{"id":8814,"date":"2022-11-17T19:11:56","date_gmt":"2022-11-17T22:11:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=8814"},"modified":"2023-01-10T16:16:30","modified_gmt":"2023-01-10T19:16:30","slug":"7-doencas-da-cultura-do-milho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/7-doencas-da-cultura-do-milho\/","title":{"rendered":"Saiba quais s\u00e3o as 7 principais doen\u00e7as da cultura do milho"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que algumas doen\u00e7as podem chegar a comprometer at\u00e9 100% da produtividade das lavouras de milho? Conhe\u00e7a quais s\u00e3o as 7 principais doen\u00e7as da cultura do milho e as suas formas de controle e manejo!<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o as principais doen\u00e7as da cultura do milho?<\/h2>\n<p>As doen\u00e7as da cultura do milho sempre foram um t\u00f3pico muito discutido e estudado no Brasil, visto a relev\u00e2ncia que essa cultura tem para a gera\u00e7\u00e3o de empregos e renda no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Estimativas realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) revelam que somente na safra de 2021\/2022, o pa\u00eds deve chegar a quase 90 milh\u00f5es de toneladas, das quais 25 milh\u00f5es de toneladas s\u00e3o da primeira safra.<\/p>\n<p>Entretanto, para manter essa produ\u00e7\u00e3o, os agricultores precisam usar diferentes estrat\u00e9gias de manejo para controlar fatores que podem afetar negativamente a produ\u00e7\u00e3o do milho, como as doen\u00e7as. Conhe\u00e7a, a seguir, quais s\u00e3o elas e suas principais formas de controle e manejo:<\/p>\n<h3>1. A mancha branca<\/h3>\n<p>A mancha branca, tamb\u00e9m conhecida como mancha de <em>Phaeosphaeria, <\/em>\u00e9 uma das principais doen\u00e7as da cultura do milho que est\u00e1 amplamente distribu\u00edda por todo o Brasil.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 causada pela a\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria <em>Pantoea ananafis <\/em>nos tecidos das plantas, muitas vezes em associa\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies f\u00fangicas, como <em>Phaeosphaeria maydis.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8815\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-mancha-branca-do-milho.jpg\" alt=\"Sintomas da mancha branca do milho\" width=\"1299\" height=\"673\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-mancha-branca-do-milho.jpg 1299w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-mancha-branca-do-milho-300x155.jpg 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-mancha-branca-do-milho-1024x531.jpg 1024w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-mancha-branca-do-milho-768x398.jpg 768w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-mancha-branca-do-milho-770x399.jpg 770w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-mancha-branca-do-milho-150x78.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1299px) 100vw, 1299px\" title=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Sintomas da mancha branca do milho (Fonte: Lanza, F. &#8211; Embrapa Milho e Sorgo, 2021)<\/em><\/p>\n<p>Quando presente na planta, esses agentes causais s\u00e3o respons\u00e1veis por gerar uma s\u00e9rie de les\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o amarelo-palha nas folhas e na palha externa das espigas de milho.<\/p>\n<p>Essas les\u00f5es, por sua vez, podem comprometer severamente o <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/k-processo-de-fotossintese\/\">processo fotossint\u00e9tico<\/a> das plantas e levar a perdas de produ\u00e7\u00e3o superiores a 60% em alguns casos.<\/p>\n<p>No estudo <em>Manejo da mancha branca na cultura do milho, <\/em>Jo\u00e3o Am\u00e9rico Wordell Filho ainda destacou que, dependendo da suscetibilidade do h\u00edbrido\/variedade e da severidade da doen\u00e7a, a \u00e1rea foliar pode acabar ficando completamente destru\u00edda pela coalesc\u00eancia das les\u00f5es.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 muito importante adotar as medidas de controle adequadas para fazer o manejo correto dessa doen\u00e7a da cultura do milho. Dentre as diferentes pr\u00e1ticas de controle que podem diminuir a incid\u00eancia da mancha branca, est\u00e3o inclusas:<\/p>\n<ul>\n<li>A aduba\u00e7\u00e3o adequada da lavoura;<\/li>\n<li>A utiliza\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos resistentes;<\/li>\n<li>A aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas;<\/li>\n<li>O plantio na \u00e9poca correta;<\/li>\n<li>A rota\u00e7\u00e3o de culturas.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>2. Cercosporiose<\/h3>\n<p>Outra das doen\u00e7as da cultura do milho que pode apresentar alta severidade em cultivares suscet\u00edveis \u00e9 a cercosporiose, uma doen\u00e7a causada pelo fungo necrotr\u00f3fico <em>Cercospora zeae-maydis.<\/em><\/p>\n<p>A cercosporiose foi observada pela primeira vez no Brasil nos anos 2000, na regi\u00e3o sudoeste do estado de Goi\u00e1s. Todavia, atualmente ela j\u00e1 se encontra distribu\u00edda praticamente em todas as \u00e1reas de plantio de milho na regi\u00e3o centro sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os sintomas da cercosporiose geralmente podem ser observados nas folhas baixeiras durante a fase de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/boro-no-milho-importancia-manejo\/\">flora\u00e7\u00e3o do milho<\/a>, que passam a apresentar les\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o verde-oliva de at\u00e9 6 cm de comprimento paralelas \u00e0s nervuras das folhas.<\/p>\n<p>Em condi\u00e7\u00f5es de alta umidade relativa do ar e alta incid\u00eancia da doen\u00e7a, a colora\u00e7\u00e3o dessas les\u00f5es pode adquirir uma tonalidade acinzentada e pode atingir outras regi\u00f5es das plantas, como os colmos e as br\u00e1cteas da espiga.<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a de colora\u00e7\u00e3o das les\u00f5es \u00e9 resultante da produ\u00e7\u00e3o de esporos pelo agente causal da cerscosporiose, que podem ser facilmente dispersados atrav\u00e9s do vento e respingos de chuva.<\/p>\n<p>Entretanto, como o \u00fanico hospedeiro do <em>C. zeae-maydis <\/em>\u00e9 o milho, a pr\u00e1tica de rota\u00e7\u00e3o com outras culturas \u00e9 uma importante estrat\u00e9gia para lidar com a presen\u00e7a dessa doen\u00e7a na lavoura.<\/p>\n<p>Adicionalmente, o plantio de cultivares resistentes, a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas e a pr\u00e1tica de aduba\u00e7\u00e3o das lavouras, principalmente mantendo a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/dicas-para-entender-como-as-interacoes-entre-os-nutrientes-influenciam-a-dinamica-do-potassio-do-solo\/\">rela\u00e7\u00e3o nitrog\u00eanio\/pot\u00e1ssio<\/a> adequada, tamb\u00e9m s\u00e3o muito importantes para o controle eficiente da cercosporiose.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que essas medidas s\u00f3 ser\u00e3o realmente efetivas no longo prazo caso sejam aplicadas regionalmente, para evitar que essa doen\u00e7a da cultura do milho volte a se manifestar a partir de in\u00f3culo trazido pelo vento de lavouras vizinhas infectadas.<\/p>\n<p>\u00c9 o que recomendam Carlos Roberto Casela e outros pesquisadores, no estudo <em>Cultivo do milho: doen\u00e7as foliares.<\/em><\/p>\n<h3>3. A helmintosporiose<\/h3>\n<p>A helmintosporiose, assim como a cercosporiose, tamb\u00e9m \u00e9 outra das doen\u00e7as da cultura do milho que ocorre inicialmente nas folhas da regi\u00e3o baixeira das plantas.<\/p>\n<p>Mas, diferentemente da cercosporiose, a helmintosporiose \u00e9 uma doen\u00e7a que pode acometer somente as folhas e pode ser facilmente diferenciada das demais doen\u00e7as foliares do milho observando o tamanho, formato e cor das les\u00f5es.<\/p>\n<p>Normalmente, as les\u00f5es causadas pelo agente causal da cercosporiose apresentam um padr\u00e3o el\u00edptico alongado, de colora\u00e7\u00e3o marrom-acinzentada e com margens bem delimitadas pelas nervuras das folhas.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante destacar que o formato e o tamanho dessas les\u00f5es podem apresentar uma certa varia\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que essa doen\u00e7a da cultura do milho pode ser causada tanto pelo fungo <em>Exserohilum turcicum <\/em>quanto pelo fungo<em> Bipolaris maydis.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8816\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-helmintosporiose-Exserohilum-turcicum-em-milho.jpg\" alt=\"Sintomas da helmintosporiose (Exserohilum turcicum) em milho \" width=\"567\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-helmintosporiose-Exserohilum-turcicum-em-milho.jpg 567w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-helmintosporiose-Exserohilum-turcicum-em-milho-300x110.jpg 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Sintomas-da-helmintosporiose-Exserohilum-turcicum-em-milho-150x55.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" title=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Sintomas da helmintosporiose (Exserohilum turcicum) em milho (Fonte: Cota, L. V. &#8211; Embrapa Milho e Sorgo, 2021)<\/em><\/p>\n<p>De acordo com Jo\u00e3o Am\u00e9rico Wordell Filho, apesar dos gr\u00e3os n\u00e3o serem afetados diretamente por esses pat\u00f3genos, plantas severamente afetadas pela helmintosporiose podem apresentar <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/deficiencia-de-boro-no-milho\/\">espigas menores<\/a> do que as plantas sadias.<\/p>\n<p>\u00c9 o que ele e outros pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria e Extens\u00e3o Rural de Santa Catarina (Epagri) destacam, no estudo<em> Pragas e doen\u00e7as do milho Diagnose, danos e estrat\u00e9gias de manejo.<\/em><\/p>\n<p>Os pesquisadores ainda recomendam que o controle da helmintosporiose pode ser feito com a integra\u00e7\u00e3o de diferentes medidas, incluindo:<\/p>\n<ul>\n<li>A utiliza\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos resistentes e sementes sadias;<\/li>\n<li>A semeadura conforme zoneamento agroclim\u00e1tico;<\/li>\n<li>Quando necess\u00e1rio, a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas.<\/li>\n<li>A aduba\u00e7\u00e3o equilibrada.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>4. A ferrugem polisora<\/h3>\n<p>Outra doen\u00e7a foliar do milho que tem provocado um grande impacto negativo na <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/potassio-milho-para-silagem\/\">produtividade<\/a> da cultura \u00e9 a ferrugem polisora.<\/p>\n<p>Ela est\u00e1 inclusa entre os tr\u00eas principais tipos de ferrugem de maior ocorr\u00eancia no pa\u00eds, estando mais intensamente presente na regi\u00e3o central do Brasil e em \u00e1reas de cultivo de milho com altitudes inferiores a 700 m.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria, Rodrigo Veras da Costa, a ferrugem polisora j\u00e1 se encontra distribu\u00edda por toda a regi\u00e3o centro-oeste do pa\u00eds, noroeste de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e parte do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Isso acontece porque o agente causal dessa doen\u00e7a do milho, o fungo <em>Puccinia polysora<\/em>, \u00e9 facilmente disseminado pela a\u00e7\u00e3o do vento, como tamb\u00e9m por respingos de chuva.<\/p>\n<p>Quando as plantas de milho s\u00e3o infectadas por esse pat\u00f3geno, elas apresentam a forma\u00e7\u00e3o de pequenas p\u00fastulas alaranjadas em toda a sua parte a\u00e9rea, inclusive nas bainhas foliares e no pend\u00e3o no caso dos h\u00edbridos suscet\u00edveis.<\/p>\n<p>Conforme as plantas de milho se aproximam do est\u00e1dio de matura\u00e7\u00e3o, essas mesmas p\u00fastulas v\u00e3o adquirindo uma colora\u00e7\u00e3o marrom-escura. Contudo, \u00e9 importante destacar que essa doen\u00e7a pode ocorrer em todos os est\u00e1dios de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/a-epoca-de-aplicacao-de-potassio-pode-influenciar-o-desenvolvimento-e-produtividade-do-milho\/\">desenvolvimento do milho<\/a>.<\/p>\n<p>Dessa forma, muitas vezes, o monitoramento e controle da ferrugem polisora se estende a todo o ciclo da cultura com a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas e, principalmente, atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos resistentes.<\/p>\n<h3><strong>5. Os enfezamentos<\/strong><\/h3>\n<p>Os enfezamentos tamb\u00e9m est\u00e3o inclusos entre as doen\u00e7as da cultura do milho de grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica para o Brasil, causando registros de perdas severas em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Essa doen\u00e7a \u00e9 conhecida por reduzir o tamanho das plantas e levar \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o excessiva de pequenas espigas, podendo apresentar duas varia\u00e7\u00f5es dependendo do seu agente causal.<\/p>\n<p>A primeira delas \u00e9 o enfezamento vermelho causado pelo molicute fitoplasma e que \u00e9 caracterizado pelo avermelhamento das bordas das folhas e dos perfilhos da planta.<\/p>\n<p>A outra varia\u00e7\u00e3o dessa doen\u00e7a \u00e9 o enfezamento p\u00e1lido provocado pelo molicute espiroplasma, sendo caracterizado pela presen\u00e7a de estrias esbranqui\u00e7adas irregulares na base das folhas que se estendem em dire\u00e7\u00e3o ao \u00e1pice.<\/p>\n<p>Apesar das varia\u00e7\u00f5es dos sintomas, ambos os enfezamentos podem causar danos severos e irrevers\u00edveis \u00e0s lavouras que podem resultar em perdas de produ\u00e7\u00e3o de at\u00e9 100%, caso as condi\u00e7\u00f5es sejam favor\u00e1veis \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o dos pat\u00f3genos e \u00e0 progress\u00e3o das doen\u00e7as nas plantas.<\/p>\n<p>Tanto o fitoplasma e o espiroplasma s\u00e3o transmitidos principalmente pela <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/controle-cigarrinha-do-milho\/\">cigarrinha-do-milho<\/a>, um inseto conhecido por ser o vetor de pat\u00f3genos em diversas culturas de grande import\u00e2ncia agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Por isso, a integra\u00e7\u00e3o das medidas para o monitoramento e controle desse <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/enxofre-como-inseticida-como-ele-pode-ser-um-aliado-no-controle-de-pragas\/\">inseto-praga<\/a> com estrat\u00e9gias de minimiza\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o do complexo de enfezamentos do milho no campo s\u00e3o muito importantes para se alcan\u00e7ar um controle efetivo dessas doen\u00e7as<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_70771\"  width=\"1170\" height=\"658\"  data-origwidth=\"1170\" data-origheight=\"658\"  data-relstop=\"1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Mmp-VUdoyCo?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=1&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">A cigarrinha-do-milho \u00e9 um vetor comum de uma s\u00e9rie de enfezamentos do milho associados com quedas de produtividade, mas que pode ser controlada atrav\u00e9s da nutri\u00e7\u00e3o das plantas.<\/em><\/p>\n<p>Em sua participa\u00e7\u00e3o no evento online <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/como-controlar-a-cigarrinha-do-milho-de-forma-efetiva\/\">Encontro com Gigantes<\/a>, Rodrigo Neves Marques, Doutor em Entomologia Agr\u00edcola, destacou algumas <a href=\"https:\/\/youtu.be\/2OzxX-aDbCM\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">medidas de controle por fase da cultura<\/a>, como:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Pr\u00e9-plantio:<\/strong> a cria\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio de plantio mais restrito, a elimina\u00e7\u00e3o de plantas de milho tiguera\/guaxas, o plantio de h\u00edbridos com toler\u00e2ncia e o tratamento de sementes com inseticidas sist\u00eamicos;<\/li>\n<li><strong>Plantio:<\/strong> o monitoramento da praga no in\u00edcio de desenvolvimento do cultivo, a aduba\u00e7\u00e3o com nutrientes e <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/culturas\/milho\/como-o-silicio-influencia-na-produtividade-do-milho-e-na-resistencia-a-pragas\/\">elementos ben\u00e9ficos<\/a> e a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas e agentes de controle biol\u00f3gico;<\/li>\n<li><strong>P\u00f3s-plantio:<\/strong> a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 colheita e ao transporte, o monitoramento e controle das plantas hospedeiras secund\u00e1rias das cigarrinhas.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>6. As podrid\u00f5es do colmo<\/h3>\n<p>Assim como o complexo de enfezamento, a podrid\u00e3o do colmo do milho pode ser atribu\u00edda a uma grande variedade de agentes causais, dependendo dos sintomas das plantas e das pr\u00f3prias caracter\u00edsticas dos pat\u00f3genos. Dentre os principais pat\u00f3genos, podemos destacar:<\/p>\n<ul>\n<li><em>Colletotrichum graminicola;<\/em><\/li>\n<li><em>Fusarium verticillioides;<\/em><\/li>\n<li><em>Fusarium graminearum;<\/em><\/li>\n<li><em>Diplodia macrospora;<\/em><\/li>\n<li><em>Diplodia maydis.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Apesar de cada um desses agentes causais apresentarem suas particularidades, todos eles causam a podrid\u00e3o do colmo como um dos principais sintomas que pode ser observado nas lavouras.<\/p>\n<p>Geralmente, as podrid\u00f5es do colmo se iniciam pelas ra\u00edzes at\u00e9 atingirem os entren\u00f3s superiores da planta, podendo causar a redu\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/entenda-como-aumentar-a-capacidade-do-solo-de-reter-agua-e-nutrientes\/\">\u00e1gua e nutrientes<\/a> e o tombamento e morte prematura das plantas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, elas podem ter um efeito negativo sobre o tamanho e o peso dos gr\u00e3os, caso ocorram antes da fase de <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/quais-sao-as-funcoes-do-manganes-no-milho\/\">enchimento dos gr\u00e3os<\/a> do milho. Os impactos negativos podem se apresentar tamb\u00e9m na colheita, caso ocorram na fase de senesc\u00eancia das lavouras.<\/p>\n<p>Nesse \u00faltimo caso, grande parte das perdas de produ\u00e7\u00e3o estar\u00e3o relacionadas ao tombamento das plantas que dificultam a colheita mec\u00e2nica e exp\u00f5em as espigas \u00e0 a\u00e7\u00e3o de roedores e ao apodrecimento, pelo contato com o solo.<\/p>\n<p>Dentre as diferentes estrat\u00e9gias que o agricultor pode adotar para controlar essas doen\u00e7as da cultura do milho, as principais s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>A rota\u00e7\u00e3o e a sucess\u00e3o de culturas com esp\u00e9cies n\u00e3o hospedeiras do pat\u00f3geno;<\/li>\n<li>A semeadura de h\u00edbridos ou variedades resistentes;<\/li>\n<li>O plantio em condi\u00e7\u00f5es adequadas;<\/li>\n<li>O tratamento de sementes;<\/li>\n<li>A aduba\u00e7\u00e3o equilibrada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar que, em lavouras de milho sob sistema de plantio direto, o manejo das podrid\u00f5es do colmo \u00e9 geralmente mais dificultado. Isso porque grande parte do pat\u00f3genos s\u00e3o capazes de sobreviver nos restos da cultura e no solo.<\/p>\n<h3>7. As podrid\u00f5es da espiga<\/h3>\n<p>Por fim, n\u00e3o podemos deixar de destacar outro importante grupo de doen\u00e7as respons\u00e1veis por comprometer severamente a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/k-qualidade-producao-agricola\/\">qualidade do milho<\/a>, como tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o da cultura: as podrid\u00f5es de espigas.<\/p>\n<p>As podrid\u00f5es de espigas s\u00e3o respons\u00e1veis por causar uma caracter\u00edstica conhecida como \u201cgr\u00e3o ardido\u201d, que \u00e9 quando os gr\u00e3os de milho apresentam um escurecimento e perda parcial de peso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8817\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Comparacao-de-amostras-de-graos-de-milho-ardidos-A-e-sadios-B.jpg\" alt=\"Compara\u00e7\u00e3o de amostras de gr\u00e3os de milho ardidos (A) e sadios (B) \" width=\"567\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Comparacao-de-amostras-de-graos-de-milho-ardidos-A-e-sadios-B.jpg 567w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Comparacao-de-amostras-de-graos-de-milho-ardidos-A-e-sadios-B-300x139.jpg 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Comparacao-de-amostras-de-graos-de-milho-ardidos-A-e-sadios-B-150x70.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" title=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Compara\u00e7\u00e3o de amostras de gr\u00e3os de milho ardidos (A) e sadios (B) (Fonte: Costa, R. V. &#8211; Embrapa Milho e Sorgo, 2021)<\/em><\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es disso acontecer \u00e9 a a\u00e7\u00e3o dos fungos causadores das podrid\u00f5es da espiga, que, ao se alimentarem dos gr\u00e3os, liberam micotoxinas e degradam a qualidade geral dos mesmos.<\/p>\n<p>No Brasil, as principais podrid\u00f5es de espigas de milho s\u00e3o a podrid\u00e3o-branca da espiga, causada pela a\u00e7\u00e3o dos fungos <em>Diplodia macrospora<\/em> e <em>Diplodia maydis<\/em> e a podrid\u00e3o-rosada da ponta da espiga, causada pela a\u00e7\u00e3o do fungo <em>Fusarium graminearum.<\/em><\/p>\n<p>Como o pr\u00f3prio nome dessas doen\u00e7as da cultura do milho sugere, a principal diferen\u00e7a entre elas pode ser observada atrav\u00e9s da colora\u00e7\u00e3o das espigas, como tamb\u00e9m de outros sintomas espec\u00edficos de cada uma delas.<\/p>\n<p>No estudo <em>Doen\u00e7as na Cultura do Milho, <\/em>Carlos Roberto Casela e outros pesquisadores sugerem que o controle das podrid\u00f5es de espiga do milho pode ser feito evitando a semeadura do milho em locais onde h\u00e1 a presen\u00e7a de restos culturas infetados.<\/p>\n<p>Aqui, \u00e9 importante usar sementes sadias ou tradadas com fungicidas e escolhendo h\u00edbridos com bom empalhamento na ponta da espiga.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, eles sugerem que o controle adequado da irriga\u00e7\u00e3o, associado \u00e0 <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/produtividade-do-milho\/\">aduba\u00e7\u00e3o equilibrada,<\/a> tamb\u00e9m s\u00e3o medidas muito importantes para reduzir a incid\u00eancia das podrid\u00f5es de espiga nas lavouras.<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-71169564\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>As principais formas de controle das doen\u00e7as da cultura do milho integram diferentes estrat\u00e9gias<\/h2>\n<p>Em conclus\u00e3o, podemos perceber que diversas doen\u00e7as da cultura do milho podem afetar a produtividade e qualidade das lavouras nas suas mais diversas fases de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Assim, o agricultor deve estar constantemente realizando o monitoramento delas, a fim de definir qual ser\u00e1 o melhor conjunto de estrat\u00e9gias que ir\u00e1 garantir o controle efetivo dos seus agentes causais e vetores no campo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante estar sempre atento ao manejo adequado do solo, da irriga\u00e7\u00e3o e da <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/produtos-da-verde\/entenda-o-que-e-o-baks-e-as-suas-vantagens-para-uma-nova-agricultura\/\">aduba\u00e7\u00e3o das lavouras<\/a>, para alcan\u00e7ar tanto uma boa resposta do sistema de defesa natural das plantas de milho contra doen\u00e7as quanto das pr\u00f3prias medidas de controle adotadas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que existem doen\u00e7as da cultura do milho que podem comprometer at\u00e9 100% da produ\u00e7\u00e3o? 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