{"id":8878,"date":"2022-11-24T20:01:29","date_gmt":"2022-11-24T23:01:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=8878"},"modified":"2023-01-10T16:16:20","modified_gmt":"2023-01-10T19:16:20","slug":"6-doencas-do-algodao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/6-doencas-do-algodao\/","title":{"rendered":"Saiba quais s\u00e3o as 6 principais doen\u00e7as do algod\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O controle de doen\u00e7as do algod\u00e3o nem sempre \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, j\u00e1 que essa cultura pode ser afetada simultaneamente por diferentes tipos de fitopat\u00f3genos. Conhe\u00e7a quais s\u00e3o as 6 principais doen\u00e7as do algod\u00e3o e como se d\u00e1 o manejo delas no campo!<\/p>\n<h2>Quais doen\u00e7as afetam a produ\u00e7\u00e3o e qualidade do algod\u00e3o?<\/h2>\n<p>O algod\u00e3o \u00e9 uma cultura de grande relev\u00e2ncia para o agroneg\u00f3cio brasileiro, colocando o pa\u00eds entre os maiores fornecedores de algod\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p>Entretanto, o Brasil ainda enfrenta uma s\u00e9rie de desafios para o manejo do algod\u00e3o e outras culturas agr\u00edcolas, uma vez que o clima predominantemente tropical acaba proporcionando condi\u00e7\u00f5es ambientais muito favor\u00e1veis ao desenvolvimento de diversos tipos de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/os-beneficios-do-uso-do-silicio-no-controle-de-doencas-de-plantas\/\">doen\u00e7as<\/a> e seus vetores.<\/p>\n<p>Dentre elas, podemos destacar:<\/p>\n<h3>1. O tombamento do algod\u00e3o<\/h3>\n<p>Nos est\u00e1gios iniciais de desenvolvimento do algod\u00e3o, uma das principais doen\u00e7as que acometem as lavouras \u00e9 o tombamento de pl\u00e2ntulas.<\/p>\n<p>Essa doen\u00e7a \u00e9 causada por um complexo de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/os-microrganismos-do-solo-sao-viloes-ou-aliados-do-agricultor\/\">fungos presentes no solo<\/a> e na semente do algod\u00e3o, que causam perdas significativas de parte do estande pelo tombamento de pr\u00e9 e p\u00f3s-emerg\u00eancia das pl\u00e2ntulas e acabam elevando os custos de produ\u00e7\u00e3o com as opera\u00e7\u00f5es de replantio.<\/p>\n<p>Apesar do principal agente causal do tombamento ser o fungo <em>Rhizoctonia solani<\/em>, existem outras esp\u00e9cies e grupos de pat\u00f3genos que tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidos com essa doen\u00e7a do algod\u00e3o, como:<\/p>\n<ul>\n<li>O fungo <em>Colletotrichum gossypii;<\/em><\/li>\n<li>O fungo <em>Macrophomina phaseolina;<\/em><\/li>\n<li>E esp\u00e9cies dos g\u00eaneros <em>Fusarium<\/em>, <em>Phythium<\/em> e <em>Rhizopus<\/em>;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Atualmente, a maior parte das medidas de controle para o tombamento do algod\u00e3o se concentram no tratamento qu\u00edmico das sementes, j\u00e1 que ele tem se mostrado suficiente para manter essa doen\u00e7a do algod\u00e3o sob controle.<\/p>\n<h3>2. A ramulose do algod\u00e3o<\/h3>\n<p>A ramulose \u00e9 uma doen\u00e7a do algod\u00e3o com uma ampla distribui\u00e7\u00e3o pelo pa\u00eds, que vem causando problemas s\u00e9rios em v\u00e1rios estados brasileiros.<\/p>\n<p>Causada pelo fungo <em>Colletotrichum gossypii var. Cephalosporiodes<\/em>, ela \u00e9 capaz de causar danos irrevers\u00edveis na parte a\u00e9rea das plantas e comprometer a forma\u00e7\u00e3o de capulhos do algod\u00e3o ao causar:<\/p>\n<ul>\n<li>A <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/deficiencia-de-boro-no-algodao\/\">redu\u00e7\u00e3o do porte<\/a> das plantas;<\/li>\n<li>A redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de capulhos;<\/li>\n<li>O enrugamento das olhas mais novas, que apresentam les\u00f5es necr\u00f3ticas;<\/li>\n<li>O superbrotamento das plantas, com a forma\u00e7\u00e3o de ramos aglomerados com entren\u00f3s curtos e entumecidos;<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8879\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-de-ramulose-Colletotrichum-gossypii-em-folhas-de-algodao.jpg\" alt=\"Sintomas de ramulose (Colletotrichum gossypii) em folhas de algod\u00e3o\" width=\"567\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-de-ramulose-Colletotrichum-gossypii-em-folhas-de-algodao.jpg 567w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-de-ramulose-Colletotrichum-gossypii-em-folhas-de-algodao-300x162.jpg 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-de-ramulose-Colletotrichum-gossypii-em-folhas-de-algodao-150x81.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" title=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Sintomas de ramulose (Colletotrichum gossypii) em folhas de algod\u00e3o (Fonte: PUIA, J. P. et al.,2020)<\/em><\/p>\n<p>Grande parte dos problemas relacionados ao controle dessa doen\u00e7a do algod\u00e3o est\u00e3o relacionados \u00e0 f\u00e1cil dissemina\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia do agente causal da ramulose nas lavouras afetadas.<\/p>\n<p>Esse fungo causador dessa doen\u00e7a do algod\u00e3o \u00e9 capaz de sobreviver em restos culturais depositados no solo, possuindo v\u00e1rias esp\u00e9cies de plantas do g\u00eanero <em>Gossypium<\/em> como hospedeiros secund\u00e1rios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ele pode ser facilmente dispersado pela a\u00e7\u00e3o do vento ou via sementes contaminadas para novas \u00e1reas de plantio, sendo atribu\u00eddo a essa \u00faltima via de dispers\u00e3o o agravamento do surgimento de novos focos da ramulose no Brasil.<\/p>\n<p>Por isso, a associa\u00e7\u00e3o do tratamento das sementes, o cultivo do algod\u00e3o em sistemas de rota\u00e7\u00e3o\/sucess\u00e3o, o plantio de cultivares resistentes e o controle qu\u00edmico s\u00e3o pr\u00e1ticas indispens\u00e1veis para o controle dessa doen\u00e7a.<\/p>\n<h3>3. As manchas foliares do algod\u00e3o<\/h3>\n<p>Outro grupo de doen\u00e7as do algod\u00e3o de grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica para essa cultura s\u00e3o as manchas foliares.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o capazes causar les\u00f5es foliares severas e intensa desfolha das plantas atacadas. Isso, por sua vez, reduz a \u00e1rea fotossinteticamente ativa das plantas de algod\u00e3o, afetando a produtividade e <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/k-qualidade-producao-agricola\/\">qualidade<\/a> da cultura.<\/p>\n<p>Apesar de existirem m\u00faltiplas doen\u00e7as capazes de causar as manchas foliares no algod\u00e3o, tr\u00eas delas se destacam frente \u00e0s demais. S\u00e3o elas:<\/p>\n<ul>\n<li>A mancha de ramul\u00e1ria, causada pelo fungo<em> Ramularia areola;<\/em><\/li>\n<li>A mancha angular, causada pela bact\u00e9ria <em>Xanthomonas citri sp. Malvacearum;<\/em><\/li>\n<li>A mancha de alternaria, causada principalmente pelo fungo <em>Alternaria macrospora.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Normalmente, esses tr\u00eas tipos de manchas foliares ocorrem simultaneamente na lavoura, podendo ocorrer em maior ou em menor intensidade dependendo das <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/agrometeorologia-digital-uma-ferramenta-capaz-de-alavancar-a-produtividade-agricola\/\">condi\u00e7\u00f5es do clima<\/a> e do pr\u00f3prio agroecossistema.<\/p>\n<p>Contudo, de forma geral, condi\u00e7\u00f5es de elevada precipita\u00e7\u00e3o, umidade do ar e ventos fortes acabam favorecendo a dissemina\u00e7\u00e3o e infec\u00e7\u00e3o das plantas com os agentes causais dessas doen\u00e7as do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das formas mais comuns de identificar qual tipo de mancha foliar est\u00e1 presente nas plantas \u00e9 atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o dos seus sintomas nas folhas do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>A mancha de ramul\u00e1ria, tamb\u00e9m conhecida como falso o\u00eddio ou mancha branca, pode ser identificada pela presen\u00e7a les\u00f5es brancas de formato angular e aspecto cotonoso. Ela ainda pode provocar a abertura precoce dos capulhos, reduzindo a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/por-que-o-enxofre-e-importante-para-a-qualidade-da-fibra-do-algodao\/\">qualidade da fibra do algod\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>No caso da mancha angular, apesar das les\u00f5es angulares possu\u00edrem a mesma dimens\u00e3o e formato daquelas causadas pela mancha de ramul\u00e1ria, h\u00e1 um aspecto encharcado, adquirindo posteriormente uma colora\u00e7\u00e3o parda.<\/p>\n<p>J\u00e1 a mancha de alteraria geralmente apresenta les\u00f5es arredondadas, pequenas e amarronzadas com bordas enegrecidas, que ir\u00e3o atingir as folhas mais velhas, cotiledonares e as ma\u00e7\u00e3s do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), uma das formas de prevenir ataques mais severos dessas doen\u00e7as do algod\u00e3o \u00e9 atrav\u00e9s da escolha adequada dos espa\u00e7amentos e densidades de plantas, buscando facilitar a area\u00e7\u00e3o das lavouras.<\/p>\n<p>Outras estrat\u00e9gias como a escolha de cultivares resistentes, o uso de sementes sadias e quimicamente tratadas e a utiliza\u00e7\u00e3o do controle qu\u00edmico tamb\u00e9m podem s\u00e3o muito importantes para se obter um controle efetivo das manchas foliares do algod\u00e3o.<\/p>\n<h3>4. A murcha de fusarium do algod\u00e3o<\/h3>\n<p>Relatada na cultura do algod\u00e3o pela primeira vez no Brasil em 1935, a murcha de fusarium \u00e9 outra doen\u00e7a do algod\u00e3o que tem preocupado muitos agricultores em diversas regi\u00f5es produtoras do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 capaz de causar a morte de plantas de algod\u00e3o jovens poucos dias ap\u00f3s os primeiros sintomas externos serem observados ou ainda comprometer a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/solo-produtividade-do-algodao\/\">produtividade<\/a> das plantas mais velhas infectadas, que ficam enfezadas e sofrem severa redu\u00e7\u00e3o de crescimento.<\/p>\n<p>Quando o algod\u00e3o \u00e9 infectado pelo agente causal da murcha de fusarium, o fungo<em> Fusarium oxysporum f. sp. Vasinfectum,<\/em> as folhas e ramos come\u00e7am a murchar e secar, permanecendo apenas o caule enegrecido com o avan\u00e7o dos sintomas nas plantas.<\/p>\n<p>Internamente, o ataque do fungo tamb\u00e9m provoca a descolora\u00e7\u00e3o dos feixes vasculares e obstru\u00e7\u00e3o dos vasos, que prejudicam o fluxo de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/entenda-como-aumentar-a-capacidade-do-solo-de-reter-agua-e-nutrientes\/\">\u00e1gua e nutrientes<\/a> na planta e acabam induzindo o sintoma de murcha.<\/p>\n<p>Como esse fungo \u00e9 considerado um <a href=\"https:\/\/youtu.be\/mLzSJ259iNs\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">habitante de solo<\/a> e \u00e9 capaz de infectar outras plantas hospedeiras, ele pode sobreviver por v\u00e1rios anos depois de ser introduzido em uma lavoura.<\/p>\n<p>Por isso, medidas de controle para evitar a introdu\u00e7\u00e3o desse pat\u00f3geno nos agroecossistemas, como o plantio de sementes sadias e tratadas e a limpeza de ferramentas e implementos agr\u00edcolas, s\u00e3o muito importantes.<\/p>\n<p>Outros estudos tamb\u00e9m indicam que a presen\u00e7a de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/nematoides-em-milho\/\">nematoides<\/a> na \u00e1rea, principalmente esp\u00e9cies dos g\u00eaneros <em>Meloidogyne, Pratylenchus<\/em> e <em>Rotylenchus<\/em>, pode aumentar a severidade da murcha de fusarium no algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, o monitoramento e controle constante dessa praga tamb\u00e9m pode fazer uma grande diferen\u00e7a para se obter o sucesso no controle dessa doen\u00e7a do algod\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_62774\"  width=\"1170\" height=\"658\"  data-origwidth=\"1170\" data-origheight=\"658\"  data-relstop=\"1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FCed1jPtWZs?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=1&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">O controle de nematoides no campo \u00e9 feito em diferentes etapas, que v\u00e3o desde a identifica\u00e7\u00e3o correta das esp\u00e9cies a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas espec\u00edficas, como a rota\u00e7\u00e3o de culturas.<\/em><\/p>\n<h3>5. O mosaico do algod\u00e3o<\/h3>\n<p>Al\u00e9m dos fungos e bact\u00e9rias, os v\u00edrus s\u00e3o outro grupo de pat\u00f3genos que podem causar doen\u00e7as do algod\u00e3o de dif\u00edcil manejo, como o mosaico comum do algod\u00e3o e o mosaico das nervuras.<\/p>\n<p>Tanto o mosaico comum do algod\u00e3o quando o mosaico das nervuras s\u00e3o doen\u00e7as do algod\u00e3o associados a infec\u00e7\u00e3o das plantas por algumas esp\u00e9cies e estirpes de v\u00edrus espec\u00edficos.<\/p>\n<p>No caso do mosaico comum, estudos indicam que ele \u00e9 causado pelo v\u00edrus Abutilon mosaic virus (AbMV) e transmitido pela <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/pragas-dos-citros\/\">mosca branca<\/a> (<em>Bemisia tabaci<\/em>)<em>. <\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 o mosaico das nervuras est\u00e1 associado diferentes estirpes do v\u00edru<em>s<\/em> Cotton leafroll dwarf virus, que s\u00e3o transmitidas principalmente pelo pulg\u00e3o do algodoeiro (<em>Aphis gossypii<\/em>).<\/p>\n<p>Quando as plantas s\u00e3o infectadas por esses v\u00edrus, elas passam a apresentar diferentes sintomas dependendo do agente causal da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Manchas mosqueadas pequenas amarelas ou avermelhadas nas folhas geralmente s\u00e3o mais associadas a ocorr\u00eancia do mosaico comum, enquanto a presen\u00e7a de rugosidade, amarelecimento e mosaicos ao longo das nervuras das folhas est\u00e1 associado a ocorr\u00eancia do mosaico das nervuras.<\/p>\n<p>Algumas plantas de algod\u00e3o ainda podem apresentar redu\u00e7\u00e3o significativa do seu porte e apresentar uma colora\u00e7\u00e3o foliar que varia de verde escuro a azulado.<\/p>\n<p>Nesse caso, esses sintomas est\u00e3o relacionados a ocorr\u00eancia de uma segunda forma mais agressiva do mosaico das nervuras, conhecida como doen\u00e7a azul, mosaico azul ou mol\u00e9stia azul.<\/p>\n<p>Normalmente, grande parte das medidas de controle dos mosaicos do algod\u00e3o envolve o monitoramento e controle da popula\u00e7\u00e3o dos seus vetores, associado ao arranquio de plantas sintom\u00e1ticas e elimina\u00e7\u00e3o de plantas nativas hospedeiras dos v\u00edrus.<\/p>\n<h3>6. O mofo branco do algod\u00e3o<\/h3>\n<p>Por fim, o mofo branco, causado pelo fungo<em> Sclerotinia sclerotiorum,<\/em> \u00e9 outra das doen\u00e7as do algod\u00e3o que precisa sempre estar sendo constantemente monitorada e controlada no campo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conhecida como podrid\u00e3o-de-Sclerotinia, o mofo branco do algod\u00e3o \u00e9 caracterizado por ser de ocorr\u00eancia end\u00eamica em algumas regi\u00f5es do Brasil e \u00e9 capaz de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/7-doencas-da-soja\/\">afetar diversas culturas<\/a>, incluindo o algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Na cultura do algod\u00e3o, o mofo branco foi constatado pela primeira vez no final da d\u00e9cada de 90 no estado de Minas Gerais e hoje j\u00e1 se encontra amplamente distribu\u00eddo por diversas regi\u00f5es produtoras do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o do mofo branco nas lavouras geralmente \u00e9 feita observando os seus sintomas caracter\u00edsticos nas plantas, que incluem murcha, necrose e podrid\u00e3o \u00famida da haste, do pec\u00edolo, da folha e da ma\u00e7\u00e3 e a presen\u00e7a dos mic\u00e9lios de colora\u00e7\u00e3o branca nos ramos e nos capulhos.<\/p>\n<p>Para o controle dessa doen\u00e7a, o pesquisador Luiz Gonzaga Chitarra recomenda, no seu estudo <em>Mofo Branco em Algodoeiro<\/em>, a ado\u00e7\u00e3o integrada de algumas medidas de controle, como:<\/p>\n<ul>\n<li>A rota\u00e7\u00e3o de culturas com plantas que promovam a degrada\u00e7\u00e3o natural das estruturas de resist\u00eancia do fungo no solo, como as gram\u00edneas;<\/li>\n<li>A utiliza\u00e7\u00e3o de sementes sadias, certificadas, de proced\u00eancia conhecida e com certificado fitossanit\u00e1rio de origem;<\/li>\n<li>A forma\u00e7\u00e3o de palhada homog\u00eanea sobre o solo e o plantio do algod\u00e3o sob palhada;<\/li>\n<li>A redu\u00e7\u00e3o das densidades de semeadura e aumento espa\u00e7amento entre linhas;<\/li>\n<li>A limpeza de equipamentos e implementos agr\u00edcolas;<\/li>\n<li>A <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/descubra-como-otimizar-a-adubacao-com-potassio-no-algodao\/\">aplica\u00e7\u00e3o equilibrada de nutrientes<\/a> nas lavouras.<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-663661857\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>O manejo das doen\u00e7as do algod\u00e3o deve ser feito com a integra\u00e7\u00e3o de diferentes pr\u00e1ticas<\/h2>\n<p>Em conclus\u00e3o, podemos perceber que o algod\u00e3o pode ser afetado por uma grande diversidade de doen\u00e7as, que podem ocorrer de forma isolada ou simult\u00e2nea ao longo do ciclo da cultura.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 importante que o agricultor sempre busque integrar ao m\u00e1ximo as pr\u00e1ticas de controle das doen\u00e7as do algod\u00e3o e esteja sempre atento a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/produtos-da-verde\/entenda-o-que-e-o-baks-e-as-suas-vantagens-para-uma-nova-agricultura\/\">nutri\u00e7\u00e3o da sua lavoura<\/a> com macronutrientes e micronutrientes essenciais, para que as plantas possam responder bem a todas as medidas de controle adotadas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que diversas doen\u00e7as do algod\u00e3o podem comprometer a produtividade e qualidade da cultura? Saiba quais s\u00e3o as principais e como fazer o manejo!<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8880,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[194],"tags":[381,865,885,854],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8878"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8878"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8878\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}