{"id":8715,"date":"2022-11-08T12:00:35","date_gmt":"2022-11-08T15:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=8715"},"modified":"2023-01-10T13:48:12","modified_gmt":"2023-01-10T16:48:12","slug":"pragas-do-eucalipto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/manejo-de-pragas-e-doencas\/pragas-do-eucalipto\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a quais s\u00e3o as principais pragas do eucalipto"},"content":{"rendered":"<p>Desde a introdu\u00e7\u00e3o do eucalipto no Brasil no s\u00e9culo XIX, essa cultura passou por um longo processo de adapta\u00e7\u00e3o, se tornando hoje uma das \u00e1rvores mais cultivadas no pa\u00eds. Entretanto, esse processo de adapta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se deu para as pragas, que migraram para o eucalipto e t\u00eam causado impactos severos na produ\u00e7\u00e3o dos plantios florestais. Conhe\u00e7a quais s\u00e3o as principais pragas do eucalipto e como fazer o seu manejo a campo!<\/p>\n<h2>Os insetos-pragas ex\u00f3ticos e nativos que ocorrem no eucalipto<\/h2>\n<p>Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de Florestas (Abraf), o Brasil hoje conta com mais de 5 milh\u00f5es de hectares de \u00e1rvores de eucalipto destinados para as mais diversas finalidades, como a produ\u00e7\u00e3o de madeira para serraria, papel, celulose e carv\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, anualmente, parte dessa <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/produtividade-do-eucalipto\/\">produ\u00e7\u00e3o<\/a> acaba sendo comprometida pela presen\u00e7a de pragas do eucalipto, especialmente nas diversas \u00e1reas de monocultivo espalhadas pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>As extensas \u00e1reas de eucalipto acabaram favorecendo o estabelecimento e a dispers\u00e3o de diversas esp\u00e9cies de insetos-pragas nos plantios florestais, sendo que muitas delas se adaptaram e migraram para o eucalipto a partir de esp\u00e9cies de plantas nativas da fam\u00edlia Myrtaceae, presentes no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, muitas pragas do eucalipto ex\u00f3ticas j\u00e1 introduzidas no Brasil tamb\u00e9m acabam sendo outra fonte de grande amea\u00e7a para a produ\u00e7\u00e3o comercial dessa cultura.<\/p>\n<p>Mas, quais s\u00e3o esses insetos-pragas ex\u00f3ticos e nativos que ocorrem no eucalipto?<\/p>\n<h3>1. As formigas cortadeiras e os insetos desfolhadores<\/h3>\n<p>As <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/como-controlar-as-formigas-cortadeiras-na-cultura-de-eucalipto\/\">formigas cortadeiras<\/a> s\u00e3o consideradas uma das principais pragas do eucalipto, afetando o desenvolvimento dessa cultura durante praticamente todo o seu ciclo produtivo ao longo dos anos.<\/p>\n<p>No Brasil, os dois principais g\u00eaneros que apresentam uma grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica aos plantios de eucalipto s\u00e3o os g\u00eaneros <em>Atta<\/em> e <em>Acromyrmex<\/em>, conhecidos popularmente como sa\u00favas e quenqu\u00e9ns, respectivamente.<\/p>\n<p>A diferencia\u00e7\u00e3o entre eles geralmente se d\u00e1 atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o das formigas e dos ninhos: as sa\u00favas apresentam tr\u00eas pares de espinhos no t\u00f3rax e t\u00eam seus ninhos recobertos por grandes montes de terra solta.<\/p>\n<p>J\u00e1 as quenqu\u00e9n apresentam de quatro a cinco pares de espinhos no t\u00f3rax e podem ou n\u00e3o ter um volume menor de terra solta ou ciscos sobre o ninho.<\/p>\n<p>A maior parte do dano provocado por essas pragas do eucalipto est\u00e1 associada ao seu h\u00e1bito de forrageamento, recolhendo grandes volumes de folhas e pequenos galhos para o interior do ninho principalmente no per\u00edodo da noite.<\/p>\n<p>Dentro do ninho, esse material forrageado \u00e9 direcionado para a manuten\u00e7\u00e3o dos fungos cultivados pelas formigas cortadeiras, que servem como alimento para a col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Entretanto, como as col\u00f4nias de formiga podem atingir de 3 a 8 milh\u00f5es de indiv\u00edduos, a quantidade de material forrageado pode acabar tendo um impacto severo sobre o <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/crescimento-do-eucalipto\/\">crescimento<\/a> e a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/qual-a-relacao-entre-epoca-de-aplicacao-de-potassio-e-a-produtividade-do-eucalipto\/\">produtividade do eucalipto<\/a>.<\/p>\n<p>Estima-se que algumas esp\u00e9cies de eucalipto desfolhadas totalmente ap\u00f3s o plantio podem perder de 18,9% a 20% do crescimento em di\u00e2metro e de 12% a 13% em altura. E, mesmo para aquelas plantas em idades mais avan\u00e7adas, com mais de 4 anos, as perdas de volume de madeira por desfolha podem alcan\u00e7ar mais de 40%.<\/p>\n<p>\u00c9 o que observaram Wilson Reis Filhos e seus colegas pesquisadores, no artigo<em> Danos causados por diferentes n\u00edveis de desfolha artificial para simula\u00e7\u00e3o do ataque de formigas cortadeiras em Pinus taeda e Eucalyptus grandis.<\/em><\/p>\n<p>Um dos principais m\u00e9todos para o controle de formigas cortadeiras consiste na realiza\u00e7\u00e3o do controle qu\u00edmico usando iscas granuladas \u00e0 base de sulfluramida ou fipronil. Entretanto, somente o seu uso n\u00e3o garante um controle efetivo das popula\u00e7\u00f5es desse inseto-praga.<\/p>\n<p>Por isso, recomenda-se que o controle qu\u00edmico esteja sempre associado a outras pr\u00e1ticas indicadas para o eucalipto dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP), como a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/culturas\/eucalipto\/silicio-no-eucalipto-manejo-e-importancia\/\">aplica\u00e7\u00e3o de sil\u00edcio<\/a>.<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_39521\"  width=\"1170\" height=\"658\"  data-origwidth=\"1170\" data-origheight=\"658\"  data-relstop=\"1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vPcNE3jN-n0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=1&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">O sil\u00edcio \u00e9 um elemento ben\u00e9fico que tem cada vez ganhado mais espa\u00e7o no manejo integrado de pragas, podendo ajudar tamb\u00e9m no controle das formigas cortadeiras<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m das formigas cortadeiras, existem outras pragas do eucalipto que tamb\u00e9m causam danos associados a desfolha das \u00e1rvores. Elas s\u00e3o os grilos, as <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/a-importancia-do-silicio-no-manejo-integrado-de-lagartas\/\">lagartas<\/a>, os besouros e os gorgulhos.<\/p>\n<p>Grande parte desses insetos s\u00e3o considerados altamente prol\u00edferos, ou seja, apresentam uma capacidade de se reproduzir em grandes quantidades caso as condi\u00e7\u00f5es ambientais sejam adequadas.<\/p>\n<p>Por isso, surtos dessas pragas do eucalipto podem se tornar muito recorrentes caso o seu manejo e controle n\u00e3o sejam adequados.<\/p>\n<p>Normalmente, o controle de insetos desfolhadores consiste no intenso monitoramento associado ao uso de agentes de controle biol\u00f3gico, como parasitoides de ovos e <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/saiba-mais-sobre-o-uso-de-fungos-entomopatogenicos-no-controle-biologico-de-pragas\/\">fungos entomopatog\u00eanicos<\/a>.<\/p>\n<h3>2. Os cupins<\/h3>\n<p>Diferentemente das formigas cortadeiras e dos insetos desfolhadores, os cupins s\u00e3o uma das pragas do eucalipto de dif\u00edcil previs\u00e3o de ocorr\u00eancia, por ficarem no solo durante todo o seu ciclo de vida.<\/p>\n<p>Os cupins s\u00e3o capazes de formar uma complexa rede de galerias no solo, que pode ser mais dispersa ou localizada dependendo da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie de mais f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o geralmente \u00e9 o cupim de mont\u00edculo (C<em>ornitermes cumulans<\/em>), que se alimenta de madeira morta e apresenta como caracter\u00edstica marcante um grande ninho de barro elevado sobre a superf\u00edcie do solo.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m existem algumas esp\u00e9cies que n\u00e3o apresentam uma estrutura de ninho t\u00e3o marcante, como o cupim de solo (<em>Syntermes sp.)<\/em> e o cupim de cerne (<em>Coptotermes testaceus<\/em>).<\/p>\n<p>O cupim de cerne, por exemplo, constr\u00f3i seus ninhos no solo e penetram o eucalipto atrav\u00e9s das <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/boro-enraizamento-de-plantas\/\">ra\u00edzes<\/a>, nos locais de apodrecimento da casca, na derrama de galhos e onde o cilindro central fica exposto, causando o broqueamento do cerne de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Vale notar que dano causado por essa praga do eucalipto \u00e9 diretamente proporcional ao aumento do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/potassio-qualidade-do-eucalipto\/\">di\u00e2metro da \u00e1rvore<\/a>.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, o controle de cupins \u00e9 realizado de forma preventiva com a imers\u00e3o de mudas em solu\u00e7\u00e3o inseticida e o seu monitoramento pode ser feito com a instala\u00e7\u00e3o de iscas de papel\u00e3o no solo.<\/p>\n<p>Como geralmente os focos de infesta\u00e7\u00e3o de cupins s\u00e3o pontuais, o uso de outros m\u00e9todos de controle localizados tem se mostrado bem eficiente a campo.<\/p>\n<p>Entretanto \u00e9 importante ressaltar que, no caso do cupim de mont\u00edculo, \u00e9 preciso ter cuidado com algumas pr\u00e1ticas de manejo do eucalipto que envolvem o revolvimento do solo, j\u00e1 que isso pode aumentar a dissemina\u00e7\u00e3o dos cupins na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 importante que antes dessas pr\u00e1ticas, o agricultor fa\u00e7a o controle dos ninhos aplicando, por exemplo, produtos \u00e0 base de endossulfan, fipronil ou clorpirif\u00f3s na c\u00e2mara de celulose do ninho com a ajuda de uma enxada ou um vergalh\u00e3o tipo sonda JP.<\/p>\n<h3>3. Os psil\u00eddeos e os percevejos<\/h3>\n<p>Outras pragas do eucalipto que s\u00e3o de grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica para essa cultura s\u00e3o os insetos sugadores, como os psil\u00eddeos e os percevejos.<\/p>\n<p>Ambos possuem um aparelho bucal sugador que, quando inserido no tecido vascular das plantas, retira \u00e1gua e nutrientes diretamente da seiva da planta causando:<\/p>\n<ul>\n<li>O enfraquecimento e a perda de vigor do eucalipto;<\/li>\n<li>A deforma\u00e7\u00e3o e a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/cinco-dicas-para-acabar-com-a-deficiencia-de-potassio-no-eucalipto\/\">queda prematura das folhas<\/a>;<\/li>\n<li>A retarda\u00e7\u00e3o do crescimento das \u00e1rvores;<\/li>\n<li>A diminui\u00e7\u00e3o da produtividade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m dos danos pela alimenta\u00e7\u00e3o, os psil\u00eddeos tamb\u00e9m podem causar danos indiretos \u00e0s plantas, particularmente quando as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o numerosas.<\/p>\n<p>Isso porque eles s\u00e3o capazes de secretar uma subst\u00e2ncia a\u00e7ucarada que favorece o crescimento de fungos sobre as folhas do hospedeiro, dificultando a fotoss\u00edntese das plantas.<\/p>\n<p>\u00c9 o que explicam Leonardo Rodrigues Barbosa e outros pesquisadores, no cap\u00edtulo <em>Pragas de eucaliptos <\/em>do material <em>O eucalipto e a Embrapa: quatro d\u00e9cadas de pesquisa e desenvolvimento.<\/em><\/p>\n<p>No Brasil, al\u00e9m de existirem esp\u00e9cies nativas de outras culturas que migraram para o eucalipto, existem relatos da introdu\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies ex\u00f3ticas j\u00e1 introduzidas no pa\u00eds que tem comprometido o desenvolvimento da cultura.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso do psil\u00eddeo-dos-ponteiros-do eucalipto (<em>Ctenarytaina spatullata<\/em>) e do percevejo bronzeado (<em>Thaumastocoris peregrinus<\/em>), ambos considerados pragas ex\u00f3ticas do eucalipto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8716\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Adulto-e-ninfas-de-percevejo-bronzeado-do-eucalipto-Thaumastocoris-peregrinus.png\" alt=\"Adulto e ninfas de percevejo bronzeado do eucalipto (Thaumastocoris peregrinus)\" width=\"378\" height=\"383\" title=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Adulto e ninfas de percevejo bronzeado do eucalipto (Thaumastocoris peregrinus) (Fonte: Barbosa, L. R. &#8211; Embrapa Florestas)<\/em><\/p>\n<p>Como tanto os percevejos quanto os psil\u00eddeos se encontram em uma regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso nas \u00e1rvores, o <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/drones-no-controle-biologico-nas-lavouras\/\">controle biol\u00f3gico<\/a> cl\u00e1ssico tem sido a principal estrat\u00e9gia adotada nos plantios florestais.<\/p>\n<p>Nos estados de S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais por exemplo, a libera\u00e7\u00e3o do parasitoide de ovos de percevejo <em>Cleruchoides noackae <\/em>tem demostrado uma grande contribui\u00e7\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o das infesta\u00e7\u00f5es e consequentes danos causados pela praga, obtendo taxas de parasitismo pr\u00f3ximas a 50%.<\/p>\n<p>\u00c9 o que observaram Leonardo Rodrigues Barbosa e outros pesquisadores, no artigo <em>Establishment in the field of Cleruchoides noackae (Hymenoptera: Mymaridae), an exotic egg parasitoid of Thaumastocoris peregrinus (Hemiptera: Thaumastocoridae).<\/em><\/p>\n<h3>4. A microvespa-do-eucalipto-citriodora e a vespa-de-galha-do-eucalipto<\/h3>\n<p>Por fim, n\u00e3o podemos deixar de destacar duas pragas do eucalipto que t\u00eam causado preju\u00edzos consider\u00e1veis aos cultivos do pa\u00eds: a microvespa-do-eucalipto-citriodora e a vespa-de-galha-do-eucalipto<\/p>\n<p>A microvespa-do-eucalipto-citriodora (<em>Epichrysocharis burwelli<\/em>), como o pr\u00f3prio nome sugere, \u00e9 uma praga exclusiva da esp\u00e9cie de eucalipto <em>Corymbia citriodora, <\/em>que \u00e9 destinada principalmente para a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leos essenciais.<\/p>\n<p>Quando presente em um plantio florestal, essa praga do eucalipto pode comprometer at\u00e9 80% da produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo nas folhas provenientes de planta\u00e7\u00f5es atacadas.<\/p>\n<p>Isso porque ela provoca a forma\u00e7\u00e3o de pequenas galhas globosas nas folhas durante o processo de ovoposi\u00e7\u00e3o que servem de entrada para <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/qual-a-importancia-do-enxofre-no-controle-de-pragas-e-doencas-das-plantas\/\">pat\u00f3genos<\/a> e comprometem as ves\u00edculas produtoras de \u00f3leos.<\/p>\n<p>Apesar de ainda n\u00e3o haver nenhuma t\u00e9cnica registrada no Brasil para o controle da microvespa-do-eucalipto-citriodora nos plantios comerciais, nos Estados Unidos j\u00e1 \u00e9 difundido o uso do controle qu\u00edmico localizado da esp\u00e9cie em arranjos florais.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso da vespa-de-galha-do-eucalipto (<em>Leptocybe invasa<\/em>), os danos causados por essa praga do eucalipto tamb\u00e9m est\u00e3o relacionados a forma\u00e7\u00e3o de galhas nos tecidos das plantas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, essas galhas acabam induzindo altera\u00e7\u00f5es estruturais e qu\u00edmicas nos tecidos das plantas que podem reduzir o crescimento de mudas e \u00e1rvores e eventualmente resultar na morte de mudas.<\/p>\n<p>Para o controle da vespa-de-galha-do-eucalipto, j\u00e1 existem difundidos diversos m\u00e9todos de controle cultural, como:<\/p>\n<ul>\n<li>O descarte de mudas com sinais de galhas na produ\u00e7\u00e3o de mudas;<\/li>\n<li>A <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/conheca-as-praticas-que-fazem-a-diferenca-para-se-obter-altas-produtividades-no-setor-florestal\/\">poda de ponteiros e ramos<\/a> de plantas atacadas no campo.<\/li>\n<li>O corte de ponteiros das minicepas no minijardim clonal;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entretanto, essas pr\u00e1ticas n\u00e3o t\u00eam sido eficientes em condi\u00e7\u00f5es de surto populacional da praga.<\/p>\n<p>Por isso o desenvolvimento de clones resistentes e o <a href=\"https:\/\/youtu.be\/Fd5Awy_--A4\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">controle biol\u00f3gico<\/a> t\u00eam se mostrado as duas principais estrat\u00e9gias utilizadas para minimizar e controlar as popula\u00e7\u00f5es dessa praga do eucalipto.<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-1727695214\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; 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Saiba quais s\u00e3o as principais pragas do eucalipto e como control\u00e1-las!<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[194],"tags":[373,885,222,838],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8715"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8715\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}