{"id":8854,"date":"2022-11-22T15:38:28","date_gmt":"2022-11-22T18:38:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=8854"},"modified":"2023-01-10T15:39:26","modified_gmt":"2023-01-10T18:39:26","slug":"veja-doencas-dos-citros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/veja-doencas-dos-citros\/","title":{"rendered":"Principais doen\u00e7as dos citros: conhe\u00e7a quais s\u00e3o elas!"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que os citros podem ser afetados por diferentes tipos de fitopat\u00f3genos e cada um deles podem causar uma ou mais doen\u00e7as nas plantas? Conhe\u00e7a quais s\u00e3o as principais doen\u00e7as dos citros e como \u00e9 feito o manejo delas nos pomares.<\/p>\n<h2>Os sintomas das principais doen\u00e7as dos citros e como manej\u00e1-las<\/h2>\n<p>Anualmente, as doen\u00e7as dos citros s\u00e3o respons\u00e1veis por comprometer parte significativa da produ\u00e7\u00e3o dessa cultura no Brasil, reduzindo a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/resultados-de-produtos\/citricultor-de-guaraci-sp-conta-como-o-uso-do-k-forte-melhorou-a-qualidade-dos-frutos\/\">qualidade dos frutos<\/a> e ainda limitando os parceiros comerciais para negocia\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n<p>Por isso, o conhecimento dos agentes causais, das formas de transmiss\u00e3o e dos sintomas das principais doen\u00e7as dos citros tem se tornado um fator essencial para manter a sustentabilidade e a posi\u00e7\u00e3o de destaque do pa\u00eds na citricultura mundial.<\/p>\n<p>De forma geral, as doen\u00e7as dos citros podem ser agrupadas em 4 diferentes grupos, dependendo do seu agente causal. S\u00e3o eles:<\/p>\n<h3>1. As doen\u00e7as dos citros causadas por v\u00edrus e vir\u00f3ides<\/h3>\n<p>Um dos primeiros grupos de doen\u00e7as dos citros consiste naquelas causadas por v\u00edrus e vir\u00f3ides.<\/p>\n<p>Esses dois pequenos agentes patog\u00eanicos geralmente infectam as plantas quando existe a combina\u00e7\u00e3o de plantas saud\u00e1veis e doentes em um mesmo talh\u00e3o e muitas vezes dependem de um vetor para serem disseminados dentro dos pomares<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso do<em> Citrus tristeza virus<\/em> (CTV) e do<em> Citrus leprosis virus<\/em> (CiLV), agentes causais da tristeza dos citros e da leprose dos citros, respectivamente.<\/p>\n<p>Ambos s\u00e3o considerados agentes causais end\u00eamicos de algumas regi\u00f5es citr\u00edcolas do Brasil e dependem de determinadas esp\u00e9cies de vetores para serem disseminados e come\u00e7arem o seu processo infeccioso.<\/p>\n<p>No caso da tristeza dos citros, os vetores mais importantes da doen\u00e7a s\u00e3o representados pelos af\u00eddeos, especialmente de esp\u00e9cies cujo controle ainda n\u00e3o \u00e9 muito eficiente no pa\u00eds, como o pulg\u00e3o-preto-dos-citros (<em>Toxoptera citricida Kirkaldy<\/em>). Vale notar que essa doen\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 transmitida via material propagativo infectado.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso da leprose dos citros, os principais vetores da doen\u00e7a fazem parte do grupo dos \u00e1caros, sendo o \u00e1caro-da-leprose (<em>Brevipalpus phoenicis<\/em>) o principal representante desse grupo.<\/p>\n<p>Tanto o pulg\u00e3o-preto-dos-citros quanto o \u00e1caro-da-leprose s\u00e3o considerados esp\u00e9cies pol\u00edfagas, ou seja, que apresentam uma ampla gama de hospedeiros nos pomares. Caracter\u00edstica essa que dificulta o <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/pragas-dos-citros\/\">manejo dessas pragas<\/a> e o controle das doen\u00e7as dos citros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, outra caracter\u00edstica das doen\u00e7as virais dos citros que tamb\u00e9m dificulta o seu controle \u00e9 a capacidade de muta\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus, o que garante a eles uma grande variabilidade gen\u00e9tica que dificulta o desenvolvimento de medidas de controle eficazes para a leprose e a tristeza dos citros.<\/p>\n<p>Mesmo assim, atualmente, uma das principais estrat\u00e9gias para o controle dessas doen\u00e7as consiste no emprego de combina\u00e7\u00f5es de copa e porta enxerto tolerantes aos v\u00edrus, associadas a programas de pr\u00e9-imuniza\u00e7\u00e3o das plantas com estirpes fracas dos v\u00edrus.<\/p>\n<p>No caso da tristeza dos citros, por exemplo, grande parte do sucesso obtido com o controle dessa doen\u00e7a viral nos pomares derivou da substitui\u00e7\u00e3o do porta-enxerto de laranjeira &#8216;Azeda&#8217; por outros tolerantes ou por p\u00e9s-francos provenientes de embri\u00f5es nucelares.<\/p>\n<p>Outra medida de controle muito importante das doen\u00e7as virais dos citros \u00e9 o controle dos pr\u00f3prios vetores das doen\u00e7as. Medida essa que tem bem mais relev\u00e2ncia no caso do controle da leprose dos citros.<\/p>\n<p>Para isso, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) recomenda:<\/p>\n<ul>\n<li>A aquisi\u00e7\u00e3o de mudas sadias livres de \u00e1caros e de v\u00edrus;<\/li>\n<li>A poda de limpeza dos ramos afetados durante o inverno;<\/li>\n<li>A erradica\u00e7\u00e3o das plantas quando as les\u00f5es atingem toda a copa;<\/li>\n<li>A desinfesta\u00e7\u00e3o de materiais de colheita para evitar a introdu\u00e7\u00e3o do \u00e1caro em \u00e1reas livres;<\/li>\n<li>A utiliza\u00e7\u00e3o de quebra-ventos para reduzir a entrada e dissemina\u00e7\u00e3o do \u00e1caro;<\/li>\n<li>A colheita priorit\u00e1ria de talh\u00f5es sem o \u00e1caro e a doen\u00e7a antes dos talh\u00f5es com hist\u00f3rico de contamina\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>A colheita antecipada e retirada de todos os frutos da planta na ocasi\u00e3o da colheita, sem deixar frutos remanescentes;<\/li>\n<li>A retirada de frutos tempor\u00f5es ou com sintomas ou ca\u00eddos no solo;<\/li>\n<li>O controle da verrugose e do ataque do minador dos citros, uma vez que as les\u00f5es servem de abrigo ao \u00e1caro;<\/li>\n<li>A elimina\u00e7\u00e3o de plantas daninhas hospedeiras;<\/li>\n<li>O controle qu\u00edmico com acaricidas, considerando o n\u00edvel de infesta\u00e7\u00e3o do pomar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para realizar o monitoramento dos vetores nos pomares o citricultor pode, al\u00e9m de fazer a avalia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a dos vetores nas plantas, observar a presen\u00e7a de alguns sintomas caracter\u00edsticos das doen\u00e7as nas plantas.<\/p>\n<p>Normalmente, plantas afetadas pela tristeza dos citros v\u00e3o apresentar um amarelecimento intenso e redu\u00e7\u00e3o dos tamanhos das folhas, frutos pequenos e endurecidos, plantas com nanismo e rachaduras cavadas nos ramos.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso da leprose dos citros, pode ser observada a redu\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil das plantas, a queda precoce dos frutos, a presen\u00e7a de les\u00f5es salientes nos ramos, folhas e frutos, a seca e morte dos ramos e manchas amareladas e deprimidas com centro necr\u00f3tico em folhas e frutos.<\/p>\n<h3>2. As doen\u00e7as dos citros causadas por bact\u00e9rias<\/h3>\n<p>Outro grupo de doen\u00e7as dos citros que apresentam uma grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica para a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/saiba-como-superar-os-desafios-e-conheca-as-oportunidades-da-citricultura-brasileira\/\">citricultura brasileira<\/a> s\u00e3o as doen\u00e7as causadas por bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as dos citros causadas por bact\u00e9rias, assim como aquelas causadas por v\u00edrus e vir\u00f3ides, \u00a0muitas vezes dependem de vetores para serem disseminadas nas lavouras.<\/p>\n<p>\u00c9 o que acontece no caso do greening<em>, <\/em>tamb\u00e9m conhecido como Huanglonbing (HLB), uma doen\u00e7a causada pela bact\u00e9ria<em> Candidatus liberibacter<\/em> que depende dos psil\u00eddeos para ser transmitido, especialmente da esp\u00e9cie <em>Diaphorina citri<\/em>.<\/p>\n<p>O mesmo acontece com a Clorose Variegada dos Citros (CVC), tamb\u00e9m conhecida como \u201camarelinho\u201d, uma doen\u00e7a causada pela bact\u00e9ria <em>Xylella fastidiosa <\/em>que \u00e9 transmitida principalmente atrav\u00e9s das cigarrinhas da fam\u00edlia <em>Cicadellidae.<\/em><\/p>\n<p>Outra forma de transmiss\u00e3o muito comum das doen\u00e7as dos citros causadas por bact\u00e9rias \u00e9 atrav\u00e9s de aberturas naturais nos tecidos das plantas, como os est\u00f4matos, ou por ferimentos provocados por fatores bi\u00f3ticos ou abi\u00f3ticos, como o ataque de pragas e a a\u00e7\u00e3o do vento.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso do cancro c\u00edtrico, uma doen\u00e7a causada pela bact\u00e9ria <em>Xanthomonas citri <\/em>que afeta praticamente todas as esp\u00e9cies e variedades de citros de import\u00e2ncia comercial no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Normalmente, para se realizar o controle dessas doen\u00e7as dos citros nos pomares \u00e9 preciso inicialmente fazer o monitoramento dos talh\u00f5es para identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis sintomas caracter\u00edsticos de cada uma delas.<\/p>\n<p>No caso do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/controle-o-greening-e-outras-doencas-dos-citros-com-o-manejo-integrado-de-pragas\/\">greening<\/a>, por exemplo, as plantas de citros podem apresentar amarelecimento progressivo, folhagens esparsas, mortes dos ponteiros, frutos pequenos mal coloridos e de baixa qualidade.<\/p>\n<p>Por isso, quando identificada a sua ocorr\u00eancia, o agricultor pode recorrer a elimina\u00e7\u00e3o de plantas doentes em pomares novos e ao controle dos psil\u00eddeos vetores da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Aqui \u00e9 importante sempre empregar o uso de material propagativo e mudas sadias na hora da reforma do pomar.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso do CVC, o amarelecimento da planta se d\u00e1 de forma localizada nas folhas das plantas, em formas de manchas pequenas amareladas na frente das folhas e de cor palha na parte de tr\u00e1s, associado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o, ao endurecimento, \u00e0 queimadura e ao amadurecimento precoce dos frutos.<\/p>\n<p>Entretanto, diferentemente do greening, o controle eficaz da bact\u00e9ria causadora da doen\u00e7a ainda n\u00e3o foi bem estabelecido. Dessa forma, o manejo da CVC acaba consistindo na integra\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias como:<\/p>\n<ul>\n<li>A poda de ramos com sintomas iniciais em plantas com mais de dois anos;<\/li>\n<li>O controle das cigarrinhas que s\u00e3o vetores da doen\u00e7a;<\/li>\n<li>A erradica\u00e7\u00e3o de plantas mais novas;<\/li>\n<li>A utiliza\u00e7\u00e3o de mudas sadias.<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_96255\"  width=\"1170\" height=\"658\"  data-origwidth=\"1170\" data-origheight=\"658\"  data-relstop=\"1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EtzdH9slQWA?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=1&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">O maneio integrado de pragas \u00e9 importante para o controle dos vetores de doen\u00e7as dos citros, como o greening e a CVC<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, complementarmente a todas essas medidas, tamb\u00e9m \u00e9 importante que o citricultor sempre fa\u00e7a o controle rigoroso do acesso de pessoas e ve\u00edculos nos pomares e a desinfec\u00e7\u00e3o de equipamentos e m\u00e1quinas.<\/p>\n<p>Isso porque muitas doen\u00e7as dos citros de origem bacteriana, como o cancro c\u00edtrico, podem levar anos at\u00e9 que cheguem em pomares saud\u00e1veis, caso todas as medidas de controle estejam sendo adotadas de forma integrada por toda comunidade local.<\/p>\n<h3>3. As doen\u00e7as dos citros causadas por fungos<\/h3>\n<p>Al\u00e9m dos v\u00edrus e bact\u00e9rias, os fungos compreendem um terceiro grupo de agentes patog\u00eanicos que causam um preju\u00edzo significativo na produ\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>No estudo <em>The Still Underestimated Problem of Fungal Diseases Worldwide, <\/em>Fausto Almeida e outros pesquisadores apontam que os fungos s\u00e3o respons\u00e1veis por destruir anualmente cerca de um ter\u00e7o de culturas agr\u00edcolas no mundo todo.<\/p>\n<p>No caso da cultura dos citros, grande parte das perdas pela a\u00e7\u00e3o de fungos patog\u00eanicos est\u00e3o associadas tanto a perdas diretas de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/produtividade-dos-citros\/\">produtividade<\/a> e qualidade dos frutos durante o manejo da cultura no campo quanto a perdas na fase de p\u00f3s-colheita.<\/p>\n<p>Durante a fase de manejo da cultura, as doen\u00e7as dos citros causadas por fungos mais comuns que ocorrem no Brasil s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>A podrid\u00e3o floral, causada por esp\u00e9cies de fungos dos complexos <em>Colletotrichum acutatum <\/em>e <em> gloeosporioides.<\/em><\/li>\n<li>A gomose e a podrid\u00e3o radicular dos citros, causada pelos fungos do g\u00eanero <em>Phytophthora;<\/em><\/li>\n<li>A pinta preta, causada pelo fungo <em>Phyllosticta citricarpa <\/em>(<em>Guignardia citricarpa<\/em>);<\/li>\n<li>A melanose, causada pelo fungo <em>Diaporthe citri<\/em> (<em>Phomopsis citri<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n<p>A maior parte dessas doen\u00e7as f\u00fangicas chegam at\u00e9 os pomares pela a\u00e7\u00e3o de agentes abi\u00f3ticos, como o vento e a chuva, e infectam as plantas atrav\u00e9s de aberturas naturais dos tecidos ou ferimentos pr\u00e9-existentes.<\/p>\n<p>Uma vez dentro das plantas, os fungos patog\u00eanicos poder\u00e3o gerar les\u00f5es e descolora\u00e7\u00f5es nos tecidos das plantas, murcha e queda precoce das folhas e frutos dentre outros sintomas espec\u00edficos de cada doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O maior problema desses sintomas \u00e9 que eles, muitas vezes, prejudicam a produtividade das plantas, a comercializa\u00e7\u00e3o dos frutos no mercado <em>in natura<\/em> interno e externo e ainda podem se manifestar somente ap\u00f3s a colheita.<\/p>\n<p>\u00c9 o que acontece no caso da pinta preta, uma doen\u00e7a f\u00fangica dos citros quarenten\u00e1ria que pode reduzir a produ\u00e7\u00e3o dos pomares em at\u00e9 85% dependendo da variedade cultivada. Ela ainda impede a exporta\u00e7\u00e3o dos frutos de \u00e1reas contaminadas para \u00e1reas livres da doen\u00e7a no exterior, como \u00e9 o caso da Europa.<\/p>\n<p>Grande parte das medidas de controle das doen\u00e7as dos citros de origem f\u00fangica consiste em medidas preventivas, realizado:<\/p>\n<ul>\n<li>As pr\u00e1ticas de manejo de forma a evitar ferimentos nas plantas;<\/li>\n<li>O plantio de mudas sadias em \u00e1reas adequadas;<\/li>\n<li>O descarte adequado de frutos contaminados;<\/li>\n<li>As podas de manuten\u00e7\u00e3o e limpeza;<\/li>\n<li>A nutri\u00e7\u00e3o adequada dos pomares.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 poss\u00edvel recorrer ao uso de fungicidas e ao tratamento do solo caso as doen\u00e7as j\u00e1 estejam presentes nos talh\u00f5es, respeitando todas as recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas indicadas para cada pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante destacar que algumas doen\u00e7as dos citros causadas por fungos, como o bolor verde (<em>Penicillium digitatum<\/em>), afetam os frutos na fase de p\u00f3s-colheita.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 muito importante tomar cuidado na manipula\u00e7\u00e3o e armazenagem dos frutos, para evitar criar condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para o desenvolvimento dessas doen\u00e7as.<\/p>\n<h3>4. As desordens dos citros n\u00e3o infecciosas<\/h3>\n<p>Um \u00faltimo grupo de doen\u00e7as dos citros que podem acometer a cultura s\u00e3o as desordens n\u00e3o infecciosas ou de origem desconhecida.<\/p>\n<p>Nesse grupo est\u00e3o inclusas doen\u00e7as como a Morte S\u00fabita dos Citros (MSC), que apesar de estar restrita as regi\u00f5es do Tri\u00e2ngulo Mineiro em Minas Gerais e Norte de S\u00e3o Paulo, ainda n\u00e3o tem uma causa definida.<\/p>\n<p>Alguns estudos sugerem que a MSC possa ser transmitida por um vetor a\u00e9reo e seja causada pelo v\u00edrus da tristeza do citros ou pelo v\u00edrus <em>Citrus Sudden Death associated virus <\/em>(CSDaV). Entretanto, nenhuma das duas hip\u00f3teses foi comprovada ainda.<\/p>\n<p>Contudo, devido \u00e0 r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o dessa doen\u00e7a ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o das primeiras \u00e1rvores com sintomas e a redu\u00e7\u00e3o de produtividade dos talh\u00f5es afetados, diversas pesquisas ainda s\u00e3o conduzidas para buscar melhorar a compreens\u00e3o acerca da morte s\u00fabita dos citros.<\/p>\n<p>Pela falta de identifica\u00e7\u00e3o do seu agente causal, grande parte das medidas de controle da MSC consiste na restri\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito de material propagativo (borbulhas e mudas) para fora das \u00e1reas de ocorr\u00eancia da doen\u00e7a, o plantio de mudas em porta-enxertos tolerantes \u00e0 MSC e a realiza\u00e7\u00e3o da sub enxertia com porta-enxertos tolerantes em pomares novos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante destacar que como alguns sintomas da morte s\u00fabita se assemelham a outras doen\u00e7as dos citros, o citricultor sempre deve estar atento para sempre fazer a sua correta identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-3237219109\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>A escolha dos m\u00e9todos de controle de doen\u00e7as dos citros mais adequados depende da identifica\u00e7\u00e3o correta do agente causal<\/h2>\n<p>Considerando a grande diversidade de doen\u00e7as que podem afetar a cultura dos citros, podemos perceber que o processo de escolha dos m\u00e9todos de controle mais adequados depende da identifica\u00e7\u00e3o correta do agente causal e suas formas de transmiss\u00e3o e infec\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, muitas vezes, muitos fatores de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/_MlG_3scYT4\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">manejo da cultura dos citros<\/a> tamb\u00e9m acabam interferindo na din\u00e2mica entre o pat\u00f3geno e o hospedeiro.<\/p>\n<p>Por isso, a identifica\u00e7\u00e3o correta das doen\u00e7as dos citros, aliada ao manejo adequado da cultura com <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/tres-melhores-estrategias-de-correcao-do-solo-para-otimizar-a-adubacao-potassica\/\">corre\u00e7\u00e3o do solo<\/a>, irriga\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/produtos-da-verde\/entenda-o-que-e-o-k-forte-e-quais-beneficios-o-fertilizante-proporciona-para-a-agricultura\/\">fertilizantes adequados e eficientes<\/a> s\u00e3o muito importantes para se obter o sucesso com o programa de manejo integrado de doen\u00e7as dos citros!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia v\u00e1rias doen\u00e7as dos citros podem afetar a produtividade e a qualidade dos frutos? Saiba quais s\u00e3o as principais delas e como fazer o manejo!<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8855,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[194],"tags":[379,861,885,860],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8854"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8854\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}