{"id":249,"date":"2020-08-17T22:38:39","date_gmt":"2020-08-18T01:38:39","guid":{"rendered":"http:\/\/navy-brainy-crate.blogs.rockstage.io\/?p=249"},"modified":"2023-01-10T13:30:18","modified_gmt":"2023-01-10T16:30:18","slug":"fixacao-de-nitrogenio-aumenta-produtividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/nutricao-de-plantas\/fixacao-de-nitrogenio-aumenta-produtividade\/","title":{"rendered":"Como os cuidados com o manejo e a preserva\u00e7\u00e3o da microbiota ajudam a aumentar a fixa\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio e a produtividade da soja, do milho e do feij\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2>Nas culturas de gr\u00e3os, como a soja, o milho e o feij\u00e3o, o nitrog\u00eanio \u00e9 especialmente importante para garantir que haja um maior rendimento de gr\u00e3os e uma maior produtividade da lavoura.<\/h2>\n<p>Mas como fazer com que esse nutriente seja mais bem aproveitado e, em consequ\u00eancia, a soja, o milho e o feij\u00e3o sejam mais rent\u00e1veis?<\/p>\n<p>A resposta est\u00e1 no manejo do solo, com o uso de solu\u00e7\u00f5es que possam ampliar a efici\u00eancia de absor\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio pelas plantas e reduzir a perda de nitrog\u00eanio do solo atrav\u00e9s da volatiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por ser um nutriente necess\u00e1rio em grandes quantidades por essas culturas, frequentemente a quantidade dispon\u00edvel de nitrog\u00eanio no solo \u00e9 insuficiente para um alto rendimento, sendo necess\u00e1ria a aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada, como observa a pesquisadora Solange Fran\u00e7a no artigo <em>Nitrog\u00eanio dispon\u00edvel ao milho: Crescimento, absor\u00e7\u00e3o e rendimento de gr\u00e3os<\/em>.<\/p>\n<p>Entretanto, um dos problemas desse tipo de aduba\u00e7\u00e3o \u00e9 que parte do nitrog\u00eanio se perde para a atmosfera, num processo conhecido como volatiliza\u00e7\u00e3o. O uso de fertilizantes que ajudem a reduzir a volatiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para garantir que esse nutriente seja mais bem aproveitado pelas plantas.<\/p>\n<p>A Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (EPAMIG), realizou uma pesquisa utilizando diferentes tratamentos de fertiliza\u00e7\u00e3o nitrogenada e c\u00e2maras coletoras chamadas de c\u00e2maras SALE (c\u00e2mara semiaberta livre est\u00e1tica) para <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/blog\/solo\/pesquisa-da-epamig-demonstra-como-melhorar-a-eficiencia-da-adubacao-nitrogenada\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">medir a quantidade de am\u00f4nia volatilizada a partir do nitrog\u00eanio dos tratamentos aplicados<\/a>.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que nos tratamentos que utilizaram o K Forte\u00ae, fertilizante mineral produzido pela Verde, junto \u00e0 fertiliza\u00e7\u00e3o nitrogenada, houve redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 27% na volatiliza\u00e7\u00e3o do nitrog\u00eanio do solo.<\/p>\n<p>Assim, a utiliza\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es como o K Forte\u00ae dentro do manejo das culturas de soja e feij\u00e3o, que exigem altas quantidades de nitrog\u00eanio para que tenham uma produtividade em gr\u00e3os mais elevada, \u00e9 uma medida importante para garantir que essas lavouras tenham mais rentabilidade.<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-2982227423\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>O papel dos microrganismos:<\/h2>\n<p>Outro importante aspectos a se considerar no planejamento de um manejo que otimize o aproveitamento do nitrog\u00eanio \u00e9 o papel dos microrganismos na fixa\u00e7\u00e3o do nitrog\u00eanio presente no solo e fornecido atrav\u00e9s da nutri\u00e7\u00e3o com fertilizantes nas plantas.<\/p>\n<p>Esses microrganismos, conhecidos como riz\u00f3bios, convivem em uma rela\u00e7\u00e3o de simbiose com as plantas, alimentando-se de nutrientes fornecidos por elas.<\/p>\n<p>Em troca, eles fornecem o nitrog\u00eanio para as ra\u00edzes. Durante o desenvolvimento das culturas de soja e o feij\u00e3o, isso acontece em uma fase chamada de nodula\u00e7\u00e3o. Plantas com alto teor de nodula\u00e7\u00e3o t\u00eam um maior rendimento de gr\u00e3os e maior produtividade.<\/p>\n<p>No estudo <em>Nodula\u00e7\u00e3o e rendimento de soja co-infectada com Bacilus Subtilis e Bradyrhizobium Japonicum \/ Bradyrhizobium Elkanii<\/em>, os pesquisadores F\u00e1bio Fernando de Ara\u00fajo e Mariangela Hungria identificaram que plantas que conviviam com riz\u00f3bios tiveram um aumento na nodula\u00e7\u00e3o e no rendimento em gr\u00e3os por hectare, provando a import\u00e2ncia desses microrganimos.<\/p>\n<p>J\u00e1 no estudo <em>Fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio em cultivares de feij\u00e3o\u2011caupi recomendadas para o Estado de Roraima<\/em>, os pesquisadores Shirlany Ribeiro de Melo e Jerri \u00c9dson Zilli identificaram benef\u00edcios semelhantes com a presen\u00e7a de riz\u00f3bios em culturas de feij\u00e3o, ou seja, aumento da nodula\u00e7\u00e3o e da produtividade em gr\u00e3os por hectares.<\/p>\n<p>Portanto, tornar o ambiente do solo saud\u00e1vel para que os microrganismos fixadores de nitrog\u00eanio possam desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 essencial para que a soja e o feij\u00e3o sejam mais rent\u00e1veis para o produtor.<\/p>\n<p>Uma das medidas importantes para isso tamb\u00e9m est\u00e1 no uso de solu\u00e7\u00f5es de manejo de solo que n\u00e3o sejam prejudiciais ao microbioma. Fertilizantes com alto teor de cloro, como o Cloreto de Pot\u00e1ssio (KCl) t\u00eam alto potencial biocida, o que elimina o delicado sistema de microrganismos que ajuda as plantas a fixarem mais nitrog\u00eanio.<\/p>\n<h2>Isso acontece por causa dos dist\u00farbios fisiol\u00f3gicos provocados pelo excesso dos \u00edons de Cloro presentes nesses fertilizantes, como o aumento da salinidade. Esse efeito se d\u00e1 quando h\u00e1 um ac\u00famulo de cristais salinos no solo e tem um impacto direto nos microrganismos que comp\u00f5em a microbiota do solo.<\/h2>\n<p>Petra Marshner e outros cientistas, no artigo <em>Influence of salinity and water content on soil microorganisms<\/em>, cita que altas taxas de salinidade afetam os microrganismos por dois meios principais: efeitos osm\u00f3ticos e efeitos espec\u00edficos de certos \u00edons.<\/p>\n<p>A osmose \u00e9 um processo pelo qual h\u00e1 o deslocamento de \u00e1gua de um meio para outro, atrav\u00e9s de uma membrana. Com uma alta taxa de salinidade no solo, a quantidade de \u00e1gua concentrada nele \u00e9 reduzida.<\/p>\n<p>Isso desencadeia um processo chamado plasm\u00f3lise. A plasm\u00f3lise consiste na perda da \u00e1gua contida nos microrganismos, al\u00e9m da \u00e1gua contida tamb\u00e9m nas pr\u00f3prias plantas, para o solo em virtude da alta salinidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, como h\u00e1 menos \u00e1gua dispon\u00edvel no solo, os microrganismos n\u00e3o t\u00eam de onde retirar \u00e1gua para sobreviver e se desenvolver.<\/p>\n<p>Outro fator pelo qual o excesso de \u00edons de cloro no solo afeta os microrganismos do solo o seu alto n\u00edvel de toxicidade. Assim, um bom manejo do solo \u00e9 aquele que busca preservar os microrganismos atrav\u00e9s do uso de solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o contenham cloro.<\/p>\n<p>O uso de fertilizantes que sejam livres de cloro, como \u00e9 o caso do <a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-content\/uploads\/admin\/posts\/edit\/www.kforte.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">K Forte\u00ae<\/a>, ajuda a preservar o microbioma do solo. Assim, h\u00e1 um melhor aproveitamento e maior fixa\u00e7\u00e3o do nitrog\u00eanio pelas plantas, o que, no caso das culturas de soja e feij\u00e3o se traduz em maior produtividade e rentabilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas culturas de gr\u00e3os, como a soja, o milho e o feij\u00e3o, o nitrog\u00eanio \u00e9 especialmente importante para garantir que haja um maior rendimento de gr\u00e3os e uma maior produtividade da lavoura. Mas como fazer com que esse nutriente seja mais bem aproveitado e, em consequ\u00eancia, a soja, o milho e o feij\u00e3o sejam mais rent\u00e1veis?<br \/>\nA resposta est\u00e1 no manejo do solo, com o uso de solu\u00e7\u00f5es que possam ampliar a efici\u00eancia de absor\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio pelas plantas e reduzir a perda de nitrog\u00eanio do solo atrav\u00e9s da volatiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":2490,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[197,23,21],"tags":[34,116,885,37,66,64,31,30],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=249"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}