{"id":2777,"date":"2021-03-30T21:13:04","date_gmt":"2021-03-31T00:13:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=2777"},"modified":"2023-01-16T15:21:14","modified_gmt":"2023-01-16T18:21:14","slug":"ulexita-fonte-de-boro-vantajosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/ulexita-fonte-de-boro-vantajosa\/","title":{"rendered":"Entenda o que \u00e9 a ulexita e porque ela \u00e9 uma fonte de boro vantajosa"},"content":{"rendered":"<p>Pensar no boro durante o planejamento do manejo nutricional \u00e9 muito importante, uma vez que a defici\u00eancia desse elemento pode prejudicar o desenvolvimento e a produtividade da lavoura. Entenda o que \u00e9 a ulexita e porque ela \u00e9 uma fonte de boro vantajosa para o agricultor.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a ulexita e qual a import\u00e2ncia do boro para as plantas<\/h2>\n<p>A ulexita \u00e9 um mineral da classe dos boratos, sendo mais especificamente um borato hidratado de s\u00f3dio e c\u00e1lcio. A sua f\u00f3rmula qu\u00edmica \u00e9 NaCaB<sub>5<\/sub>O<sub>6<\/sub>(OH)<sub>6<\/sub>.5(H<sub>2<\/sub>O) e ela \u00e9 encontrada em regi\u00f5es \u00e1ridas, praias salinas e lagos salinos ressecados.<\/p>\n<p>Como o nome da sua classe sugere, a ulexita tem em sua composi\u00e7\u00e3o o boro. Esse elemento pertence ao grupo dos micronutrientes, mas n\u00e3o por isso \u00e9 menos importante no desenvolvimento das plantas. Entre outros, o boro est\u00e1 associado a processos como:<\/p>\n<ul>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o de novos tecidos;<\/li>\n<li>S\u00edntese da parede celular;<\/li>\n<li>Lignifica\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Garantia da integridade da membrana celular;<\/li>\n<li>Metabolismo de carboidratos e de horm\u00f4nios vegetais;<\/li>\n<li>Ativa\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica;<\/li>\n<li>S\u00edntese proteica.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No estudo <em>Micronutrientes e metais pesados, mitos, mistifica\u00e7\u00e3o e fatos<\/em>, o renomado engenheiro agr\u00f4nomo Eur\u00edpedes Malavolta chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que muitas culturas no Brasil s\u00e3o deficientes em boro. Algumas, como o caf\u00e9, tem uma defici\u00eancia bastante elevada do nutriente.<\/p>\n<p>Por isso, a inclus\u00e3o do boro no manejo nutricional agr\u00edcola \u00e9 muito importante. Entretanto, o grande desafio \u00e9 que, como ele faz parte do grupo dos micronutrientes, geralmente o boro \u00e9 exigido em quantidades bem menores que nutrientes como o pot\u00e1ssio ou o nitrog\u00eanio.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/entenda-por-que-fertilizantes-multinutrientes-podem-ajudar-a-produzir-mais-e-com-mais-qualidade\/\">Lei dos M\u00ednimos<\/a> diz que a produtividade \u00e9 limitada pelo nutriente que \u00e9 exigido em menor quantidade pelas plantas, ou seja, todos os nutrientes precisam ser fornecidos nas quantidades adequadas.<\/p>\n<p>Pensando na nutri\u00e7\u00e3o com o boro, isso significa que uma lavoura deficiente nesse nutriente n\u00e3o vai alcan\u00e7ar o seu m\u00e1ximo potencial produtivo. Mas, quando em excesso, pode haver efeitos de toxidez do elemento. E como a diferen\u00e7a entre a dose \u00f3tima e a dose que causa fitoxidez nas plantas \u00e9 pequena, equilibrar a aduba\u00e7\u00e3o com o boro pode ser um pouco mais complicado\u00a0.<\/p>\n<p>A ulexita, depois de processada, tem potencial para ser utilizada como fertilizante de boro. Mais do que isso, ela tem vantagens sobre outras fontes desse nutriente, como o <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/o-que-e-o-fertilizante-acido-borico\/\">\u00e1cido b\u00f3rico<\/a>. Mas, quais s\u00e3o exatamente essas vantagens?<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-1497303320\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>A ulexita \u00e9 menos sujeita \u00e0 lixivia\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Uma das vantagens da ulexita como fonte de boro \u00e9 que ela tem uma libera\u00e7\u00e3o gradual dos seus nutrientes. Isso acontece porque o boro presente nela precisa passar por uma rea\u00e7\u00e3o, que geralmente acontece com a acidez natural do solo, para se transformar na forma que as plantas conseguem absorver.<\/p>\n<p>Isso a ajuda a reduzir um problema que, segundo escreve o pesquisador e autoridade em fertilizantes de micronutrientes, John Jacob Mortvedt, no artigo <em>Needs for controlled availability micronutrient fertilizers, <\/em>a maioria dos fertilizantes de boro tem: a lixivia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A lixivia\u00e7\u00e3o acontece quando os nutrientes se \u00a0movem no perfil do solo, se perdendo para as camadas mais profundas do solo. Ela afeta particularmente fertilizantes que s\u00e3o muito sol\u00faveis em \u00e1gua, como \u00e9 o caso do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/produtos-da-verde\/ulexita-ou-acido-borico-qual-fonte-de-boro-escolher-para-a-lavoura\/\">\u00e1cido b\u00f3rico<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A ulexita tem um teor baixo de solubilidade em \u00e1gua. Enquanto a solubilidade do \u00e1cido b\u00f3rico, por exemplo, fica em torno de 49 g\/L (gramas por litro) a 20\u00ba C, a da ulexita \u00e9 de apenas 0,9 g\/L a 20\u00ba. Isso significa que a ulexita utilizada como fertilizante de boro est\u00e1 menos sujeita \u00e0 lixivia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2780 aligncenter\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Comparacao-de-boro-acumulado-nos-lixiviados-no-Neossolo-Quartzarenico-Ortico-Tipico-em-funcao-de-diferentes-fontes-aplicadas.png\" alt=\"Compara\u00e7\u00e3o de boro acumulado nos lixiviados no Neossolo Quartzar\u00eanico \u00d3rtico T\u00edpico, em fun\u00e7\u00e3o de diferentes fontes aplicadas\" width=\"521\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Comparacao-de-boro-acumulado-nos-lixiviados-no-Neossolo-Quartzarenico-Ortico-Tipico-em-funcao-de-diferentes-fontes-aplicadas.png 521w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Comparacao-de-boro-acumulado-nos-lixiviados-no-Neossolo-Quartzarenico-Ortico-Tipico-em-funcao-de-diferentes-fontes-aplicadas-300x254.png 300w, https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Comparacao-de-boro-acumulado-nos-lixiviados-no-Neossolo-Quartzarenico-Ortico-Tipico-em-funcao-de-diferentes-fontes-aplicadas-251x212.png 251w\" sizes=\"(max-width: 521px) 100vw, 521px\" title=\"\"><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: 12px;\">Compara\u00e7\u00e3o de boro acumulado nos lixiviados no Neossolo Quartzar\u00eanico \u00d3rtico T\u00edpico, em fun\u00e7\u00e3o de diferentes fontes aplicadas (Fonte: Rafael Oliveira Silva Romano Correia et. al, 2016)<\/em><\/p>\n<p>No artigo <em>Lixivia\u00e7\u00e3o e disponibilidade de boro em fun\u00e7\u00e3o de fontes e caracter\u00edsticas de solos, <\/em>a pesquisadora do Instituto Agron\u00f4mico de Campinas, Cleide Aparecida de Abre, nota que, quando a lixivia\u00e7\u00e3o acontece, mesmo que seja feita a aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes, o solo acaba ficando deficiente em boro. Em especial, a pesquisadora nota que isso afeta solos arenosos, que ocorrem em diversas regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<h2>O uso da ulexita diminui o risco de toxidez por superdosagem do boro<\/h2>\n<p>A menor solubilidade e a libera\u00e7\u00e3o gradual da ulexita trazem outra vantagem quando ela \u00e9 usada como adubo na manuten\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de boro do solo: a diminui\u00e7\u00e3o dos riscos de que o nutriente seja disponibilizado de uma \u00fanica vez\u00a0, causando defici\u00eancia \u00e0 longo prazo e o risco de toxidez com a superdosagem\u00a0 inicial.<\/p>\n<p>A pesquisadora Isabela Rodrigues Bologna, na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <em>Aduba\u00e7\u00e3o boratada em pomar de laranja p\u00eara rio afetado pela clorose variegada dos citros, <\/em>destaca que: \u201cA alta disponibilidade [de boro] inicial pode provocar sintomas de toxidez em culturas suscept\u00edveis em est\u00e1gios iniciais de desenvolvimento.\u201d<\/p>\n<p>Outra consequ\u00eancia que uma disponibiliza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida demais do boro no solo traz \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o do custo-benef\u00edcio do fertilizante para o agricultor. Isso acontece porque, ao longo do per\u00edodo de desenvolvimento da lavoura, haver\u00e1 necessidade de reaplica\u00e7\u00e3o no caso de sistemas de rota\u00e7\u00e3o de culturas e reaplica\u00e7\u00f5es mais frequentes nas culturas perenes.<\/p>\n<p>O uso da ulexita como fonte de boro tamb\u00e9m traz ainda outro benef\u00edcio, que est\u00e1 associado \u00e0 sua forma de aplica\u00e7\u00e3o. Geralmente, fertilizantes de boro feitos a partir da ulexita s\u00e3o aplicados via solo, o que \u00e9 uma vantagem, j\u00e1 que nas plantas esse elemento se movimenta das ra\u00edzes em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s folhas.<\/p>\n<h2>Tenha mais produtividade e qualidade com a ulexita<\/h2>\n<p>Em resumo, a ulexita se mostra uma fonte de boro que traz benef\u00edcios para as plantas, melhorando a produtividade e a qualidade da lavoura, j\u00e1 que disponibiliza o boro de forma gradual e \u00e9 menos suscet\u00edvel \u00e0 lixivia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso aumenta o custo-benef\u00edcio do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/produtos-da-verde\/entenda-o-que-e-o-baks-e-as-suas-vantagens-para-uma-nova-agricultura\/\">fertilizante feito a partir da ulexita<\/a>, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 perdas de nutrientes e diminui a necessidade de reaplica\u00e7\u00f5es\u00a0 durante o ciclo produtivo. Al\u00e9m disso, h\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o do risco de haver sintomas de toxidez devido a superdosagens iniciais.<\/p>\n<div class=\"shortcode_mobile\"><!--mobile-->\r\n<p><a href=\"https:\/\/conteudo.verde.ag\/baks-fertilizante\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=Blog||Artigo&amp;utm_adset_name=BAKS-BANNER-MOBILE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img class=\"alignnone size-full wp-image-10080\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/BAKS_Banner_Mobile.jpg\" alt=\"-\" width=\"800\" height=\"400\" title=\"\"><\/a><\/p>\r\n<\/div>\r\n<div class=\"shortcode_desktop\"><!--desktop-->\r\n<p><a href=\"https:\/\/conteudo.verde.ag\/baks-fertilizante\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=Blog||Artigo&amp;utm_adset_name=BAKS-BANNER-DESKTOP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img class=\"alignnone size-full wp-image-10080\" src=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/BAKS_Banner_Desktop.jpg\" alt=\"-\" width=\"800\" height=\"200\" title=\"\"><\/a><\/p>\r\n<\/div>\r\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabe o que \u00e9 a ulexita e porque ela \u00e9 uma fonte de boro vantajosa para o agricultor? Qual \u00e9 a import\u00e2ncia do boro no manejo nutricional.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":2778,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[197],"tags":[155,886,924,183],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2777"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2777\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}