{"id":3077,"date":"2021-05-11T18:16:37","date_gmt":"2021-05-11T21:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=3077"},"modified":"2023-01-10T14:15:02","modified_gmt":"2023-01-10T17:15:02","slug":"entenda-como-condicoes-de-estresse-afetam-as-plantas-e-como-lidar-com-elas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/consultores-do-agro\/entenda-como-condicoes-de-estresse-afetam-as-plantas-e-como-lidar-com-elas\/","title":{"rendered":"Entenda como condi\u00e7\u00f5es de estresse afetam as plantas e como lidar com elas"},"content":{"rendered":"<p>As plantas s\u00e3o constantemente submetidas a condi\u00e7\u00f5es ambientais que influenciam a produtividade da lavoura. Alguns fatores podem ocasionar estresse, como \u00e1gua, luz, temperatura, conte\u00fado de nutrientes e toxinas, como sais e metais pesados, principalmente quando estes n\u00e3o est\u00e3o disponibilizados em n\u00edveis adequados. O excesso ou defici\u00eancia de qualquer um destes fatores pode reduzir a produ\u00e7\u00e3o e causar grandes preju\u00edzos econ\u00f4micos. Mas como lidar com isso?<\/p>\n<h2>Entendendo como as condi\u00e7\u00f5es de estresse afetam as plantas<\/h2>\n<p>As plantas reagem com diversas respostas diferentes em condi\u00e7\u00f5es de estresse, com o objetivo de manter seu crescimento e reprodu\u00e7\u00e3o mesmo em situa\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis. O resultado disso vai depender do n\u00edvel do estresse, ou seja, quanto mais desequilibrado est\u00e1 o ambiente de cultivo, mais afetada ser\u00e1 a produtividade.<\/p>\n<p>Isso acontece porque a planta direciona sua energia para conseguir reverter a situa\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de concentr\u00e1-la na produ\u00e7\u00e3o e enchimento de gr\u00e3os e frutos.<\/p>\n<p>Esta resposta de redu\u00e7\u00e3o de produtividade \u00e9 comum \u00e0s esp\u00e9cies agr\u00edcolas mesmo em baixo n\u00edvel de estresse. Apesar disso, a redu\u00e7\u00e3o na produtividade \u00e9 precedida de outras respostas mais espec\u00edficas de cada cultura, pois isso depende de qual n\u00edvel de estresse determinada planta \u00e9 capaz de suportar.<\/p>\n<p>Este fato justifica a import\u00e2ncia de personalizar o manejo de acordo com as caracter\u00edsticas da sua lavoura e da sua regi\u00e3o de cultivo.<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-2283218056\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>O estresse salino e seus impactos nas plantas<\/h2>\n<p>Um dos tipos de estresse que acomete as plantas \u00e9 o salino, que \u00e9 caracterizado pelo aumento das concentra\u00e7\u00f5es de sais no ambiente de cultivo. Ele \u00e9 classificado como estresse abi\u00f3tico, visto que \u00e9 um fator externo, ou seja, sem vida, que exerce influ\u00eancia sobre as plantas.<\/p>\n<p>V\u00e1rios aspectos que envolvem a produ\u00e7\u00e3o vegetal s\u00e3o influenciados pela salinidade, podendo tornar a atividade agr\u00edcola economicamente invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>A salinidade na agricultura \u00e9 proveniente da presen\u00e7a de sais na \u00e1gua, no solo ou nos dois. Ela pode ser originada por condi\u00e7\u00f5es naturais ou por a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica, ou seja, por interfer\u00eancia do homem no ambiente.<\/p>\n<p>O importante a destacar aqui \u00e9 a salinidade resultante de a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica, visto que o tipo de manejo adotado, principalmente de aduba\u00e7\u00e3o e irriga\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m tem forte influ\u00eancia nesse par\u00e2metro.<\/p>\n<p>O cloro e o s\u00f3dio s\u00e3o os principais \u00edons que aumentam a salinidade do solo e, frequentemente, s\u00e3o inseridos na lavoura a partir da aduba\u00e7\u00e3o. \u00c9 claro que isso depende das fontes de nutrientes que s\u00e3o utilizadas, uma vez que existem fertilizantes livres destes \u00edons e com baixo \u00edndice salino.<\/p>\n<p>Assim, os fertilizantes que possuem cloro em sua constitui\u00e7\u00e3o podem aumentar a saliniza\u00e7\u00e3o do solo e ocasionar estresse salino nas plantas. Al\u00e9m disso, estes \u00edons podem ser acumulados em altos n\u00edveis nos tecidos vegetais, causando toxicidade a ponto de reduzir o desenvolvimento e a produtividade.<\/p>\n<p>Os sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o das plantas pela alta concentra\u00e7\u00e3o de sais s\u00e3o vis\u00edveis, principalmente, nas folhas e nas ra\u00edzes, prejudicando a absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e nutrientes, al\u00e9m da fotoss\u00edntese, resultando em queda de produtividade da\u00a0 lavoura.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3078\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-1.png\" alt=\"sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o das plantas\" width=\"368\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-1.png 368w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-1-300x112.png 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-1-251x93.png 251w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" title=\"\"><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3079\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-2.png\" alt=\"sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o das plantas\" width=\"374\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-2.png 374w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-2-300x200.png 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-2-360x240.png 360w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-2-251x167.png 251w\" sizes=\"(max-width: 374px) 100vw, 374px\" title=\"\"><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3080\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-3.png\" alt=\"sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o das plantas\" width=\"373\" height=\"107\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-3.png 373w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-3-300x86.png 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/sintomas-da-intoxicacao-das-plantas-3-251x72.png 251w\" sizes=\"(max-width: 373px) 100vw, 373px\" title=\"\"><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3081\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sintomas-de-alta-concentracao-de-sais-nas-plantas.png\" alt=\"Sintomas de alta concentra\u00e7\u00e3o de sais nas plantas. (Fontes: Fahad et al. 2014; Gheyi et al., 2016; Ueno, 2016 e Zhilei et al., 2018.)\" width=\"377\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sintomas-de-alta-concentracao-de-sais-nas-plantas.png 377w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sintomas-de-alta-concentracao-de-sais-nas-plantas-300x186.png 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sintomas-de-alta-concentracao-de-sais-nas-plantas-251x156.png 251w\" sizes=\"(max-width: 377px) 100vw, 377px\" title=\"\"><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Sintomas de alta concentra\u00e7\u00e3o de sais nas plantas. (Fontes: Fahad et al. 2014; Gheyi et al., 2016;\u00a0 Ueno, 2016 e Zhilei et al., 2018.)<\/em><\/p>\n<p>Em casos de toxidez, uma das formas para retirar a alta concentra\u00e7\u00e3o de sais no solo \u00e9 aplicar t\u00e9cnicas de lixivia\u00e7\u00e3o destes sais, que \u00e9 a lavagem destes sais presentes no solo, reduzindo sua concentra\u00e7\u00e3o na zona radicular a partir do manejo da irriga\u00e7\u00e3o, aplicando uma l\u00e2mina de \u00e1gua maior do que a necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m realizar t\u00e9cnicas de drenagem para retirar o excesso de \u00e1gua dos solos e diminuir a concentra\u00e7\u00e3o de sais nas camadas superficiais.<\/p>\n<p>Em vista disso, a melhor estrat\u00e9gia \u00e9 evitar a saliniza\u00e7\u00e3o do seu solo.<\/p>\n<h2>Voc\u00ea sabia que a resposta das plantas \u00e0 alta salinidade \u00e9 similar \u00e0 seca?<\/h2>\n<p>Que a seca afeta fortemente a produtividade das culturas agr\u00edcolas n\u00f3s j\u00e1 sabemos. Tamb\u00e9m sabemos que, quanto menor o suprimento da demanda de \u00e1gua exigida pela cultura, mais esta cultura sofre. Mas voc\u00ea sabia que a resposta das plantas \u00e0 alta salinidade \u00e9 similar \u00e0 seca?<\/p>\n<p>Isso ocorre porque em situa\u00e7\u00f5es de alta salinidade, as plantas apresentam dificuldade em extrair \u00e1gua do solo.<\/p>\n<p>Os motivos s\u00e3o diferentes: na seca, a planta n\u00e3o absorve \u00e1gua, obviamente, porque n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua dispon\u00edvel. Entretanto, em situa\u00e7\u00f5es de estresse salino, a \u00e1gua pode estar dispon\u00edvel no sistema, por\u00e9m a planta n\u00e3o consegue absorver de forma eficiente.<\/p>\n<p>Vamos explicar melhor. O movimento da \u00e1gua no sistema, ou seja, o quanto a planta vai absorver \u00e1gua do solo e perder para a atmosfera, \u00e9 influenciado pela diferen\u00e7a de energia entre os tr\u00eas fatores agora citados &#8211; o solo, a planta e a atmosfera.<\/p>\n<p>Basicamente, a \u00e1gua se movimenta de locais com maior energia para locais de menor energia em busca do equil\u00edbrio. Tecnicamente, chamamos isso de gradiente de potencial.<\/p>\n<p>Este potencial \u00e9 afetado, entre outros fatores, pela presen\u00e7a de sais no solo. Consequentemente, a alta concentra\u00e7\u00e3o destes sais afeta tamb\u00e9m o movimento da \u00e1gua no sistema.<\/p>\n<p>A salinidade diminui o potencial, o qual \u00e9 chamado de potencial osm\u00f3tico. Lembra nas aulas de biologia, que a \u00e1gua sai de onde tem mais energia (maior potencial) para onde tem menos energia (menor potencial)?<\/p>\n<p>Logo, nestas condi\u00e7\u00f5es, o local onde tem menor potencial \u00e9 o solo e, ent\u00e3o, a planta apresenta dificuldade na absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e, consequentemente, de nutrientes.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3082\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Quanto-maior-o-nivel-de-salinidade-do-solo-maior-e-a-porcentagem-de-reducao-na-absorcao-de-agua-pelas-plantas.png\" alt=\"Quanto maior o n\u00edvel de salinidade do solo, maior \u00e9 a porcentagem de redu\u00e7\u00e3o na absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas plantas (Fonte: Gheyi et al., 2016).\" width=\"480\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Quanto-maior-o-nivel-de-salinidade-do-solo-maior-e-a-porcentagem-de-reducao-na-absorcao-de-agua-pelas-plantas.png 480w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Quanto-maior-o-nivel-de-salinidade-do-solo-maior-e-a-porcentagem-de-reducao-na-absorcao-de-agua-pelas-plantas-300x242.png 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Quanto-maior-o-nivel-de-salinidade-do-solo-maior-e-a-porcentagem-de-reducao-na-absorcao-de-agua-pelas-plantas-251x202.png 251w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" title=\"\"><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Quanto maior o n\u00edvel de salinidade do solo, maior \u00e9 a porcentagem de redu\u00e7\u00e3o na absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas plantas (Fonte: Gheyi et al., 2016).<\/em><\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es ideais de cultivo e em ambientes equilibrados, por exemplo, a perda de \u00e1gua pelas plantas \u00e9 vantajosa para permitir que a fotoss\u00edntese ocorra de forma eficiente e para que as esp\u00e9cies vegetais se desenvolvam em seu potencial.<\/p>\n<p>Entretanto, quando h\u00e1 dificuldade em extrair a \u00e1gua do solo, seja pela defici\u00eancia ou pela alta salinidade, v\u00e1rios processos ocorrem dentro da planta para evitar a perda de \u00e1gua, como:<\/p>\n<ul>\n<li>Mudan\u00e7as no metabolismo;<\/li>\n<li>Mudan\u00e7as no balan\u00e7o hormonal;<\/li>\n<li>Mudan\u00e7as nas trocas gasosas das plantas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estes processos prejudicam a fotoss\u00edntese e reduzem o crescimento e a produtividade das culturas.<\/p>\n<p>Apesar disso, a resposta das plantas aos tipos de estresse depende da esp\u00e9cie, do est\u00e1dio fenol\u00f3gico, da intensidade, dura\u00e7\u00e3o e frequ\u00eancia do estresse. Dessa forma, quanto mais cedo conseguir reverter esta situa\u00e7\u00e3o, ou evit\u00e1-la, melhor \u00e9 para o\u00a0 cultivo e produtividade.<\/p>\n<p>De forma geral, as frut\u00edferas e as hortali\u00e7as s\u00e3o consideradas culturas muito sens\u00edveis \u00e0 salinidade, enquanto o algod\u00e3o, por exemplo, \u00e9 mais tolerante.<\/p>\n<p>Para fins comparativos<strong>,<\/strong> a esp\u00e9cie <em>Euhalophyte Salicornia europaea<\/em> L. foi considerada como uma das mais tolerantes ao sal em todo o mundo, podendo tolerar mais de 1000 mM de NaCl. \u00c9 o que escreve Sulian e seus colaboradores no estudo <em>Multiple compartmentalization of sodium conferred salt tolerance in Salicornia europaea.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 no caso da bananeira, alguns estudos demonstram sensibilidade em concentra\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas a 100 mM de NaCl, ou seja, dez vezes menor.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podemos avaliar a sensibilidade das culturas \u00e0 salinidade a partir da mensura\u00e7\u00e3o da condutividade el\u00e9trica (CE) do solo utilizando um equipamento denominado condutiv\u00edmetro ou sensores de umidade de solo espec\u00edficos para esta finalidade.<\/p>\n<p>Quanto maior a condutividade el\u00e9trica, em dS\/m, maior \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o de sais no solo. A exemplo disso, o algod\u00e3o possui redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o potencial a partir de uma CE no solo de 7,7 dS\/m. J\u00e1 para cana-de-a\u00e7\u00facar, milho e citros, esta redu\u00e7\u00e3o \u00e9 a partir de 1,7 dS\/m. Estes dados podem ser encontrados na publica\u00e7\u00e3o <em>Fundamentos da Drenagem Agr\u00edcola,<\/em> de Duarte e demais autores.<\/p>\n<h2>O estresse salino pode afetar tamb\u00e9m a absor\u00e7\u00e3o de nutrientes!<\/h2>\n<p>Uma das principais formas de absor\u00e7\u00e3o de nutrientes pelas plantas \u00e9 o chamado fluxo de massa, no qual o elemento se move juntamente com a \u00e1gua do solo.<\/p>\n<p>Basicamente, o nutriente utiliza a \u00e1gua como ve\u00edculo de transporte. O fluxo de massa ocorre a partir da diferen\u00e7a de energia, ou o j\u00e1 mencionado potencial, entre o solo e a raiz. A \u00e1gua arrasta consigo os nutrientes e este movimento \u00e9 estimulado pela transpira\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>Em resumo, vimos que a alta concentra\u00e7\u00e3o de sais \u00e9 um dos motivos que dificultam a absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e que a planta, por sua vez, evita a perda de \u00e1gua reduzindo a transpira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se a absor\u00e7\u00e3o dos nutrientes via fluxo de massa \u00e9 estimulada pela transpira\u00e7\u00e3o e a transpira\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzida em alta salinidade, qual \u00e9 o resultado esperado?<\/p>\n<p>A absor\u00e7\u00e3o dos nutrientes por fluxo de massa ser\u00e1 prejudicada e a efici\u00eancia da aduba\u00e7\u00e3o reduzida \u2013 o que impacta na baixa absor\u00e7\u00e3o dos nutrientes, e em consequente baixa produtividade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as plantas se desenvolvem menos em ambientes salinizados, uma vez que a redu\u00e7\u00e3o da transpira\u00e7\u00e3o compromete a efici\u00eancia da fotoss\u00edntese, o que resulta em menor volume das ra\u00edzes que absorvem os nutrientes.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 extremamente importante que voc\u00ea evite a saliniza\u00e7\u00e3o do seu solo e proporcione um ambiente mais equilibrado ao seu cultivo, garantindo a sa\u00fade e a produtividade da sua lavoura!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda mais sobre fatores podem ocasionar estresse nas plantas, como \u00e1gua, luz, temperatura, conte\u00fado de nutrientes e toxinas, como sais e metais pesados.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":3083,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[203],"tags":[615,885,216],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3077"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3077"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3077\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}