{"id":3367,"date":"2021-06-16T20:47:06","date_gmt":"2021-06-16T23:47:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=3367"},"modified":"2024-03-14T11:53:20","modified_gmt":"2024-03-14T14:53:20","slug":"saiba-como-a-tecnica-da-biorremediacao-do-solo-torna-a-agricultura-mais-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/tecnicas-agricolas\/saiba-como-a-tecnica-da-biorremediacao-do-solo-torna-a-agricultura-mais-sustentavel\/","title":{"rendered":"Saiba como a t\u00e9cnica da biorremedia\u00e7\u00e3o do solo torna a agricultura mais sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<div>A contamina\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua \u00e9 um problema que desafia a sociedade atual. Uma das ferramentas para superar esse desafio \u00e9 a biorremedia\u00e7\u00e3o, uma t\u00e9cnica que utiliza microrganismos ben\u00e9ficos na elimina\u00e7\u00e3o materiais poluentes, melhorando a qualidade do solo. Saiba mais sobre essa t\u00e9cnica e como ela pode ajudar a tornar a agricultura mais sustent\u00e1vel.<\/div>\n<h2>O que \u00e9 a biorremedia\u00e7\u00e3o do solo?<\/h2>\n<p>A biorremedia\u00e7\u00e3o \u00e9 o uso de processos biol\u00f3gicos para degradar, ou seja, eliminar ou remover, subst\u00e2ncias contaminantes de recursos ambientais, como a \u00e1gua ou o solo. Ela acontece naturalmente atrav\u00e9s dos processos metab\u00f3licos de bact\u00e9rias, fungos e plantas que transformam os materiais contaminantes em fontes de carbono e energia.<\/p>\n<p>O processo de urbaniza\u00e7\u00e3o e o consequente crescimento da popula\u00e7\u00e3o mundial trouxe a <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/nova-revolucao-verde\/\">necessidade de produzir mais alimentos<\/a>, que por sua vez levou a um processo de industrializa\u00e7\u00e3o da agricultura.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora Arlete Moyses Rodrigues, no artigo <em>Produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e ambiente urbano, <\/em>entre as consequ\u00eancias dessa industrializa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola est\u00e3o o aumento dos sistemas agr\u00edcolas e dos fluxos de res\u00edduos, bem como o aumento da frequ\u00eancia de acidentes com diferentes poluentes.<\/p>\n<p>Assim, o uso da biorremedia\u00e7\u00e3o como uma t\u00e9cnica que acelera e otimiza os processos biol\u00f3gicos de descontamina\u00e7\u00e3o se torna uma alternativa para mitigar os danos causados pelos poluentes no solo e na \u00e1gua.<\/p>\n<p>A biorremedia\u00e7\u00e3o pode ser realizada de duas formas: \u201c<em>in situ<\/em>\u201d, no local onde ocorreu a contamina\u00e7\u00e3o, ou \u201c<em>ex situ<\/em>\u201d, quando a por\u00e7\u00e3o contaminada do solo ou da \u00e1gua s\u00e3o levados para tratamento em outro lugar. Existem diversas maneiras de implementar a biorremedia\u00e7\u00e3o nos processos agr\u00edcolas. Entre elas, est\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"margin-bottom: 25px;\"><strong>Bioestimula\u00e7\u00e3o: <\/strong>na bioestimula\u00e7\u00e3o, o objetivo \u00e9 aumentar a atividade microbiana da popula\u00e7\u00e3o nativa do solo. Isso \u00e9 poss\u00edvel com a adi\u00e7\u00e3o de nutrientes como nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo. Al\u00e9m disso, podem ser utilizados surfactantes ou tensoativos, subst\u00e2ncias que aumentam a biodisponilidade do material contaminante para que os microrganismos possam degrad\u00e1-lo. Parte da bioestimula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m consiste em promover melhorias em par\u00e2metros como a aera\u00e7\u00e3o do solo e monitorar e corrigir a umidade e o pH do solo.<\/li>\n<li style=\"margin-bottom: 25px;\"><strong>Bioaumenta\u00e7\u00e3o: <\/strong>na bioaumenta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o introduzidos microrganismos cultivados dentro do ecossistema natural contaminado. Esses microrganismos degradam as cadeias de hidrocarbonetos do material contaminante, transformando em fonte de carbono e reduzindo a sua concentra\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.<\/li>\n<li style=\"margin-bottom: 25px;\"><strong>Fitorremedia\u00e7\u00e3o: <\/strong>na fitorremedia\u00e7\u00e3o, \u00e9 utilizado um sistema vegetal e sua microbiota para acelerar o processo de degrada\u00e7\u00e3o do material contaminante. Por\u00e9m, \u00e9 preciso que a planta seja espec\u00edfica para aquele contaminante, al\u00e9m de observar caracter\u00edsticas como boa capacidade de absor\u00e7\u00e3o, sistema radicular profundo, taxa de crescimento acelerada e resist\u00eancia ao material poluente.<\/li>\n<li style=\"margin-bottom: 25px;\"><strong>Bioventila\u00e7\u00e3o ou bioaera\u00e7\u00e3o: <\/strong>na bioventila\u00e7\u00e3o, \u00e9 adicionado oxig\u00eanio no solo contaminado, para estimular o crescimento dos microrganismos naturais presentes no sistema ou que tenham sido introduzidos nele. Essa t\u00e9cnica de biorremedia\u00e7\u00e3o tem a vantagem de poder ser implementada facilmente e atuar em locais de dif\u00edcil acesso. Entretanto, tem efic\u00e1cia limitada em solos com baixa umidade, pouca permeabilidade ou quando o contaminante n\u00e3o se degrada em meio aer\u00f3bio.<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/COnOiZ7Ln4e\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"13\">\n<div style=\"padding: 16px;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;\"><\/div>\n<div style=\"padding-top: 8px;\">\n<div style=\"color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\">\n<div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: 8px;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: auto;\">\n<div style=\"width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;\"><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\"><a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/COnOiZ7Ln4e\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Verde AgriTech (@verdeagritech)<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fab\u00edola Tomassoni e outros pesquisadores, no estudo <em>T\u00e9cnica de biorremedia\u00e7\u00e3o do solo <\/em>destaca que as vantagens da biorremedia\u00e7\u00e3o s\u00e3o a degrada\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias contaminantes do ecossistema, ao inv\u00e9s da simples transfer\u00eancia das por\u00e7\u00f5es contaminadas para outro lugar, o que n\u00e3o resolve o problema.<\/p>\n<p>Entretanto, os pesquisadores chamam a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que o sucesso da t\u00e9cnica depende das condi\u00e7\u00f5es locais e regionais, como clima, tipo de solo, par\u00e2metros como pH, concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica, aera\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a dos microrganismos decompositores.<\/p>\n<p>Mas, quais s\u00e3o as esp\u00e9cies de microrganismos que podem ser utilizadas na biorremedia\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-1722487140\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>Os microrganismos que podem ser usados na biorremedia\u00e7\u00e3o do solo<\/h2>\n<p>Existe uma variedade de microrganismos e at\u00e9 mesmo plantas que podem ser utilizadas na t\u00e9cnica da biorremedia\u00e7\u00e3o do solo. Entre eles, podemos destacar:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0 As bact\u00e9rias:<\/p>\n<ul>\n<li><em>Pseudomonas sp.<\/em><\/li>\n<li><em>Azoarcus sp.<\/em><\/li>\n<li><em>Bacillus sp.<\/em><\/li>\n<li><em>Shpingomonas paucibomobilis<\/em><\/li>\n<li><em>Geothrix fermentans<\/em><\/li>\n<li><em>Xanthomonas sp.<\/em><\/li>\n<li><em>Rastonia sp.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211;\u00a0 Os actnomicetos:<\/p>\n<ul>\n<li><em>Nocardiopsis sp.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211;\u00a0 Os fungos:<\/p>\n<ul>\n<li><em>Phaneroqueta sp. <\/em><\/li>\n<li><em>Pleurotus ostreatus<\/em><\/li>\n<li><em>Coriolus versicolor<\/em><\/li>\n<li><em>Candida albicans<\/em><\/li>\n<li><em>Candida tropicalis<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Cada microrganismo age em um determinado tipo de contaminante e \u00e9 preciso avaliar quais s\u00e3o os mais adequados para cada situa\u00e7\u00e3o. A Doutora em Microbiologia Aplicada e professora da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), Dra. M\u00e1rcia Maria Rosa Magri, <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/como-os-microrganismos-podem-melhorar-o-ecossistema-do-solo\/\">explica um pouco sobre a biorremedia\u00e7\u00e3o<\/a>, al\u00e9m de outras fun\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas dos microrganismos para o solo:<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_54116\"  width=\"1170\" height=\"658\"  data-origwidth=\"1170\" data-origheight=\"658\"  data-relstop=\"1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JMezRzSWbHc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=1&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"margin-top: 40px !important;\">Entre essas fun\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas dos microrganismos, tamb\u00e9m chamadas de servi\u00e7os ambientais, est\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>os processos de forma\u00e7\u00e3o do solo;<\/li>\n<li>a decomposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos;<\/li>\n<li>a fixa\u00e7\u00e3o de carbono;<\/li>\n<li>a ciclagem e disponibiliza\u00e7\u00e3o de nutrientes;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Assim, devido ao seu uso na t\u00e9cnica da biorremedia\u00e7\u00e3o e aos servi\u00e7os ambientais que eles realizam, \u00e9 importante preservar os microrganismos do solo, utilizando-os como uma ferramenta para uma agricultura mais saud\u00e1vel. E os fertilizantes utilizados no manejo agr\u00edcola podem contribuir nisso.<\/p>\n<h2>Por que \u00e9 importante preservar os microrganismos ben\u00e9ficos do solo?<\/h2>\n<p>Propiciar um ambiente que favore\u00e7a o desenvolvimento das comunidades microbianas ben\u00e9ficas \u00e9 essencial para o agricultor que quer ter um ecossistema do solo saud\u00e1vel e que garanta que os servi\u00e7os ambientais dos microrganismos v\u00e3o ser desempenhados.<\/p>\n<p>Para isso, \u00e9 preciso estar atento aos dois principais processos que causam o desaparecimento dos microrganismos do solo: <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/entenda-os-impactos-da-salinidade-para-a-microbiota-do-solo-e-como-evita-los\/\">a saliniza\u00e7\u00e3o<\/a> e a esteriliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A saliniza\u00e7\u00e3o ocorre quando h\u00e1 um aumento constante de sais sol\u00faveis ao solo por meio da aplica\u00e7\u00e3o recorrente de insumos agr\u00edcolas, como fertilizantes, com elevado \u00edndice salino. Em um ambiente mais salino, a osmose faz com que os microrganismos percam \u00e1gua para o meio e morram durante o processo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, de forma mais direta, os microrganismos s\u00e3o eliminados na presen\u00e7a de compostos nocivos para o seu metabolismo, como o cloro, tornando o solo est\u00e9ril.<\/p>\n<h2>O papel dos fertilizantes na preserva\u00e7\u00e3o dos microrganismos ben\u00e9ficos do solo<\/h2>\n<p>Por isso, \u00e9 importante que o agricultor sempre esteja atento \u00e0s formula\u00e7\u00f5es dos fertilizantes utilizados no manejo agr\u00edcola. Al\u00e9m de insumos que possam nutrir adequadamente as plantas, \u00e9 preciso buscar fontes de nutrientes que favore\u00e7am as comunidades microbianas do solo.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso, por exemplo, dos <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/produtos-da-verde\/entenda-o-que-e-o-baks-e-as-suas-vantagens-para-uma-nova-agricultura\/\">fertilizantes<\/a> produzidos a partir do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/potassio\/o-que-e-o-siltito-glauconitico-e-como-ele-pode-ser-utilizado-como-fertilizante-agricola\/\">Siltito Glaucon\u00edtico<\/a>.<\/p>\n<p>Essa mat\u00e9ria-prima \u00e9 livre de salinidade e \u00e9 rica em <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/potassio\/entenda-o-que-e-a-glauconita-e-os-beneficios-do-seu-uso-como-fertilizante\/\">glauconita<\/a>, um mineral que melhora as propriedades do solo e ajuda a criar um ecossistema saud\u00e1vel no solo, que permite que os microrganismos ben\u00e9ficos exer\u00e7am todo o seu potencial.<\/p>\n<div class=\"shortcode_mobile\"><!--mobile-->\r\n<p><a href=\"https:\/\/conteudo.verde.ag\/kforte-fertilizante\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=Blog||Artigo&amp;utm_adset_name=banner&amp;utm_content=KFORTE-BANNER-MOBILE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img class=\"alignnone size-full wp-image-10080\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/KForte_Banner_Mobile.jpg\" alt=\"-\" width=\"800\" height=\"400\" title=\"\"><\/a><\/p>\r\n<\/div>\r\n<div class=\"shortcode_desktop\"><!--desktop-->\r\n<p><a href=\"https:\/\/conteudo.verde.ag\/kforte-fertilizante\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=Blog||Artigo&amp;utm_adset_name=banner&amp;utm_content=KFORTE-BANNER-DESKTOP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img class=\"alignnone size-full wp-image-10080\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/KForte_Banner_Desktop1.jpg\" alt=\"-\" width=\"800\" height=\"200\" title=\"\"><\/a><\/p>\r\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba mais sobre a biorremedia\u00e7\u00e3o do solo, uma t\u00e9cnica que utiliza microrganismos na elimina\u00e7\u00e3o materiais poluentes, melhorando a qualidade do solo.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":3370,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[190],"tags":[254,885,224,219],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3367"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3367\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}