavoura, as mais comuns e recorrentes s\u00e3o:<\/p>\n<h3>1. O bicudo do algodoeiro<\/h3>\n<p>O bicudo do algodoeiro (<em>Anthonomus grandis<\/em>) \u00e9 considerado a principal praga da cultura do algod\u00e3o, uma vez que os danos causados por esse inseto-praga s\u00e3o direcionados principalmente para as estruturas reprodutivas do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Normalmente, as larvas e os adultos do bicudo se alimentam dos bot\u00f5es florais e ma\u00e7\u00e3s pequenas do algod\u00e3o, causando:<\/p>\n<ul>\n<li>A abertura anormal e perfura\u00e7\u00e3o das p\u00e9talas, fazendo com que as flores fiquem com um aspecto de bal\u00e3o conhecido como \u201cflor em bal\u00e3o\u201d;<\/li>\n<li>A destrui\u00e7\u00e3o das fibras e sementes no interior dos capulhos;<\/li>\n<li>O amarelecimento e queda dos bot\u00f5es florais;<\/li>\n<li>O crescimento excessivo das plantas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m desses sintomas, nas plantas atacadas tamb\u00e9m pode ser observada a presen\u00e7a de perfura\u00e7\u00f5es e orif\u00edcios escuros nos bot\u00f5es com a presen\u00e7a de uma subst\u00e2ncia gelatinosa, que \u00e9 excretada pela f\u00eamea durante o processo de oviposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como o principal alvo do bicudo do algodoeiro s\u00e3o as partes reprodutivas das plantas, o per\u00edodo mais cr\u00edtico do ataque dessa praga do algod\u00e3o abrange desde o in\u00edcio da emiss\u00e3o de bot\u00f5es florais (F1) at\u00e9 a abertura dos primeiros capulhos (C1).<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 muito importante que o agricultor fa\u00e7a o monitoramento dessa praga nos per\u00edodos que antecedem a fase de produ\u00e7\u00e3o de bot\u00f5es florais, como tamb\u00e9m na entressafra, para identificar o momento de iniciar grande parte das medidas de controle.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8969\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-bicudo-Anthonomus-grandis-e-a-principal-praga-do-algodao.jpg\" alt=\"O bicudo (Anthonomus grandis) \u00e9 a principal praga do algod\u00e3o\" width=\"454\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-bicudo-Anthonomus-grandis-e-a-principal-praga-do-algodao.jpg 454w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-bicudo-Anthonomus-grandis-e-a-principal-praga-do-algodao-300x200.jpg 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-bicudo-Anthonomus-grandis-e-a-principal-praga-do-algodao-360x240.jpg 360w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-bicudo-Anthonomus-grandis-e-a-principal-praga-do-algodao-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 454px) 100vw, 454px\" title=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">O bicudo (Anthonomus grandis) \u00e9 a principal praga do algod\u00e3o (Fonte: Araujo, S. J \u2013 Embrapa Algod\u00e3o, 2017)<\/em><\/p>\n<p>De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), \u00e9 adotado o n\u00edvel de controle como sendo 5% de plantas com bot\u00f5es florais com a presen\u00e7a de orif\u00edcios de alimenta\u00e7\u00e3o ou oviposi\u00e7\u00e3o\u00a0 na fase de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/importancia-boro-no-algodao\/\">florescimento do algod\u00e3o<\/a>, ap\u00f3s a emiss\u00e3o de bot\u00f5es florais.<\/p>\n<p>De forma geral, grande parte das pr\u00e1ticas para o controle do bicudo do algodoeiro se concentram em estrat\u00e9gias nas fases de pr\u00e9-plantio, fazendo o plantio na \u00e9poca correta e o <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/como-utilizar-os-feromonios-no-controle-de-pragas-agricolas\/\">controle comportamental<\/a> do bicudo atrav\u00e9s de armadilhas \u201cAtrai e Mata\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, existem importantes estrat\u00e9gias de manejo p\u00f3s-plantio, como o uso de inseticidas na fase de desseca\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o dos restos culturais e a elimina\u00e7\u00e3o de plantas tigueras.<\/p>\n<p>Isso acontece porque, uma vez que o bicudo do algod\u00e3o se instala dentro dos bot\u00f5es e ma\u00e7\u00e3s do algod\u00e3o, dificilmente as estrat\u00e9gias de controle ter\u00e3o acesso a praga no interior das plantas.<\/p>\n<p>Entretanto, estudos recentes revelam que a inocula\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/conheca-o-microrganismo-beauveria-bassiana-e-seus-beneficios-para-a-agricultura\/\">fungo entomopatog\u00eanico <em>Beauveria bassiana<\/em><\/a>\u00a0 j\u00e1 pode ser considerado uma eficiente estrat\u00e9gia de controle biol\u00f3gico do bicudo do algodoeiro.<\/p>\n<h3>2. Os percevejos<\/h3>\n<p>Os percevejos s\u00e3o outra das pragas do algod\u00e3o que podem causar danos significativos nas estruturas reprodutivas das plantas, provocando:<\/p>\n<ul>\n<li>Deforma\u00e7\u00f5es das ma\u00e7\u00e3s, que adquirem formato caracter\u00edstico denominado &#8220;ma\u00e7\u00e3s bico-de-papagaio&#8221;;<\/li>\n<li>Manchas nas fibras causadas pelas deje\u00e7\u00f5es e podrid\u00f5es do capulho;<\/li>\n<li>Deforma\u00e7\u00f5es, atrofiamento e abscis\u00e3o dos bot\u00f5es florais;<\/li>\n<li>Crescimento exagerado de ramos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A incid\u00eancia dessas pragas geralmente est\u00e1 associada a presen\u00e7a de cultivos de soja nas proximidades da lavoura do algod\u00e3o, uma vez que, ap\u00f3s a colheita da soja, os percevejos tendem a migrar para \u00e1reas com algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, per\u00edodos chuvosos e com temperaturas elevadas a partir do florescimento do algod\u00e3o tamb\u00e9m tendem a aumentar o surto das principais esp\u00e9cies que acometem essa cultura. S\u00e3o elas:<\/p>\n<ul>\n<li>O percevejo rajado (<em>Horcias nobilellus<\/em>);<\/li>\n<li>O percevejo manchador (<em>Dysercus spp.<\/em>);<\/li>\n<li>Os <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/consultores-do-agro\/o-controle-do-percevejo-barriga-verde-no-sistema-soja-milho-e-um-desafio-que-exige-estrategia\/\">percevejos-da-soja<\/a> (<em>Edessa meditabunda, Nezara viridula, Euschistus heros<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n<p>No in\u00edcio do ataque, a associa\u00e7\u00e3o do controle qu\u00edmico nas bordaduras dos talh\u00f5es associado ao uso e preserva\u00e7\u00e3o dos inimigos naturais, como percevejos predadores e parasitoides de ovos t\u00eam se mostrado bem efetivos para o controle dessa praga do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Em casos em que as popula\u00e7\u00f5es desses percevejos ultrapassem o n\u00edvel de controle, a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas fosforados na metade da dose usual em mistura com cloreto de s\u00f3dio (sal de cozinha) a 0,5% da calda \u00e9 recomendada.<\/p>\n<p>Especialistas explicam que a presen\u00e7a do sal aumenta o tempo de perman\u00eancia do inseto sobre o alimento e, consequentemente, a sua exposi\u00e7\u00e3o aos inseticidas, o que favorece a efici\u00eancia e a seletividade desses insumos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar que no caso do percevejo castanho (<em>Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae<\/em>), \u00e9 importante que as medidas de controle consigam acessar esse inseto-praga no solo.<\/p>\n<p>Para isso, o uso do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/como-evitar-a-compactacao-excessiva-do-solo-atraves-de-acoes-preventivas-e-corretivas\/\">preparo adequado do solo<\/a>, associado a inocula\u00e7\u00e3o de nematoides entomopatog\u00eanicos dos g\u00eaneros <em>Steinernema<\/em> e<em> Heterorhabidits<\/em> pode ser uma alternativa que garante um controle mais eficaz e duradouro dessa praga do algod\u00e3o.<\/p>\n<h3>3. A broca da raiz do algod\u00e3o<\/h3>\n<p>Outra das pragas do algod\u00e3o que pode comprometer severamente a produtividade da cultura \u00e9 a broca da raiz (<em>Eutinobothrus brasiliensis)<\/em>.<\/p>\n<p>A broca da raiz do algod\u00e3o, como o pr\u00f3prio nome sugere, ataca as ra\u00edzes da regi\u00e3o intermedi\u00e1ria pr\u00f3ximo ao caule da planta.<\/p>\n<p>Nesse local, as larvas dessa praga come\u00e7am a abrir galerias que acabam comprometendo o fluxo de seiva interno das plantas e gera sintomas como:<\/p>\n<ul>\n<li>O engrossamento do colo da planta;<\/li>\n<li>O avermelhamento do limbo foliar;<\/li>\n<li>A murcha, seca e queda das folhas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Inicialmente, esses sintomas acabam comprometendo a produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o, j\u00e1 que a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/entenda-como-aumentar-a-capacidade-do-solo-de-reter-agua-e-nutrientes\/\">\u00e1gua e nutrientes<\/a> necess\u00e1rios para o crescimento das plantas n\u00e3o consegue mais chegar \u00e0s regi\u00f5es de crescimento da cultura.<\/p>\n<p>Contudo, se o ataque for intenso, as plantas acabam morrendo em virtude da interrup\u00e7\u00e3o no fluxo de seiva.<\/p>\n<p>Por ser uma praga do algod\u00e3o que passa a maior parte do seu ciclo de vida no solo, as lavouras mais afetadas pela broca da raiz acabam sendo aquelas sob <a href=\"https:\/\/youtu.be\/UeXVL2lekek\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sistema de plantio direto<\/a>. Isso porque a palhada acaba protegendo-a contra os efeitos da radia\u00e7\u00e3o solar e dos inimigos naturais.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 muito importante fazer a amostragem das \u00e1reas com abertura de trincheiras e observa\u00e7\u00e3o de plantas hospedeiras antes da semeadura da lavoura, para verificar se existe a incid\u00eancia dessa praga do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, medidas de controle preventivo, como o preparo correto do solo, a semeadura nas \u00e9pocas recomendadas, o tratamento de sementes e a elimina\u00e7\u00e3o de plantas hospedeiras, tamb\u00e9m s\u00e3o recomendas para evitar a presen\u00e7a da broca da raiz do algod\u00e3o nos talh\u00f5es.<\/p>\n<p>Caso a \u00e1rea cultivada j\u00e1 apresente hist\u00f3rico da ocorr\u00eancia dessa praga, o agricultor pode recorrer a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas no sulco de plantio, a rota\u00e7\u00e3o de culturas e a inocula\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/saiba-mais-sobre-o-uso-de-fungos-entomopatogenicos-no-controle-biologico-de-pragas\/\">fungos entomopatog\u00eanicos<\/a>.<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_51245\"  width=\"1170\" height=\"658\"  data-origwidth=\"1170\" data-origheight=\"658\"  data-relstop=\"1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4iICBa9cXgc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=1&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">O uso de fungos entomopatog\u00eanicos para o controle biol\u00f3gico de pragas t\u00eam despontado como uma importante solu\u00e7\u00e3o para diversas culturas agr\u00edcolas, incluindo o algod\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Complementarmente, na \u00e9poca de entressafra, tamb\u00e9m podem ser criadas faixas de plantio-isca para atrair indiv\u00edduos sobreviventes.<\/p>\n<h3>4. A mosca branca<\/h3>\n<p>J\u00e1 na parte a\u00e9rea das plantas, uma das pragas do algod\u00e3o muito comum e que apresenta uma grande incid\u00eancia nas lavouras algodoeiras do Brasil \u00e9 a mosca branca.<\/p>\n<p>Essa praga do algod\u00e3o, representada principalmente pelas esp\u00e9cies <em>Bemisia tabaci e B. argentifolli, <\/em>se alimenta das folhas do algod\u00e3o e \u00e9 capaz de provocar diferentes altera\u00e7\u00f5es na planta, como:<\/p>\n<ul>\n<li>O sintoma de \u201cmela\u201d, que reduz a qualidade da fibra do algod\u00e3o quando acontece no per\u00edodo de abertura dos capulhos;<\/li>\n<li>O aparecimento de manchas clor\u00f3ticas com aspecto brilhante na face superior das folhas;<\/li>\n<li>O debilitamento e paralisa\u00e7\u00e3o do crescimento das plantas;<\/li>\n<li>A diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar que a mosca branca \u00e9 um vetor de v\u00e1rias <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/6-doencas-do-algodao\/\">doen\u00e7as do algod\u00e3o<\/a>, incluindo o v\u00edrus do mosaico comum, que tamb\u00e9m pode comprometer a produtividade e qualidade das lavouras.<\/p>\n<p>Normalmente, o processo de amostragem da mosca branca no campo \u00e9 bem dif\u00edcil, j\u00e1 os adultos podem ser facilmente afugentados durante a manipula\u00e7\u00e3o das folhas.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 recomendado que esse processo de amostragem seja sempre feito de forma bem cuidadosa, virando a folha lentamente em dire\u00e7\u00e3o oposta ao sol para observar a presen\u00e7a das ninfas e adultos.<\/p>\n<p>De acordo com a Embrapa, o n\u00edvel de controle estabelecido para a mosca branca \u00e9 de tr\u00eas ou mais adultos por folha atacada ou uma ou mais ninfas em uma \u00e1rea de 4 cm<sup>2<\/sup> da folha, analisando sempre a folha que sai do quinto n\u00f3 a partir do \u00e1pice da planta.<\/p>\n<p>O controle dessa praga do algod\u00e3o geralmente \u00e9 realizado com o uso de inseticidas reguladores de crescimento ou do grupo dos neonicotin\u00f3ides, associado ao uso de medidas de controle qu\u00edmico e mec\u00e2nico de plantas hospedeiras da mosca branca, como as plantas daninhas.<\/p>\n<p>Alguns especialistas tamb\u00e9m recomendam o uso de desfolhantes ap\u00f3s abertura dos capulhos para supress\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es da mosca branca, j\u00e1 que essa pr\u00e1tica elimina o alimento da praga ao mesmo tempo em que preserva a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/por-que-o-enxofre-e-importante-para-a-qualidade-da-fibra-do-algodao\/\">qualidade da fibra<\/a>.<\/p>\n<h3>5. Os pulg\u00f5es e \u00e1caros<\/h3>\n<p>Os pulg\u00f5es e os \u00e1caros s\u00e3o outras pragas do algod\u00e3o que atacam a parte a\u00e9rea das plantas, principalmente as brota\u00e7\u00f5es e folhas novas do ponteiro das plantas.<\/p>\n<p>O ataque dessas pragas \u00e9 capaz de provocar o enrugamento, encarquilhamento e deforma\u00e7\u00e3o dos brotos e folhas mais novas do algod\u00e3o e a altera\u00e7\u00e3o da colora\u00e7\u00e3o das folhas, que podem cair precocemente dependendo da intensidade do ataque das pragas.<\/p>\n<p>Quando o ataque delas ocorre mais ao final do ciclo da cultura, o material adocicado excretado pelos pulg\u00f5es, conhecido como <em>honeydew<\/em>, pode manchar e reduzir a qualidade da pluma do algod\u00e3o e ainda atrair os fungos causadores da fumagina, que prejudicam a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/k-processo-de-fotossintese\/\">fotoss\u00edntese das plantas<\/a>.<\/p>\n<p>Dentre as diferentes esp\u00e9cies de pulg\u00f5es e \u00e1caros que podem atacar o algod\u00e3o, o pulg\u00e3o do algodoeiro (<em>Aphis gossypii),<\/em> o pulg\u00e3o verde (<em>Myzus persicae<\/em>), o \u00e1caro rajado (<em>Tetranychus urticae<\/em>) e o \u00e1caro branco (<em>Polyphagotarsonemus latus<\/em>) s\u00e3o as esp\u00e9cies de maior incid\u00eancia no Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar que muitas dessas esp\u00e9cies s\u00e3o vetores de doen\u00e7as de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica para o algod\u00e3o, como o mosaico das nervuras que \u00e9 transmitido principalmente pelo pulg\u00e3o do algodoeiro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8968\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sintomas-de-mosaico-das-nervuras-atipico-uma-doenca-do-algodao-que-tem-como-o-seu-vetor-o-pulgao-do-algodoeiro-Aphis-gossypii.jpg\" alt=\"Sintomas de mosaico das nervuras \u201catipico\u201d, uma doen\u00e7a do algod\u00e3o que tem como o seu vetor o pulg\u00e3o do algodoeiro (Aphis gossypii)\" width=\"454\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sintomas-de-mosaico-das-nervuras-atipico-uma-doenca-do-algodao-que-tem-como-o-seu-vetor-o-pulgao-do-algodoeiro-Aphis-gossypii.jpg 454w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sintomas-de-mosaico-das-nervuras-atipico-uma-doenca-do-algodao-que-tem-como-o-seu-vetor-o-pulgao-do-algodoeiro-Aphis-gossypii-300x213.jpg 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Sintomas-de-mosaico-das-nervuras-atipico-uma-doenca-do-algodao-que-tem-como-o-seu-vetor-o-pulgao-do-algodoeiro-Aphis-gossypii-150x106.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 454px) 100vw, 454px\" title=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Sintomas de mosaico das nervuras \u201catipico\u201d , uma doen\u00e7a do algod\u00e3o que tem como o seu vetor o pulg\u00e3o do algodoeiro (Aphis gossypii) (Fonte: Galbieri et al., 2010)<\/em><\/p>\n<p>Para o controle dessas pragas do algod\u00e3o, geralmente se adotam pr\u00e1ticas preventivas associadas a pr\u00e1ticas de controle, quando a popula\u00e7\u00e3o dessas pragas atinge o n\u00edvel de controle preconizado para cada uma delas.<\/p>\n<p>O plantio de cultivares de algod\u00e3o que permitam uma maior ventila\u00e7\u00e3o da lavoura associado \u00e0 <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/solo-produtividade-do-algodao\/\">aduba\u00e7\u00e3o equilibrada<\/a> est\u00e3o entre as pr\u00e1ticas preventivas para evitar surtos populacionais dessas pragas ao longo do ciclo da cultura.<\/p>\n<p>J\u00e1 o uso de inseticidas associado a elimina\u00e7\u00e3o de plantas hospedeiras ou volunt\u00e1rias est\u00e3o entre as estrat\u00e9gias que podem ajudar a reduzir e controlar focos de ataque desses pulg\u00f5es e \u00e1caros.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante destacar que o uso do controle qu\u00edmico com produtos de amplo espectro n\u00e3o \u00e9 recomendado, j\u00e1 que eles podem debilitar e suprimir popula\u00e7\u00f5es de inimigos naturais e aumentar a probabilidade de surtos populacionais.<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-3256519478\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; 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Saiba quais s\u00e3o elas e como fazer o manejo adequado!<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8974,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[194],"tags":[844,381,885,222],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8967"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8967"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8967\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}