{"id":233,"date":"2020-08-17T22:29:44","date_gmt":"2020-08-18T01:29:44","guid":{"rendered":"http:\/\/navy-brainy-crate.blogs.rockstage.io\/?p=233"},"modified":"2023-01-16T16:58:26","modified_gmt":"2023-01-16T19:58:26","slug":"impactos-do-cloro-no-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/encontro-com-gigantes\/impactos-do-cloro-no-solo\/","title":{"rendered":"Doutora em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas apresenta as pesquisas mais recentes sobre os impactos do cloro no sistema solo-planta"},"content":{"rendered":"<p>Como os fertilizantes clorados impedem o produtor de utilizar o potencial ben\u00e9fico dos microrganismos do solo na agricultura? Entenda os principais impactos negativos do cloro no solo e como evit\u00e1-los!<\/p>\n<p>Como equilibrar a necessidade de produzir alimentos em larga escala com a demanda por alimentos produzidos de forma mais saud\u00e1vel, como os produzidos pela agricultura org\u00e2nica? Essas s\u00e3o perguntas relevantes no cen\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola atual.<\/p>\n<p>Para discutir sobre essas quest\u00f5es, a Dra. Michele Megda, doutora e especialista em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas participou do <strong>\u201cEncontro com Gigantes \u2013 Consequ\u00eancias da Utiliza\u00e7\u00e3o do Cloreto de Pot\u00e1ssio no Sistema Solo-Planta\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>O evento foi promovido pela Verde, empresa que produz os fertilizantes Sil\u00edcio Forte<sup>\u00ae<\/sup> e K Forte<sup>\u00ae<\/sup>\u00a0, no dia 03 de junho de 2020.<\/p>\n<p class=\"ql-align-center\"><strong>Voc\u00ea pode conferir a conversa, mediada por Bernardo Costa, na \u00edntegra pelo link:<\/strong><\/p>\n<p><iframe class=\"ql-video\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3_xP77RPtHs?showinfo=0\" width=\"643\" height=\"358\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<h2>O pot\u00e1ssio, juntamente com o f\u00f3sforo, s\u00e3o os nutrientes mais consumidos pelo Brasil quando se fala em nutri\u00e7\u00e3o agr\u00edcola<\/h2>\n<p>Nos \u00faltimos 10 anos, o consumo de pot\u00e1ssio na agricultura brasileira dobrou, passando de aproximadamente 3 milh\u00f5es de toneladas\/ano para quase 6 milh\u00f5es de toneladas\/ano. E a maior parte desse pot\u00e1ssio \u00e9 utilizada sob a forma de Cloreto de Pot\u00e1ssio (KCl).<\/p>\n<p>O KCl cont\u00e9m uma grande quantidade de pot\u00e1ssio, cerca de 60%, mas tamb\u00e9m tem uma grande quantidade de cloro e um alto teor salino, de cerca de 116%.<\/p>\n<p>A Dra. Michele Megda, especialista em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas, explica que, o cloro \u00e9 essencial para o desenvolvimento biol\u00f3gico das plantas, mas ressalta que apenas em n\u00edveis adequados e que normalmente o solo j\u00e1 tem quantidades suficientes desse elemento.<\/p>\n<p>Michele afirma que o excesso de cloro presente em fertilizantes clorados, como \u00e9 o caso do KCl e o Cloreto de Am\u00f4nio (NH4Cl), \u00e9 que no solo existe a dissocia\u00e7\u00e3o dos elementos que comp\u00f5em esses fertilizantes e o ac\u00famulo de cloro no solo e nas plantas.<\/p>\n<p>\u201cNormalmente o cloro \u00e9 muito m\u00f3vel na planta e a toxidez do excesso vai se manifestar. Os sintomas se iniciam nas folhas velhas, agravando-se nas folhas novas, comprometendo todo o aparato fotossint\u00e9tico da planta\u201d, diz Michele Megda.<\/p>\n<p>Outro problema associado ao excesso de cloro do Cloreto de Pot\u00e1ssio \u00e9 o alto estresse salino provocado por ele no solo e nas plantas, que causa muitos dist\u00farbios fisiol\u00f3gicos. Esse estresse salino desequilibra as taxas de umidade no solo e nas plantas, fazendo com que as plantas e os microrganismos do solo percam \u00e1gua. No caso dos microrganismos do solo isso tem um alto potencial biocida.<\/p>\n<p>\u201cQuem sofre num primeiro momento com o excesso de cloreto \u00e9 a biomassa microbiana do solo\u201d, diz a Dra. Michele, citando uma de suas pesquisas com o KCl na cultura de banana. Nesse trabalho, ela pesquisou os efeitos de outras fontes de pot\u00e1ssio no solo e nas plantas tamb\u00e9m, e o KCl foi que teve mais impactos, tanto no solo quanto nas plantas.<\/p>\n<p>Esse efeito mal\u00e9fico do excesso de cloro nos microrganismos \u00e9 um grande problema para o que a Dra. Michele Megda considera uma concilia\u00e7\u00e3o entre a agricultura convencional, respons\u00e1vel por 40% da produ\u00e7\u00e3o de alimentos do mundo, e a agricultura org\u00e2nica, vista como mais saud\u00e1vel, mas com um potencial produtivo <u>de 20% a 25% menor.<\/u><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o faz sentido nenhum a gente investir em uma tecnologia (os biol\u00f3gicos) e aplicar algo que \u00e9 considerado biocida, que vai aumentar a salinidade do solo, causando dist\u00farbios fisiol\u00f3gicos como a morte das c\u00e9lulas da massa microbiana\u201d, enfatiza a Dra. Michele.<\/p>\n<p>O potencial ben\u00e9fico dos microrganismos para a agricultura \u00e9 muito grande. A Dra. Michele destaca, por exemplo, o crescimento dos sistemas de plantio direto com rota\u00e7\u00e3o de culturas, que trouxe um aumento na produtividade brasileira, mas que gera impactos como a acidifica\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio no solo. O uso de microrganismos seria uma sa\u00edda para esses problemas.<\/p>\n<p>O papel dos microrganismos na manuten\u00e7\u00e3o da qualidade do solo e nas boas pr\u00e1ticas da agricultura j\u00e1 era conhecido desde 1890, mas hoje temos mais tecnologias e recursos para entender melhor como isso acontece.<\/p>\n<div class=\"verde-content_3\" id=\"verde-3668005240\"><a class=\"text-color-btn\" href=\"https:\/\/wa.me\/5531999206297?text=Ol%C3%A1%2C%20vi%20o%20artigo%20no%20blog%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais%20sobre%20os%20fertilizantes%20da%20Verde%20Agritech\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\r\n    <button class=\"btn-form-blog\">Quero revolucionar a produ\u00e7\u00e3o da minha lavoura<\/button>\r\n<\/a>\r\n\r\n<style>\r\n    .text-color-btn {\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n        text-decoration: none; \/* Adicionado para evitar sublinhado no link *\/\r\n        display: inline-block;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog {\r\n        padding: 14px;\r\n        background-color: #38a38c;\r\n        color: #fff;\r\n        border: none;\r\n        border-radius: 20px;\r\n        cursor: pointer;\r\n    }\r\n\r\n    .text-color-btn:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    .btn-form-blog:hover {\r\n        background-color: #333;\r\n        transition: 0.4s;\r\n    }\r\n\r\n    @media only screen and (max-width: 600px) {\r\n        .text-color-btn {\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n        .btn-form-blog {\r\n            padding: 14px;\r\n            background-color: #38a38c;\r\n            color: #fff;\r\n        }\r\n    }\r\n<\/style><\/div><h2>Os microrganismos, t\u00eam um papel importante na intemperiza\u00e7\u00e3o do solo, atrav\u00e9s do seu processo de respira\u00e7\u00e3o. Esse processo libera subst\u00e2ncias que disponibilizam nutrientes que antes estavam insol\u00faveis no solo<\/h2>\n<p>No entanto, ela tamb\u00e9m ressalta que: \u201cN\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples trabalhar com a microbiologia do solo, isso aliado a fatores como poucos valores norteadores e sistemas diversos, e o fato de que s\u00f3 0,1 a 10% dos organismos do solo s\u00e3o conhecidos e o alto custo, \u00e0s vezes torna a agricultura biol\u00f3gica cara\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, al\u00e9m dos investimentos em pesquisas com os microrganismos e a microbiologia do solo, \u00e9 preciso investir em manejos mais adequados do solo, que preservem esse importante ecossistema. Isso inclui o uso de fontes pot\u00e1ssicas n\u00e3o agressivas aos microrganismos, como o K Forte\u00ae, produzido pela Verde.<\/p>\n<p>\u201cO fato \u00e9 que sem d\u00favida o Brasil tem potencial de vencer esse desafio de alimentar grande parte da popula\u00e7\u00e3o mundial. A gente tem \u00e1reas agricultur\u00e1veis, tem climas pra isso. Mas a gente precisa fazer isso da forma adequada, porque embora o solo seja um recurso renov\u00e1vel, muitas vezes ele \u00e9 utilizado de maneiras que o degradam de maneiras que o inutilizam. Por isso \u00e9 preciso ter mais cuidados com as pr\u00e1ticas utilizadas no manejo do solo\u201d, conclui a Dra. Michele Megda.<\/p>\n<p><strong>Michele Xavier Vieira Megda<\/strong> possui mestrado e doutorado em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas pela ESALQ\/USP e P\u00f3s-doutorado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura\/USP. Atualmente \u00e9 docente da Universidade Estadual de Montes Claros atuando em temas relacionados ao ciclo biogeoqu\u00edmico do nitrog\u00eanio e pot\u00e1ssio e seus impactos no sistema solo-planta.<\/p>\n<p>N\u00e3o perca os pr\u00f3ximos eventos! Confira toda a programa\u00e7\u00e3o do Encontro com Gigantes e fa\u00e7a sua inscri\u00e7\u00e3o pelo link:<a href=\"https:\/\/www.kforte.com.br\/encontrocomgigantes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">https:\/\/www.kforte.com.br\/encontrocomgigantes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como os fertilizantes clorados impedem o produtor de utilizar o potencial ben\u00e9fico dos microrganismos do solo na agricultura? Como equilibrar a necessidade de produzir alimentos em larga escala com a demanda por alimentos produzidos de forma mais saud\u00e1vel, como os produzidos pela agricultura org\u00e2nica? 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