{"id":2752,"date":"2021-03-26T20:37:53","date_gmt":"2021-03-26T23:37:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/?p=2752"},"modified":"2023-01-10T16:10:23","modified_gmt":"2023-01-10T19:10:23","slug":"rizobacterias-agentes-de-controle-biologico-de-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/rizobacterias-agentes-de-controle-biologico-de-doencas\/","title":{"rendered":"Rizobact\u00e9rias: agentes de controle biol\u00f3gico de doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Com cerca de 10 milh\u00f5es de hectares no Brasil j\u00e1 usando produtos biol\u00f3gicos, de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Controle Biol\u00f3gico, o papel desses produtos no manejo integrado de pragas tem ganhado cada vez mais destaque.<\/p>\n<p>O controle biol\u00f3gico de doen\u00e7as tem com premissa o controle de pragas agr\u00edcolas e insetos transmissores de doen\u00e7as a partir da inser\u00e7\u00e3o de seus inimigos naturais no sistema, sendo as rizobact\u00e9rias um desses agentes.<\/p>\n<p>Para falar sobre esse assunto, o Doutor em Fitopatologia e professor associado do Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Dr. Fl\u00e1vio Medeiros, participou do <strong>\u201cEncontro com Gigantes \u2013Rizobact\u00e9rias como agentes de biocontrole de doen\u00e7as\u201d<\/strong>. A conversa contou tamb\u00e9m com a presen\u00e7a da Engenheira Agr\u00f4noma e S\u00f3cia-Diretora da Loschi Agroneg\u00f3cios, Hilda Loschi.<\/p>\n<p>O evento foi promovido pela Verde, empresa que produz os fertilizantes BAKS, K Forte<sup>\u00ae<\/sup>, K Forte Boro e Sil\u00edcio Forte, no dia 25 de mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode conferir a conversa, mediada por Rodrigo Mac Leod, na \u00edntegra pelo link:<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_48148\"  width=\"1170\" height=\"658\"  data-origwidth=\"1170\" data-origheight=\"658\"  data-relstop=\"1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6O0n-H4OnoI?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=1&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<h2>O biocontrole de doen\u00e7as e o solo<\/h2>\n<p>O biocontrole de doen\u00e7as vem sendo utilizado como mais uma ferramenta para se alcan\u00e7ar o m\u00e1ximo de produtividade. O Dr. Fl\u00e1vio Medeiros apontou que a agricultura ainda apresenta um potencial de crescimento entre 20 e 30% da produtividade das cultivares, desde que sejam otimizadas as pr\u00e1ticas de manejo.<\/p>\n<p>A otimiza\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas de manejo fitossanit\u00e1rias come\u00e7a com a observa\u00e7\u00e3o das diferentes rela\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es que acontecem no agroecossistema ao longo do ano e em especial no solo. Isso porque, segundo Hilda Loschi, as popula\u00e7\u00f5es de microrganismos s\u00e3o vari\u00e1veis ao longo do ano conforme o clima.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o professor Fl\u00e1vio ressalta que as plantas t\u00eam uma forte influ\u00eancia na diversidade dessas popula\u00e7\u00f5es. Cada planta apresenta uma sele\u00e7\u00e3o \u00fanica de organismos associados a ela, ent\u00e3o, quanto mais diversificado o sistema, mais diversificada \u00e9 a comunidade de microrganismos.<\/p>\n<p>Uma das t\u00e9cnicas utilizadas para a identifica\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es que comp\u00f5e a microbiota \u00e9 o sequenciamento 16S, realizado em laborat\u00f3rios. A t\u00e9cnica \u00e9 capaz de identificar os diferentes g\u00eaneros das comunidades presentes no solo e fornecer dados para a tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>O Dr. Fl\u00e1vio destacou a import\u00e2ncia de ter uma vis\u00e3o cr\u00edtica sobre a cultivar produzida, para entender se realmente os microrganismos identificados representam algum tipo de risco para a planta.<\/p>\n<p>E os efeitos dessas popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o se limitam \u00e0 intera\u00e7\u00e3o solo-planta, mas tamb\u00e9m abrangem as intera\u00e7\u00f5es entre os pr\u00f3prios microrganismos. Por exemplo, nas pesquisas realizadas por Hilda Loschi no cultivo da banana prata identificou-se uma correla\u00e7\u00e3o entre as popula\u00e7\u00f5es de nematoides e o fungo causador da doen\u00e7a conhecida como mal-do-Panam\u00e1.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o criteriosa do solo e da rela\u00e7\u00e3o das comunidades dos microrganismos ent\u00e3o se mostra como o primeiro passo para o in\u00edcio de um biocontrole efetivo. Mas, como a microbiota interage com a planta e qual a atua\u00e7\u00e3o das rizobact\u00e9rias?<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-4034512279\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>As rizobact\u00e9rias como agentes do controle biol\u00f3gico<\/h2>\n<p>As ra\u00edzes das plantas s\u00e3o uma das principais vias para a entrada e coloniza\u00e7\u00e3o dos microrganismos. O professor Fl\u00e1vio Medeiros explicou que isso acontece porque at\u00e9 30% dos fotoassimilados produzidos pela planta s\u00e3o perdidos pelas ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Os fotoassimilados s\u00e3o a fonte de energia para a planta, produzidos a partir da fotoss\u00edntese. Esses produtos ent\u00e3o passam a ser utilizados como alimento para que a microbiota se multiplique e colonize o sistema radicular<\/p>\n<p>Geralmente, as bact\u00e9rias v\u00e3o apresentar uma vantagem competitiva frente aos outros microrganismos, uma vez que apresentam uma velocidade de crescimento muito superior aos demais micr\u00f3bios. Com isso, elas ser\u00e3o muito utilizadas para compor produtos biol\u00f3gicos, como no caso de tratamento de sementes.<\/p>\n<p>A maior vantagem da utiliza\u00e7\u00e3o das rizobact\u00e9rias no tratamento de sementes frente aos produtos qu\u00edmicos, \u00e9 o seu efeito de longo prazo e que perdura com o crescimento das plantas. Segundo o Dr. Fl\u00e1vio Medeiros, as sementes s\u00e3o uma escolha estrat\u00e9gica para a pr\u00e1tica do biocontrole, j\u00e1 que:<\/p>\n<p>&#8220;Os fitopat\u00f3genos, particularmente pat\u00f3genos f\u00fangicos, v\u00e3o colonizar a semente no processo de embebi\u00e7\u00e3o, na espermosfera. E esses fitopat\u00f3genos coevolu\u00edram para perceber os exsudados liberados pelas sementes, para ent\u00e3o germinar e infectar os tecidos. Por isso \u00e9 que temos o tombamento pr\u00e9-emergente.\u201d<\/p>\n<p>Dessa forma, a utiliza\u00e7\u00e3o das rizobact\u00e9rias visa criar um biofilme capaz de proteger a semente da infec\u00e7\u00e3o pelos fitopat\u00f3genos. E como elas apresentam uma velocidade de crescimento muito superior aos demais microrganismos, se tornam uma \u00f3tima alternativa para o controle biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>O papel das rizobact\u00e9rias n\u00e3o se limita apenas ao controle de pat\u00f3genos radiculares, uma vez que elas tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas como promotoras de crescimento das plantas por aumentar:<\/p>\n<ul>\n<li>A solubiliza\u00e7\u00e3o de nutrientes;<\/li>\n<li>A fixa\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio;<\/li>\n<li>A toler\u00e2ncia ao estresse h\u00eddrico, salinidade e toxicidade de metais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por\u00e9m, esse controle de pat\u00f3genos n\u00e3o deve ser limitado apenas pela pr\u00e1tica do controle biol\u00f3gico, para que se tenha resultados significativos e duradouros. Ele deve ser visto como mais uma ferramenta usada no controle de doen\u00e7as, conforme explica Hilda Loschi:<\/p>\n<p>&#8220;Em uma \u00e1rea muito infectada, n\u00e3o \u00e9 com apenas uma aplica\u00e7\u00e3o de produtos biol\u00f3gicos que voc\u00ea vai reduzir a popula\u00e7\u00e3o a um n\u00edvel que n\u00e3o cause danos a sua lavoura. Voc\u00ea precisa ir construindo essa resist\u00eancia com v\u00e1rios processos, como rota\u00e7\u00e3o de culturas, uso de plantas de cobertura e outras metodologias de controle, para criar v\u00e1rios sistemas de mitiga\u00e7\u00e3o ao longo dos anos.&#8221;<\/p>\n<h2>O controle biol\u00f3gico \u00e9 uma ferramenta adapt\u00e1vel<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de buscar entender o seu solo, as diferentes comunidades de microrganismos que o comp\u00f5em, as particularidades da sua lavoura, as diferentes pr\u00e1ticas de manejo e os produtos biol\u00f3gicos mais adequados para serem aplicados, \u00e9 importante compreender como todos esses fatores trabalham em conjunto e como adequ\u00e1-los a sua realidade.<\/p>\n<p>O Dr. Fl\u00e1vio Medeiros ressaltou que, quanto mais o agricultor buscar por bons profissionais capazes de moldar o controle biol\u00f3gico para sua realidade, considerando as diferentes rela\u00e7\u00f5es e compatibilidades estabelecidas naquele sistema, mais bem sucedido ser\u00e1 o manejo implementado:<\/p>\n<p>&#8220;Sabemos que o manejo de doen\u00e7as \u00e9 muito mais do que s\u00f3 o controle biol\u00f3gico. Quanto mais entendermos o papel das pr\u00e1ticas de manejo para potencializar o estabelecimento de comunidades de microrganismos e buscar moldar ele para sua realidade, mais sucesso voc\u00ea vai ter no manejo de doen\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<p>Para entender mais sobre as Rizobact\u00e9rias como agentes de biocontrole de doen\u00e7as, confira o v\u00eddeo do Encontro com Gigantes na \u00edntegra!<\/p>\n<p>N\u00e3o perca os pr\u00f3ximos eventos. Confira toda a programa\u00e7\u00e3o do Encontro com Gigantes e fa\u00e7a sua inscri\u00e7\u00e3o pelo link: <a href=\"https:\/\/www.kforte.com.br\/encontrocomgigantes\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/www.kforte.com.br\/encontrocomgigantes\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso de agentes de controle biol\u00f3gico, como as Rizobact\u00e9rias, tem ganhado cada vez mais destaque no manejo integrado de pragas e doen\u00e7as. Saiba mais sobre essa t\u00e9cnica.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":2754,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[8],"tags":[61,87,885,86],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2752"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2752"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2752\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2754"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}